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MMA leva ações de educação ambiental ao São João de Caruaru e fortalece agenda da sustentabilidade em grandes eventos culturais

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) participou da programação ambiental do São João de Caruaru, em Pernambuco, integrando as ações da campanha Junho Verde a uma das maiores manifestações culturais brasileiras. A iniciativa reforçou o compromisso do Governo do Brasil com a promoção da educação ambiental, a valorização da cultura e a integração da sustentabilidade em grandes eventos.

Entre os dias 17 e 18 de junho, representantes do MMA participaram de debates, palestras e rodas de conversa sobre temas ambientais. Também apresentaram programas e iniciativas do ministério a gestores municipais, organizadores do evento, educadores ambientais e ao público, além de divulgar materiais educativos, vídeos institucionais e editais.

Na última quinta-feira (18/6), a coordenadora-geral do Departamento de Educação Ambiental e Cidadania do MMA, Isis Akemi Marimoto, participou da abertura da Arena da Sustentabilidade, principal espaço dedicado à temática ambiental no São João de Caruaru, instalado na Estação Ferroviária, próxima ao Pátio de Eventos Luiz Gonzaga. Ela integrou o debate “Municípios Educadores Sustentáveis e Cidades Verdes”, ocasião em que apresentou programas do MMA voltados ao fortalecimento da educação ambiental nos territórios.

As iniciativas de educação ambiental desenvolvidas pelo ministério foram apresentadas durante o encontro. Entre elas, destacam-se o Município Educador Sustentável, o Cidades Verdes Resilientes, a Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), as Salas Verdes, a plataforma EducAmb, que oferece cursos on-line na área ambiental, e o Circuito Tela Verde.

A coordenadora também participou das atividades da Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental (CIEA) Itinerante, realizadas no campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Caruaru. As CIEAs são colegiados que reúnem representantes do poder público e da sociedade civil para planejar, acompanhar e fortalecer as políticas de educação ambiental nos estados.

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A programação incluiu palestras, rodas de conversa, exposições e a apresentação dos resultados de uma pesquisa realizada junto aos municípios pernambucanos sobre o fortalecimento das políticas de educação ambiental. A CIEA de Pernambuco reúne instituições como a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), o Ibama, a Fundação Joaquim Nabuco, a Secretaria Estadual de Educação, o Senai e a UFPE.

Como parte da parceria, o MMA disponibilizou vídeos educativos sobre cidadania e educação ambiental, manejo integrado do fogo, unidades de conservação, gestão de resíduos sólidos e a campanha Junho Verde. Adaptados para uma sala imersiva com recursos multissensoriais e digitais, os conteúdos estão sendo exibidos diariamente na Arena da Sustentabilidade até o encerramento dos festejos, que reúnem cerca de 4 milhões de visitantes ao longo do mês de junho.

Para Isis Akemi Marimoto, integrar a pauta ambiental a grandes eventos culturais amplia o alcance das ações de conscientização e fortalece o engajamento da população. “O debate sobre educação ambiental em meio aos festejos de São João, com uma linguagem simples, confiável e acolhedora, contribui fortemente para engajar e mobilizar as pessoas em torno da pauta socioambiental durante o ano todo”, afirmou.

“Caruaru tem sido protagonista nesse quesito e um exemplo para outros municípios por transformar um evento cultural nacionalmente conhecido, como o São João, em uma pauta sustentável”, concluiu.

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Sustentabilidade nos festejos juninos

Ao integrar cultura, sustentabilidade e economia circular, grandes eventos populares contribuem para ampliar a conscientização ambiental e gerar benefícios sociais e econômicos para os territórios.

Em Caruaru, a estrutura do São João conta com ações permanentes de coleta seletiva e reciclagem promovidas pela prefeitura. Centrais de triagem instaladas em pontos estratégicos, como o Pátio do Forró e o Alto do Moura, garantem a destinação adequada dos resíduos gerados durante a festa.

atuação diária de mais de 150 catadores cadastrados, com fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs), alimentação e cestas básicas;

coleta de dezenas de toneladas de materiais recicláveis, como vidro, alumínio, plástico e PET, gerando renda para os trabalhadores;

adoção de medidas voltadas à eficiência energética e à redução das emissões de carbono;

utilização de iluminação em LED, reduzindo o consumo de energia em todo o circuito junino;

implantação de coletores inteligentes para resíduos nos polos descentralizados da festa.

A experiência não é isolada. Em Campina Grande (PB), outro importante polo das festas juninas, ações de educação ambiental também fazem parte da programação, com iniciativas voltadas à separação correta dos resíduos sólidos e à valorização do trabalho dos agentes de reciclagem.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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