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MMA e MinC cumprem agenda conjunta no Cariri cearense com foco em cultura, patrimônio e meio ambiente

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Os Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e da Cultura (MinC) realizam, nos dias 21 e 22 de maio, agenda conjunta no Cariri cearense voltada à integração entre cultura, patrimônio e meio ambiente. As atividades acontecem na região da Chapada do Araripe, território reconhecido pela riqueza ambiental, histórica e cultural.

Participam da programação o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Deyvesson Gusmão; e o secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura do MinC, Fabiano Piúba, que representa a ministra da Cultura, Margareth Menezes.

A agenda inclui a participação no VII Seminário Internacional da Chapada do Araripe como Patrimônio da Humanidade, realizado na Fundação Casa Grande Memorial do Homem Kariri, em Nova Olinda (CE), visitas aos museus orgânicos da região e o ato de descerramento das placas do decreto que cria o Refúgio de Vida Silvestre do Soldadinho-do-Araripe. A região abriga ainda a primeira Floresta Nacional do Brasil, a Flona Araripe.

A iniciativa reforça a articulação entre MMA e MinC em torno de políticas públicas que reconhecem a relação entre preservação ambiental, patrimônio cultural e desenvolvimento sustentável. Entre as ações conjuntas está o apoio ao processo de candidatura da Chapada do Araripe ao título de Patrimônio Mundial da UNESCO, na categoria de patrimônio misto — que reúne patrimônio natural e cultural — conduzido pelo Iphan e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

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A Chapada do Araripe reúne um vasto patrimônio biocultural. A região preserva manifestações como reisado, bandas cabaçais, maneiro-pau, cantoria, literatura de cordel, xilogravura, culinária tradicional e práticas religiosas populares. Também é território de mestres e mestras detentores de conhecimentos ancestrais, incluindo mateiros e mezinheiros da Floresta Nacional do Araripe.

Durante o seminário, MinC e MMA anunciarão oficialmente o Curso de Formação de Gestores e Agentes Ambientais e Culturais, iniciativa conjunta voltada à capacitação de agentes públicos e representantes da sociedade civil para atuação em projetos territoriais de desenvolvimento sustentável e cultural na Chapada do Araripe e na Chapada Diamantina.

Com investimento de R$ 1 milhão, o curso vai formar 200 agentes culturais e ambientais — 100 em cada território. Na Chapada do Araripe, serão selecionados gestores municipais das áreas de cultura e meio ambiente, além de representantes de organizações e coletivos que atuam na promoção da diversidade cultural e na preservação da biodiversidade.

A ação integra os Acordos de Cooperação Técnica firmados entre MinC e MMA em março de 2026, que colocaram a cultura no centro da agenda climática brasileira. As parcerias envolvem também o Iphan e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), prevendo ações de proteção ao patrimônio cultural, formação de gestores, integração de dados ambientais e culturais e estratégias de adaptação climática para equipamentos e territórios culturais.

Reconhecida como Geoparque Mundial da UNESCO, a Chapada do Araripe é um dos principais sítios paleontológicos e arqueológicos do país, com registros fósseis de espécies pré-históricas e presença de povos originários. O território abrange áreas dos estados do Ceará, Pernambuco e Piauí e combina biodiversidade, patrimônio geológico e tradições culturais vivas.

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Confira a programação

21 de maio | Quinta-feira

• 8h às 9h — Inauguração do Museu Orgânico de Agrofloresta do Mestre Artur e do Museu Orgânico La Vida (Nova Olinda-CE)

• 10h — Abertura do VII Seminário Internacional da Chapada do Araripe como Patrimônio da Humanidade (Fundação Casa Grande Memorial do Homem Kariri – Nova Olinda-CE)

22 de maio | Sexta-feira

• 9h às 12h — Descerramento das placas do decreto que cria o Refúgio de Vida Silvestre do Soldadinho-do-Araripe e entrega das reformas da sede da Flona Araripe e do Núcleo de Gestão Integrada do ICMBio Araripe, em ato comemorativo pelos 80 anos da Flona (RPPN Oásis Araripe e Base do ICMBio – Crato-CE)

