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Ministro André de Paula participa da retomada da UFN-III e de entregas em Mato Grosso do Sul

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Nesta quinta-feira (25), o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, em Três Lagoas (MS), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da cerimônia que marcou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III). O empreendimento da Petrobras é considerado estratégico para ampliar a produção nacional de fertilizantes, fortalecer a segurança alimentar e reduzir a dependência externa do país em relação a insumos essenciais para a produção agropecuária. 

Integrada ao Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), a unidade receberá investimentos superiores a R$ 5 bilhões para sua conclusão. A previsão é que a operação comercial tenha início em 2029. 

De acordo com dados do Governo Federal, a planta terá capacidade para produzir diariamente 3.600 toneladas de ureia granulada e 2.200 toneladas de amônia, o que representa uma produção anual estimada de 1,3 milhão de toneladas de ureia — equivalente a cerca de 16% da demanda nacional pelo fertilizante. 

“Estou orgulhoso porque ainda sonho que a gente vai ter acima de 70% de todo o fertilizante que nós precisamos nesse país. Porque um país jamais será soberano se ele não for dono das coisas principais que ele produz”, ressaltou o presidente Lula em seu discurso. 

Além de contribuir para o abastecimento interno, a retomada das obras deverá gerar aproximadamente 8 mil empregos diretos e indiretos, impulsionando a economia regional por meio da contratação de fornecedores e da movimentação dos setores de transporte, serviços, hospedagem, alimentação e comércio. 

A localização da unidade é considerada estratégica para o agronegócio brasileiro. A região Centro-Oeste concentra aproximadamente 40% da demanda nacional por ureia, impulsionada principalmente pelas cadeias produtivas de milho, cana-de-açúcar, algodão e pecuária. A proximidade da fábrica com importantes polos agrícolas deverá contribuir para aumentar a segurança do abastecimento e reduzir custos logísticos para produtores rurais, especialmente nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. 

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A retomada da UFN-III integra uma estratégia mais ampla do Governo Federal e da Petrobras voltada à recomposição da capacidade nacional de produção de fertilizantes nitrogenados. A iniciativa busca reduzir a vulnerabilidade do país diante de oscilações do mercado internacional e de eventuais interrupções nas cadeias globais de suprimento, fortalecendo a competitividade do agronegócio brasileiro e a segurança alimentar. 

Programa Terra da Gente em Ponta Porã (MS)

Ainda em Mato Grosso do Sul, o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, em Ponta Porã, de entregas realizadas no âmbito do Programa Terra da Gente, no Assentamento Itamarati, uma das maiores áreas de reforma agrária do país. 

Durante a agenda, foram entregues 1.390 títulos de domínio a famílias assentadas, garantindo segurança jurídica aos produtores e ampliando o acesso ao crédito rural, às políticas públicas e a novos investimentos produtivos. Também foram anunciados R$ 20 milhões em investimentos para a recuperação da infraestrutura produtiva do assentamento, além da formalização de iniciativas voltadas ao crédito rural, à comercialização da produção, à educação no campo e à regularização fundiária. 

Os recursos serão destinados à melhoria da infraestrutura de apoio à produção, com foco na ampliação da capacidade de armazenagem de grãos, na redução de perdas pós-colheita, no fortalecimento da logística interna e na promoção do desenvolvimento sustentável das atividades produtivas desenvolvidas pelas famílias assentadas. 

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Com área superior a 50 mil hectares e cerca de 2.800 famílias beneficiadas, o Assentamento Itamarati é uma das principais referências nacionais em agricultura familiar e produção agropecuária. A diversidade produtiva da região inclui grãos, pecuária leiteira, frutas, hortaliças e criação de pequenos animais, contribuindo para a geração de renda, o abastecimento alimentar e o desenvolvimento econômico local. 

Reformas em aeroportos pelo Novo PAC

Encerrando a agenda no estado, o ministro participou, no Aeroporto Internacional de Ponta Porã, da entrega das obras de modernização dos aeroportos de Ponta Porã, Corumbá e Campo Grande. 

As intervenções integram o conjunto de investimentos realizados pela concessionária Aena Brasil, responsável pela administração dos terminais após a 7ª Rodada de Concessões Aeroportuárias promovida pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Parte dos investimentos contou com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Entre as obras concluídas, destaca-se a modernização do Aeroporto Internacional de Campo Grande, que passou a contar com pontes de embarque e desembarque de passageiros (fingers), ampliando a capacidade operacional e o conforto dos usuários. 

Os três aeroportos integram um conjunto de 11 terminais administrados pela Aena Brasil que estão recebendo investimentos em infraestrutura, modernização e ampliação da capacidade operacional, contribuindo para o fortalecimento da logística, da conectividade regional e do desenvolvimento econômico do país. 

* Com informações do Planalto 

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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