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MME articula rede nacional de pesquisa para viabilizar aumento da mistura de biocombustíveis no Brasil

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O Ministério de Minas e Energia (MME) estruturou uma rede nacional de pesquisa para avaliar a viabilidade técnica do aumento das misturas de biocombustíveis nos combustíveis comercializados no Brasil. A iniciativa integra o Programa “Política com Ciência”, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e contará com investimento de R$ 30 milhões para realização de testes laboratoriais e análises em veículos e motores, em apoio à implementação da Lei do Combustível do Futuro (14.993/24).

A proposta apresentada pelo MME tem como objetivo produzir evidências científicas que subsidiem a ampliação das misturas de biocombustíveis na matriz de transportes brasileira. O projeto avaliará a viabilidade técnica para que o diesel comercial possa conter até 25% de biodiesel (B25) e a gasolina até 35% de etanol (E35), conforme previsto na legislação, garantindo qualidade, segurança e desempenho dos combustíveis utilizados no país.

Com investimentos previstos para o período de três anos, a iniciativa financiará análises físico-químicas das novas misturas, testes de desempenho e motores e o desenvolvimento de metodologias de monitoramento de qualidade dos combustíveis. Os estudos também avaliarão impactos em consumo, eficiência energética e emissões de gases de efeito estufa, gerando dados técnicos para apoiar decisões regulatórias e políticas públicas.

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A iniciativa mobiliza uma rede de instituições científicas e tecnológicas com experiência na análise de combustíveis e no desenvolvimento de tecnologias energéticas. Participam do projeto o Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável pela coordenação, além de laboratórios da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT), Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), Instituto Nacional de Tecnologia (INT), LACTEC (PR), Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Ao fortalecer a cooperação entre governo, universidades e centros de pesquisa, o projeto contribui para consolidar o Brasil como referência internacional no uso de biocombustíveis. Os estudos conduzidos no âmbito do Programa “Política com Ciência” integram parte dos trabalhos que estão sendo liderados pelo MME para estudo de viabilidade técnica das misturas e permitirão apoiar decisões regulatórias e políticas públicas voltadas à expansão sustentável da matriz energética, ampliando a segurança energética e reduzindo a dependência de combustíveis fósseis importados.

Em paralelo à estruturação da rede nacional de pesquisa, o MME coordena, no âmbito do Comitê Técnico Permanente do Combustível do Futuro (CTP-CF), a elaboração de planos de testes para avaliar o aumento das misturas de biocombustíveis no país. Esses planos contemplam a avaliação de misturas B20 e B25 no diesel, bem como a ampliação da mistura de etanol na gasolina para até E35, conforme previsto na Lei do Combustível do Futuro. Os protocolos experimentais estão sendo construídos de forma participativa, com a colaboração de montadoras, fabricantes de motores, produtores de combustíveis, universidades, centros de pesquisa e órgãos governamentais.

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No caso do biodiesel, o MME submeteu o plano de testes à consulta pública, ampliando a transparência do processo e permitindo contribuições técnicas de especialistas e agentes do setor produtivo para o aperfeiçoamento das metodologias e avaliações. Esse processo colaborativo busca assegurar que eventuais avanços nas misturas obrigatórias sejam fundamentados em evidências científicas robustas e amplamente validadas pelos diferentes segmentos da cadeia de combustíveis.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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MJSP cria grupo de trabalho para regulamentar banco nacional de dados sobre facções criminosas, milícias e grupos paramilitares

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Brasília, 5/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou a construção da regulamentação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares ou Milícias Privadas. Para isso, foi instituído um Grupo de Trabalho Técnico (GTT), responsável por elaborar a proposta normativa que definirá as regras de funcionamento, governança, compartilhamento de informações, interoperabilidade e segurança do sistema.

Previsto no artigo 29 da Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, o Banco Nacional será uma ferramenta estratégica de integração de dados e produção de inteligência no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), destinada ao fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento, investigação e repressão qualificada ao crime organizado.

A proposta em elaboração prevê a criação de uma base nacional unificada com informações sobre integrantes, colaboradores, financiadores e pessoas vinculadas a organizações criminosas ultraviolentas, milícias privadas e grupos paramilitares, além de registros sobre estruturas organizacionais, vínculos operacionais, financeiros e territoriais, dados de inteligência, investigações criminais e articulações interestaduais e transnacionais dessas organizações.

O sistema será coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Gestão e Integração de Informações (DGI), e deverá funcionar de forma integrada aos bancos estaduais que serão implementados pelas unidades da Federação. A proposta também prevê mecanismos de interoperabilidade, auditoria permanente, rastreabilidade dos acessos e elevados padrões de segurança da informação e proteção de dados.

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Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa representa um avanço estrutural na capacidade do Estado brasileiro de enfrentar organizações criminosas que atuam de forma articulada em diferentes regiões do país. “O crime organizado não respeita divisas estaduais. Por isso, precisamos de ferramentas capazes de integrar informações, identificar conexões e permitir uma atuação coordenada entre as forças de segurança. O Banco Nacional nasce com esse propósito: transformar dados em inteligência, fortalecer as investigações e ampliar a capacidade do Estado de enfrentar facções criminosas, milícias e grupos armados que ameaçam a população brasileira”, afirmou.

O grupo de trabalho reunirá representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (Concpc) e Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG).

Também deverão ser convidados representantes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central, Receita Federal, Ministério Público Federal, além de pesquisadores e instituições de referência na área da segurança pública, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP), o Instituto Sou da Paz e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).

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Além de apoiar investigações e ações de inteligência, o banco permitirá identificar vínculos operacionais, financeiros e associativos entre indivíduos e organizações criminosas, fortalecer a cooperação entre os entes federativos, subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e ampliar a integração entre os sistemas de segurança pública de todo o país.

A regulamentação também deverá estabelecer critérios objetivos para inclusão, atualização e exclusão de registros, protocolos de compartilhamento nacional e internacional de informações, mecanismos de auditoria e responsabilização, além da utilização de tecnologias avançadas para correlação de dados, análise de vínculos e apoio à atividade de inteligência.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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