Agro News

Ministro Fávaro participa do lançamento do Programa Acredita no Primeiro Passo em Mato Grosso

Publicado

Na manhã desta sexta-feira (15), os ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, lançaram, no município de Cáceres (MT), o Programa Acredita no Primeiro Passo. A iniciativa é uma ação do Governo Federal voltada à inclusão produtiva e à geração de renda para pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico).

O programa amplia o acesso ao microcrédito produtivo e orientado, aliando capacitação e incentivo ao empreendedorismo para transformar oportunidades em renda, formalização e negócios sustentáveis.

Em seu discurso, o ministro Carlos Fávaro ressaltou que o Brasil é líder mundial na produção de alimentos, com Mato Grosso ocupando a primeira posição entre os estados brasileiros. Ele destacou a importância de políticas públicas para o fortalecimento da produção e apoio aos pequenos produtores. “Quando assumi o Ministério da Agricultura, recebi do presidente Lula a missão de tornar o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi) uma realidade efetiva. Em 2023, apenas 306 municípios brasileiros possuíam o Sisbi autorizado. Intensificamos o trabalho e vamos encerrar o governo do presidente Lula com metade dos municípios brasileiros, cerca de 2.700, participando de consórcios e fazendo as coisas acontecerem”, afirmou.

Leia mais:  Incofios aposta em educação corporativa para sustentar crescimento e inovação até 2030

Durante a cerimônia, foi anunciada a assinatura de um Termo de Execução Descentralizada (TED), por meio do qual o MDS destinou R$ 2 milhões ao Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) para capacitar pessoas em situação de vulnerabilidade social. “O IFMT vai investir em variados cursos destinados aos inscritos no CadÚnico. É hora de viver uma realidade melhor, com qualificação e oportunidades”, afirmou o ministro Wellington Dias.

O Programa Acredita no Primeiro Passo oferece cursos profissionalizantes, apoio para quem busca emprego e incentivos para quem deseja abrir o próprio negócio. Entre os benefícios, estão o acesso a microcrédito com juros reduzidos e orientação especializada. Podem participar pessoas de 16 a 65 anos com dados atualizados no CadÚnico.

Segundo o ministro Wellington Dias, foi realizado um levantamento que aponta as atividades com maior demanda por mão de obra na região no momento. Entre elas estão: controle alternativo de pragas e doenças voltado para a agricultura, construção de barragens para uso e conservação do solo e da água, implantação de curvas de nível, manejo de irrigação e fertirrigação, operação básica e pilotagem de drones agrícolas, tecnologia em segurança, serviços de auxiliar de pet shop, avicultura, criação de aves e pequenos animais, além de funções administrativas como assistente administrativo e assistente de recursos humanos.

Leia mais:  Café recupera parte das perdas e encerra semana em alta nas bolsas internacionais

A solenidade também contou com a presença de instituições financeiras. Na ocasião, foram assinados cinco contratos de financiamento com beneficiários do programa, simbolizando o início de uma nova etapa de inclusão produtiva no Centro-Oeste.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

MPA e MMA regulamentam a coleta embarcada de ova de peixe-voador

Publicado

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicam a Portaria Interministerial MPA/MMA Nº 62, de 03 de Junho de 2026, que estabelece medidas de ordenamento, registro, monitoramento e controle da coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus) no Mar Territorial e na Zona Econômica Exclusiva da Região Nordeste do Brasil.

A norma representa importante avanço no processo de reconhecimento e organização de uma atividade pesqueira tradicional exercida há décadas por comunidades artesanais do litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba, que até então não possuía instrumento específico de ordenamento pesqueiro.

Para o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, a iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal com a valorização da pesca artesanal. “O processo se deu por meio de muita escuta, reforçando a participação social nos processos de gestão pesqueira e a construção de soluções compatíveis com a realidade das comunidades pesqueiras tradicionais”.

A regulamentação cria mecanismos para monitoramento da atividade, controle da frota e rastreabilidade da produção. Isso vai permitir maior capacidade de acompanhamento pelos órgãos gestores. Também vai contribuir para a construção progressiva de informações técnicas sobre a pescaria.

Importância na economia

A coleta embarcada de ovas de peixe-voador possui relevante importância socioeconômica para comunidades pesqueiras artesanais da Região Nordeste, especialmente no litoral potiguar. Além da geração de renda direta para pescadores, pescadoras e suas famílias, a atividade movimenta cadeias produtivas relacionadas ao beneficiamento, comercialização e exportação do produto.

