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Missão na China pode gerar até US$ 110 milhões em negócios para cafés especiais do Brasil

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A participação de empresários brasileiros do setor de cafés especiais em uma missão comercial na China e na feira internacional Hotelex Shanghai 2026 pode resultar em até US$ 109,89 milhões em negócios para o Brasil.

Ao todo, 19 empresas participaram da iniciativa, que gerou 436 contatos comerciais com importadores chineses. Desse total, US$ 1,34 milhão já foi fechado durante o evento, enquanto outros US$ 108,55 milhões estão projetados para os próximos 12 meses.

Estratégia fortalece presença do café brasileiro na China

A ação foi realizada por meio do projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”, conduzido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A iniciativa tem como objetivo ampliar a presença dos cafés especiais brasileiros no mercado chinês e consolidar uma estratégia estruturada para expansão na Ásia, aumentando as oportunidades comerciais para o setor.

Qingdao se destaca como hub logístico e estratégico

Na cidade de Qingdao, a missão teve foco institucional e técnico, incluindo visitas a cafeterias, torrefações e estruturas logísticas. A agenda permitiu uma análise aprofundada do mercado local e de suas tendências.

A região se mostrou estratégica do ponto de vista logístico, especialmente por contar com uma zona de livre comércio estruturada e conectada a diversos mercados asiáticos, o que a posiciona como potencial plataforma de importação e distribuição de café.

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Segundo a BSCA, o mercado local apresenta sinais de evolução, com maior sofisticação, abertura para novos produtos e crescente interesse por cafés de maior qualidade.

Base de promoção reforça presença brasileira

Um dos principais resultados da missão foi a inauguração da “Base de Promoção do Café Especial do Brasil” em Qingdao.

A estrutura funcionará como plataforma permanente para ações de visibilidade, relacionamento comercial e fortalecimento da presença do café brasileiro no mercado chinês.

A programação também incluiu um fórum com representantes do governo local, entidades e empresas, no qual foram discutidas oportunidades de cooperação entre Brasil e China.

Durante o encontro, foram apresentados os diferenciais dos cafés especiais brasileiros, além da realização de sessões de degustação (cupping) com produtos certificados, destacando atributos como qualidade, rastreabilidade e consistência.

Hotelex Shanghai amplia conexões comerciais

Em Xangai, durante a Hotelex Shanghai 2026 — uma das principais feiras de hospitalidade da Ásia —, os empresários brasileiros intensificaram o contato direto com compradores, importadores, torrefações e cafeterias.

O estande brasileiro registrou forte presença de público qualificado e permitiu avançar negociações iniciadas durante a missão comercial, evidenciando a eficácia da estratégia integrada entre visitas técnicas e participação em eventos internacionais.

Cafés brasileiros ganham destaque pela diversidade sensorial

Os cafés especiais apresentados na feira tiveram alta aceitação, com destaque para perfis sensoriais diferenciados.

Bebidas com notas frutadas e cítricas despertaram interesse do público, contribuindo para ampliar a percepção sobre o Brasil como origem de cafés de alta qualidade e maior valor agregado.

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Também foi identificado um crescimento na demanda por cafés mais complexos, inclusive para preparo em espresso, sinalizando a evolução do mercado chinês e sua abertura a novos perfis de consumo.

Todos os produtos apresentados contavam com certificação da BSCA, reforçando atributos como padronização, confiabilidade e rastreabilidade.

Missão consolida avanços e abre novas oportunidades

De acordo com avaliação dos participantes, a missão e a presença na feira geraram avanços importantes em três frentes principais: fortalecimento institucional, ampliação das conexões comerciais e validação do potencial dos cafés especiais brasileiros na China.

A iniciativa também estabeleceu bases sólidas para a continuidade das ações no país asiático e para o aprofundamento da presença brasileira em outros mercados da região.

Brasil amplia posicionamento estratégico na Ásia

A avaliação final do setor é de que o Brasil avança de forma consistente em um mercado promissor e em expansão.

Além de reforçar a qualidade e diversidade dos cafés nacionais, a missão contribuiu para estruturar relações institucionais e abrir novas frentes estratégicas, especialmente nas áreas de logística e posicionamento comercial.

O movimento fortalece a competitividade do café especial brasileiro e amplia sua conexão com importantes centros consumidores globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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