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MJSP e MDHC apresentam políticas públicas que fortalecem a proteção de crianças e adolescentes brasileiros

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Brasília, 15/10/2025 — “A violência contra crianças e adolescentes não pode ser normalizada, tolerada ou ignorada. Ela deve ser enfrentada com políticas públicas robustas, cooperação entre instituições e um pacto coletivo em prol da infância”, afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, durante evento realizado nesta quarta-feira (15), no Palácio da Justiça.

Intitulado Proteção Integral de Crianças e Adolescentes na Justiça e Segurança Pública, o encontro teve como objetivo o lançamento de políticas públicas para promover o diálogo e a articulação institucional em torno da defesa de direitos e que assegurem um futuro mais seguro para crianças e adolescentes.

Na ocasião, foram assinados instrumentos voltados à proteção integral da infância e da adolescência e apresentadas as principais entregas de 2025 da Estratégia Crescer em Paz, que orienta a atuação do MJSP na prevenção e enfrentamento de todas as formas de violência contra esse público.

Pacto Escuta Protegida

A primeira entrega do evento foi a atualização do Pacto Escuta Protegida, assinada pelo ministro Lewandowski e pela ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), Macaé Evaristo, com a adesão de outras 19 entidades.

O documento tem a proposta de reunir esforços e promover a atuação integrada entre os órgãos pactuantes, estabelecendo mecanismos para a efetivação do sistema de garantia de direitos de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, conforme a Lei nº 13.431/2017.

A ministra Macaé Evaristo destacou o aumento dos índices de violência e defendeu a urgência de ações estruturais de prevenção. “Todos os índices de violência contra crianças subiram: abandono de incapaz, maus-tratos, agressão decorrente de violência doméstica e produção e distribuição de material de abuso sexual infantil”, enumerou.

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“Isso mostra a urgência da pauta de prevenção e proteção à vida e à integridade física de nossas crianças e adolescentes. Se não começarmos a trabalhar nas causas, nas fendas estruturantes, não conseguiremos colocar fim à violência e à exploração de crianças e adolescentes”, completou Macaé.

O ministro Lewandowski acrescentou que o novo pacto amplia o olhar do governo para os desafios contemporâneos, com foco especial no ambiente digital. “Criamos um sistema unificado para receber denúncias de violações on-line, definindo um protocolo de atendimento e capacitando profissionais para lidar com esses casos”, explicou.

Parceria com a Unicef

Lewandowski e o representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Joaquin Gonzalez-Aleman, assinaram um Memorando de Entendimento voltado à promoção e proteção dos direitos de crianças e adolescentes, com foco na implementação do Pacto Nacional da Escuta Protegida.

“A nova versão do Pacto Nacional pela Escuta Protegida traz avanços significativos para garantir que crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência recebam o acolhimento e atendimento necessários à sua proteção, evitando a revitimização”, disse Gonzalez-Aleman.

“O texto assinado é resultado de um processo interinstitucional e intersetorial que incorporou olhares diversos das instâncias federativas do País. São esses esforços que permitirão, no futuro, reduzir as estatísticas de violência e celebrar uma infância e adolescência seguras e protegidas”, destacou o representante da Unicef.

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Classificação Indicativa

Durante o evento, Ricardo Lewandowski também assinou a Portaria que atualiza a política de Classificação Indicativa, reforçando a proteção de crianças e adolescentes nos ambientes digitais. Para ele, a medida é inovadora ao incluir a chamada interatividade digital.

“Agora serão avaliados riscos presentes em jogos eletrônicos, aplicativos e redes sociais, como o contato com adultos desconhecidos, compras on-line não autorizadas e interações potencialmente perigosas com agentes de inteligência artificial”, explicou o ministro.

Lewandowski destacou ainda que o objetivo é “criar mecanismos que contribuam para a construção de um ambiente midiático e digital mais seguro, educativo e respeitoso para as crianças brasileiras.”

Famílias Fortes: prevenção e cidadania

Por fim, foi lançado o conjunto de vídeos do Programa Famílias Fortes, iniciativa voltada à prevenção e à promoção da convivência familiar saudável. O programa busca reduzir fatores de risco relacionados à violência, à saúde mental e ao uso de drogas, fortalecendo os vínculos familiares.

“O programa já apresenta resultados expressivos: redução de até 60% em práticas parentais negligentes e de 79% na exposição dos adolescentes à embriaguez parental. Nossa meta é beneficiar 3 mil famílias em 27 municípios até o fim de 2026”, finalizou Lewandowski.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais

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O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.

O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.

A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.

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Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.

Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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