Nacional

MME consolida expansão sustentável da infraestrutura elétrica para atender ao crescimento da demanda de energia

Publicado

Com foco na garantia da segurança e suprimento energético, o Ministério de Minas e Energia (MME) atuou em 2025 em projetos de novas linhas e subestações de transmissão e distribuição com avanços tecnológicos e integração regional.

Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica 2025

A publicação do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (POTEE) de 2025 definiu novas linhas e subestações de transmissão e distribuição, além de equipamentos necessários à expansão das redes elétricas em todas as regiões do país.

O documento permitiu que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), vinculada ao MME, iniciasse os procedimentos necessários à contratação das novas infraestruturas determinadas pelo Poder Concedente, seja por meio de processos licitatórios, seja por autorizações, conforme a classificação de cada caso.

1º Leilão de Transmissão de Energia Elétrica de 2025 (Leilão nº 4/2025)

O ano ficou marcado também pelo 1º Leilão de Transmissão de Energia Elétrica de 2025. O certame ofertou sete lotes de empreendimentos de transmissão de energia elétrica, com investimentos estimados em R$ 5,53 bilhões, distribuídos em 12 estados brasileiros: Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Rio Grande do Sul e São Paulo.

Leia mais:  Complexo do Pecém (CE) abriga os primeiros projetos de hidrogênio verde do Brasil

Com diretrizes definidas pelo MME e realizado pela ANEEL, o leilão ofertou sete lotes que somam 1.081 quilômetros de novas linhas de transmissão e subestações com capacidade total de 2.000 MVA, ampliando a capacidade de escoamento da geração elétrica, especialmente de fontes solar e eólica, até os principais centros de consumo. Os projetos devem gerar cerca de 13 mil empregos diretos e indiretos e têm prazos de execução que variam entre 42 e 60 meses, a partir da assinatura dos contratos.

Nova era energética

A demanda por energia elétrica para a conexão de data centers continua crescendo no Brasil. Até novembro deste ano, o MME recebeu 59 pedidos de acesso à Rede Básica do Sistema Interligado Nacional (SIN), distribuídos pelos estados do Ceará, Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. A expectativa é que esses empreendimentos sejam abastecidos principalmente por fontes renováveis, contribuindo para um sistema elétrico mais limpo e eficiente. Além disso, os data centers devem impulsionar novos negócios e movimentar a economia local, com geração de empregos e aumento de renda nas regiões onde forem instalados.

Leia mais:  Ministro Silvio Costa Filho assina ordem de serviço para dragagem do Porto de Natal e anuncia novos investimentos no Rio Grande do Norte

A pasta também anunciou a conclusão do estudo de planejamento que vai permitir a realização do leilão de transmissão para o corredor expresso Bipolo Nordeste 2, com 2.500 km de extensão entre Angicos (RN) e Itaporanga 2 (PR). Pioneiro em utilizar a tecnologia VSC de longa distância no Brasil, o projeto amplia a resiliência em cenários de escassez hídrica e assegura o atendimento à crescente demanda regional, impulsionada por novas cargas industriais.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


Instagram Twitter Facebook YouTube Flickr LinkedIn

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

Trabalhadores do setor elétrico propõem pacto tripartite para fortalecer o trabalho decente

Publicado

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, recebeu nesta quinta-feira (16) representantes da Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU), entidade que reúne mais de 200 mil trabalhadores dos setores de energia, saneamento, meio ambiente e gás. Na reunião foi apresentada ao ministro a proposta de criação do Pacto Tripartite do Trabalho Decente no Setor Elétrico Brasileiro.

A proposta foi entregue pelo secretário-geral da CNU, Élvio Marcos Vargas, para criar um espaço permanente de diálogo entre trabalhadores, empregadores e governo, com a intenção de instituir um mecanismo contínuo de articulação para enfrentar a precarização histórica do setor, marcada pela terceirização excessiva, altos índices de acidentes e desigualdades nas condições de trabalho. O pacto pretende integrar toda a cadeia produtiva — geração, transmissão e distribuição — assegurando a aplicação do conceito de trabalho decente a todos os vínculos laborais, com foco na recomposição da força de trabalho, ampliação da proteção social, fortalecimento da negociação coletiva, promoção da diversidade e implementação de uma cultura de segurança voltada à redução de acidentes e mortes, contribuindo para a sustentabilidade do setor e a qualidade dos serviços prestados à população.

Leia mais:  Dragagem de rios garante desenvolvimento e segurança para comunidades ribeirinhas

Luiz Marinho destacou que o pacto tripartite é uma ferramenta estratégica para a construção de consensos e o enfrentamento de desafios estruturais no setor, visando a garantia de saúde e segurança no trabalho, valorização profissional e respeito aos direitos trabalhistas. “A articulação entre as três partes envolvidas também contribui para maior estabilidade nas relações de trabalho e para a sustentabilidade das atividades econômicas”, afirmou.

Na reunião estavam representantes de entidades sindicais do setor, como o presidente da Federação Interestadual dos Urbanitários do Sudeste (Fruse), Esteliano Pereira Gomes Neto; o presidente do Sinergia CUT, Carlos Alberto Alves; o diretor da entidade, Valentim Rodrigues Delfino; e o diretor financeiro do Sindicato dos Urbanitários do Distrito Federal (STIU/DF).

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana