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MJSP amplia cooperação para aprimorar ações contra a lavagem de dinheiro

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Brasília, 16/10/2025 — O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), assinou quatro Acordos de Cooperação Técnica voltados ao fortalecimento das ações de prevenção e combate à lavagem de dinheiro. Os atos foram realizados durante a abertura do XVII Encontro de Gestores da Rede Nacional de Laboratórios de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro (Rede-Lab), na quarta-feira (15).

Entre as parcerias firmadas, duas foram celebradas com o Banco do Brasil (BB), reforçando a cooperação entre o MJSP e o setor financeiro no combate a ilícitos econômicos. Uma estabelece a execução de um Programa de Capacitação no âmbito da Rede-Lab e é destinada a empregados do BB que atuam ou possuam perfil para atuar na prevenção e no combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo. A outra prevê ações conjuntas no âmbito do Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para a Prevenção e o Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (PNLD).

Além disso, foi formalizado o acordo com a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda (MF) — órgão parceiro da Rede-Lab. Com isso, a SPA passa a ser o 64º órgão público a integrar a rede, que tem como objetivo fortalecer a prevenção, a detecção, a investigação e a repressão à lavagem de dinheiro, bem como a recuperação de ativos. A parceria será executada em unidade com estrutura física e tecnológica própria, alinhada às diretrizes do programa para desenvolver e aplicar métodos e técnicas destinados à produção de informações a partir de grandes volumes de dados.

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O quarto acordo, celebrado entre a Senajus e a Associação Brasileira de Câmbio (Abracam), busca capacitar empregados e colaboradores de instituições financeiras e entidades associadas à Abracam nas temáticas de recuperação de ativos, combate à corrupção e à lavagem de dinheiro. A parceria será executada na modalidade de ensino a distância (EaD), no âmbito do PNLD. Isso irá ampliar o alcance das ações formativas e o intercâmbio de conhecimento técnico entre os participantes.

Encontro

O XVII Encontro de Gestores da Rede Nacional de Laboratórios de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro (Rede-Lab) segue até sexta-feira (17) e reúne especialistas para discutir estratégias e soluções no enfrentamento desse tipo de crime. Ao longo de três dias, estão sendo debatidos temas como criptoativos, mercado de capitais, apostas esportivas, fintechs e arranjos de pagamento, além de novas estratégias e ferramentas tecnológicas para o fortalecimento das ações de prevenção e combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

Durante a abertura do evento, o secretário nacional de Justiça, Jean Keiji Uema, destacou a relevância da articulação interinstitucional. “Esse encontro reforça que a integração entre União, estados, municípios e setor privado é essencial para combater o crime organizado e a corrupção de forma eficiente.”

Uema também ressaltou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, atualmente em tramitação no Congresso Nacional, representa um passo importante para ampliar a cooperação federativa. “Isso garante que iniciativas como a Rede-Lab e a Recupera (Rede de Recuperação de Ativos) possam atuar de forma coordenada, persistente e baseada em evidências”, completou.

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Já a secretária-executiva do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Caroline Yume, enfatizou a importância da tecnologia na prevenção e combate ao crime. “A inteligência financeira, aliada à tecnologia, é fundamental para prevenir crimes, combater o crime organizado e recuperar ativos de forma eficiente. A Rede-Lab tem papel estratégico nesse processo, atuando em parceria com o Coaf e demais instituições para aprimorar a análise de dados e fortalecer a cooperação interinstitucional”, disse.

Representando o Ministério da Fazenda, a secretária adjunta de Prêmios e Apostas, Danielle Correia Cardoso, reforçou o compromisso com uma atuação conjunta e uma regulamentação responsável, sempre com foco no cidadão. “A parceria com a Rede-Lab é fundamental para fortalecer a prevenção à lavagem de dinheiro no mercado de apostas. A colaboração permite alinhar estratégias, compartilhar metodologias e utilizar tecnologia e inteligência financeira para identificar movimentações atípicas e garantir a integridade”, afirmou.

Participam do evento cerca de 120 representantes de instituições como o Banco Central do Brasil (Bacen), o Ministério Público Federal (MPF), o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), além de especialistas do setor financeiro, fintechs e empresas de tecnologia.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Mercado formal celetista gera 58.568 empregos em julho e acumula 972.203 postos no ano

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Em julho de 2026, o mercado de trabalho formal celetista gerou 58.568 postos de trabalho, resultado de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos no mês, acumulando no ano 972.203 novos postos de trabalho, um crescimento de 2,06%. Considerando os saldos dos últimos 12 meses (agosto/2025 a julho/2026) a ampliação do emprego formal no país chega a 880.717, crescimento de 1,87%.

Com o resultado de julho, o estoque de vínculos de trabalho formal chegou a 48.082.866 empregos no país.
Em 4 dos 5 grandes grupamentos de atividades econômicas os saldos foram positivos no mês, com destaque para o setor de Serviços (24.098), seguido da Construção (12.691), Agropecuária (12.523) e Indústria (11.315). Apenas o Comércio teve saldo negativo (-2.056) no mês.
Nos estados, foram registrados saldos positivos em 22 das 27 unidades federativas. Em valores absolutos, São Paulo (17.814), Mato Groso (5.766) e Minas Gerais (5.199) tiveram os maiores saldos. Em valores relativos, os percentuais foram maiores no Amazonas (0,63%), Mato Grosso (0,59%) e no Piauí (0,52%).
Dos postos de trabalho gerados, 95,1% podem ser considerados típicos e 4,9% não típicos, majoritariamente trabalhadores intermitentes (+4.344) e pessoas físicas do Cadastro de Atividades Econômicas – os CAEPF (+1.911).
Acumulado do ano
No acumulado de janeiro a julho de 2026, quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas registraram saldos positivos. O maior crescimento ocorreu no setor de Serviços, com saldo de 591.519 postos formais de trabalho, crescimento de 2,58%, com destaque para o setor de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com saldo de 211.823 empregos no ano.
Também positiva, a Construção gerou 180.449 postos formais no ano, crescimento de 6,12%, com destaque para o setor de Obras de Infraestrutura (71.711). A Indústria apresentou saldo de 154.052 postos (1,72%) e a Agropecuária 54.106 postos (2,99%). O Comércio foi o único grande grupamento com resultado negativo no ano, acumulando perda de 7.896 postos formais de trabalho (-0,08%).
Nos estados, os maiores saldos acumulados ocorreram em São Paulo (267.107), Minas Gerais (113.981) e Paraná (68.243). Em termos relativos, as maiores variações foram registradas no Amapá (4,79%), Mato Grosso (3,96%) e Piauí (3,74%).

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Dados populacionais
Em julho, o saldo é foi positivo para homens (38.085) e para mulheres (20.483). Na população até 24 anos, o saldo foi positivo em 89.425 postos de trabalho, porém, negativo em 30.857 postos para pessoas com mais de 25 anos.
O saldo foi também positivo para as pessoas com nível médio completo (50.675) e para o com nível médio incompleto (12.027). Demais níveis de instrução totalizam saldo negativo de 4.134 postos. O saldo foi positivo para pardos (64.881), pretos (10.694), amarelos (481) e indígenas (63). Foi registrado saldo negativo apenas para brancos (-7.216).

Salário admissão
O salário médio real de admissão em julho chegou a R$ 2.419,23, com crescimento de 0,6% em relação a junho (R$ 2.404,10), uma variação positiva de R$ 15,13. Já em comparação com o mesmo julho de 2025, o aumento foi de R$ 48,38 (2,04%). Para os trabalhadores considerados típicos, o salário real de admissão foi de R$ 2.456,27, 1,5% mais elevado que o valor médio, enquanto para os trabalhadores não típicos chegou a R$ 2.142,12, uma variação 11,5% menor que o valor médio.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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