• 14h30 às 17h30 — Encontro na URCA sobre bioeconomia e desenvolvimento sustentável na Chapada do Araripe, com participação do ministro do MMA, João Paulo Capobianco, e da secretária nacional de bioeconomia do MMA, Carina Pimenta, no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia

• 16h às 17h — Roda de Conversa “Chapada do Araripe Patrimônio da Humanidade”, com Fabiano Piúba e Alemberg Quindins

Local: Teatro Violeta Arraes – Engenho de Artes Cênicas  (Endereço)

CREDENCIAMENTO: https://forms.gle/rYuNN1y5nrAYjueU8 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Leite longa vida dispara quase 14% e lidera pressão da inflação ao consumidor em maio, aponta FGV

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O leite longa vida voltou a pressionar o bolso do consumidor brasileiro e ganhou protagonismo nos indicadores econômicos de maio. De acordo com dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o produto acumulou alta de 13,85% no período e foi o principal responsável pela pressão inflacionária observada no Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10).

O levantamento mostra que, apesar da forte elevação do leite no varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) desacelerou em maio. Após avançar 0,88% em abril, o indicador registrou alta de 0,68% neste mês, refletindo a queda de preços em alguns itens importantes do consumo diário.

A disparada do leite chama atenção do setor agropecuário, especialmente da cadeia leiteira, que acompanha de perto o comportamento dos preços tanto no campo quanto no varejo. O alimento possui forte peso no orçamento das famílias brasileiras e qualquer oscilação costuma ter impacto direto nos índices de inflação.

Energia, combustíveis e gás também pressionaram inflação

Além do leite longa vida, outros itens contribuíram para elevar a inflação ao consumidor em maio. A energia elétrica residencial apresentou alta de 1,64%, enquanto o perfume avançou 6,64% no período.

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Os combustíveis também tiveram influência no índice. A gasolina subiu 0,80%, enquanto o gás de botijão registrou elevação de 2,60%, aumentando os custos para consumidores e produtores rurais.

No agronegócio, o comportamento dos combustíveis e da energia elétrica possui impacto estratégico sobre os custos operacionais. O diesel afeta diretamente o transporte de insumos, o escoamento da produção e a logística no campo. Já a energia elétrica pesa sobre sistemas de irrigação, refrigeração, armazenagem e ordenha mecanizada, especialmente na pecuária leiteira.

O avanço desses custos ocorre em um momento de atenção do setor produtivo em relação às margens operacionais, principalmente em atividades de maior consumo energético.

Café, etanol e transporte urbano registraram queda

Na contramão da alta do leite, alguns produtos apresentaram retração nos preços e ajudaram a conter um avanço mais forte da inflação em maio.

Segundo a FGV, a tarifa de ônibus urbano caiu 1,20%, enquanto o café em pó ficou 2,37% mais barato. O etanol também registrou queda relevante, com retração de 1,76% no período.

A maçã apresentou baixa de 4,59%, e os aparelhos telefônicos celulares tiveram redução média de 0,84%.

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A queda do etanol é acompanhada com atenção pelo setor agropecuário, já que o combustível possui importância estratégica nas operações logísticas e no transporte diário, especialmente em regiões com forte presença de veículos flex.

Mercado do leite segue no radar do agronegócio

O comportamento do leite longa vida reforça a sensibilidade do alimento dentro da economia brasileira. Oscilações nos preços da cadeia leiteira impactam diretamente consumidores, varejo, indústria e produtores rurais.

Para o agronegócio, acompanhar os indicadores da inflação e os movimentos do mercado de alimentos se tornou essencial para avaliar tendências de consumo, custos de produção e perspectivas de rentabilidade nos próximos meses.

Os números divulgados pela FGV mostram que o leite permanece entre os produtos mais relevantes na composição dos índices econômicos nacionais, mantendo o setor leiteiro no centro das atenções do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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