O processo de construção da regulamentação teve início após o recebimento, pelo MPA e MMA, de demandas apresentadas pelo próprio setor pesqueiro relacionadas, principalmente, às dificuldades enfrentadas na comercialização e exportação das ovas, em razão da ausência de regras específicas para a atividade. A partir disso, as equipes técnicas do MPA iniciaram processo de diálogo com pescadores e pescadoras artesanais, representantes do setor produtivo, pesquisadores e órgãos ambientais. O processo de escuta teve como objetivo compreender a dinâmica operacional da pescaria, sua cadeia produtiva e os principais desafios relacionados ao ordenamento da atividade.

Leia mais:  Oceania leaders call for full implementation of climate agreements at the Global Ethical Stocktake

Foram realizadas reuniões presenciais com pescadores artesanais no litoral do Rio Grande do Norte, consultas técnicas junto ao setor produtivo e reuniões no âmbito da Rede Pesca Brasil, incluindo discussões no Comitê Permanente de Gestão e do Uso Sustentável dos Recursos Pelágicos Norte e Nordeste (CPG Pelágicos N/NE) e em seu Grupo Técnico-Científico, coordenado pelo pesquisador Dr. Guelson Batista da Silva.

As discussões envolveram ainda equipes do MMA, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Segundo a coordenadora-geral de Gestão Participativa Costeira e Marinha da SNPA/MPA, Adayse Bossolani, a proposta busca compatibilizar o reconhecimento de uma atividade tradicional já existente com mecanismos de monitoramento e controle da frota e da produção. “A regulamentação busca organizar uma atividade que já ocorre historicamente na região, permitindo ampliar a capacidade de monitoramento, rastreabilidade e acompanhamento da produção, ao mesmo tempo em que reconhece a importância socioeconômica da pescaria para as comunidades artesanais envolvidas”, afirmou.

Principais medidas da regulamentação

A nova portaria estabelece critérios específicos para o exercício da coleta embarcada de ovas de peixe-voador por pescadores profissionais artesanais. Busca estruturar mecanismos iniciais de monitoramento e gestão da atividade.

A norma cria duas modalidades para a coleta embarcada de ovas de peixe-voador:

– 6.13: coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus), com utilização de atratores biodegradáveis e autorização complementar para rede de emalhe costeiro de superfície;

– 6.14: coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus), com utilização de atratores biodegradáveis e autorização complementar para covos ou manzuás.

A portaria autoriza a atividade exclusivamente para embarcações artesanais devidamente registradas no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), com arqueação bruta de até 20 AB e regularizadas perante a Autoridade Marítima para a área de navegação compatível com a atividade exercida.

Leia mais:  Exportações de milho do Brasil disparam em abril após paralisações na Argentina e ampliam espaço no mercado global

A coleta deverá ser realizada por meio de atratores biodegradáveis, com recolhimento manual das ovas aderidas aos substratos utilizados durante a pescaria.

A norma também estabelece que o interessado em obter autorização de pesca para as modalidades de permissionamento deverá protocolar requerimento no site do MPA, por meio de peticionamento eletrônico, no prazo de até 15 dias corridos, contados da data de publicação desta Portaria. Acesse aqui o site com o requerimento.

No âmbito do permissionamento, a regulamentação institui modalidades específicas para embarcações que já atuam em pescarias relacionadas ao emalhe costeiro de superfície e ao uso de covos e manzuás, permitindo maior adequação do registro pesqueiro à realidade operacional atualmente observada na atividade.

Como medida inicial de controle e monitoramento da pescaria, a norma estabelece número limitado de autorizações para atuação na atividade, permitindo maior capacidade de acompanhamento da frota, da produção e do esforço pesqueiro pelos órgãos gestores. Ela cria mecanismos de rastreabilidade da produção, incluindo obrigações relacionadas à comercialização e ao registro da entrada do produto nas empresas adquirentes, contribuindo para maior formalização e controle da cadeia produtiva.

A norma prevê ainda o monitoramento contínuo da atividade e revisão das medidas de ordenamento até o final de 2027, a partir dos dados gerados durante o período inicial de implementação da pescaria monitorada.

Com a publicação da portaria, o MPA avança na estruturação de instrumentos voltados ao reconhecimento e à gestão de uma atividade tradicional da pesca artesanal nordestina, ampliando a capacidade de monitoramento da atividade, fortalecendo a rastreabilidade da produção e produzindo informações técnicas para o aperfeiçoamento futuro das medidas de ordenamento pesqueiro.

Confira a portaria na íntegra.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana