Nacional

MJSP defende aprovação do PL Antifacção: “Um marco importante no combate ao crime organizado, com respostas mais severas”, diz ministro

Publicado

Brasília, 25/02/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, afirmou nesta quarta-feira (25) que a aprovação do Projeto de Lei nº 5.582/2025, conhecido como PL Antifacção, representa um avanço importante no combate ao crime organizado no Brasil. O projeto foi aprovado pela Câmara dos Deputados e agora aguarda sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Segundo o ministro, o PL foi uma proposta do Governo Federal, apresentada ao poder Legislativo para fortalecer as leis contra organizações criminosas. Ele destacou que o Ministério apresentou 23 propostas de melhoria ao projeto votado na Câmara, divididas em cinco eixos prioritários, e que mais da metade foi acolhida pelos parlamentares.  

“Indiscutivelmente, a matéria constitui um marco importante no combate ao crime organizado. Teremos respostas mais severas. Apresentamos 23 proposições, mais da metade foi acolhida – entre 12 e 14 delas, a depender da especificação”, destacando ainda que:  “Destinamos grandes esforços no aprimoramento da lei para combater o crime em todas as esferas, inclusive aqueles cometidos no andar de cima, por pessoas que se sentem acima da lei. Vários pontos aprovados asseveram indiscutivelmente que o Governo tem em sua iniciativa um alvo muito claro, que é o aumento da segurança com o combate ao crime.”  

Leia mais:  Brasil lidera a transição energética e inaugura novo ciclo de inclusão social sob liderança do MME em 2025

Outro ponto defendido pelo MJSP é o fortalecimento do financiamento da segurança pública. Wellington Lima afirmou que o Congresso ainda deverá avançar na definição de uma estrutura permanente de recursos para enfrentar o crime organizado de forma proporcional ao desafio. 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

MJSP cria grupo de trabalho para regulamentar banco nacional de dados sobre facções criminosas, milícias e grupos paramilitares

Publicado

Brasília, 5/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou a construção da regulamentação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares ou Milícias Privadas. Para isso, foi instituído um Grupo de Trabalho Técnico (GTT), responsável por elaborar a proposta normativa que definirá as regras de funcionamento, governança, compartilhamento de informações, interoperabilidade e segurança do sistema.

Previsto no artigo 29 da Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, o Banco Nacional será uma ferramenta estratégica de integração de dados e produção de inteligência no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), destinada ao fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento, investigação e repressão qualificada ao crime organizado.

A proposta em elaboração prevê a criação de uma base nacional unificada com informações sobre integrantes, colaboradores, financiadores e pessoas vinculadas a organizações criminosas ultraviolentas, milícias privadas e grupos paramilitares, além de registros sobre estruturas organizacionais, vínculos operacionais, financeiros e territoriais, dados de inteligência, investigações criminais e articulações interestaduais e transnacionais dessas organizações.

O sistema será coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Gestão e Integração de Informações (DGI), e deverá funcionar de forma integrada aos bancos estaduais que serão implementados pelas unidades da Federação. A proposta também prevê mecanismos de interoperabilidade, auditoria permanente, rastreabilidade dos acessos e elevados padrões de segurança da informação e proteção de dados.

Leia mais:  Lewandowski participa da inauguração da Academia de Formação de Alunos da Divisão de Elite da Guarda Municipal - Força Municipal do RJ

Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa representa um avanço estrutural na capacidade do Estado brasileiro de enfrentar organizações criminosas que atuam de forma articulada em diferentes regiões do país. “O crime organizado não respeita divisas estaduais. Por isso, precisamos de ferramentas capazes de integrar informações, identificar conexões e permitir uma atuação coordenada entre as forças de segurança. O Banco Nacional nasce com esse propósito: transformar dados em inteligência, fortalecer as investigações e ampliar a capacidade do Estado de enfrentar facções criminosas, milícias e grupos armados que ameaçam a população brasileira”, afirmou.

O grupo de trabalho reunirá representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (Concpc) e Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG).

Também deverão ser convidados representantes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central, Receita Federal, Ministério Público Federal, além de pesquisadores e instituições de referência na área da segurança pública, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP), o Instituto Sou da Paz e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).

Leia mais:  Brasil e Espanha avançam em parceria trabalhista e preparam I Cúpula bilateral

Além de apoiar investigações e ações de inteligência, o banco permitirá identificar vínculos operacionais, financeiros e associativos entre indivíduos e organizações criminosas, fortalecer a cooperação entre os entes federativos, subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e ampliar a integração entre os sistemas de segurança pública de todo o país.

A regulamentação também deverá estabelecer critérios objetivos para inclusão, atualização e exclusão de registros, protocolos de compartilhamento nacional e internacional de informações, mecanismos de auditoria e responsabilização, além da utilização de tecnologias avançadas para correlação de dados, análise de vínculos e apoio à atividade de inteligência.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana