Agro News

MPA abre novo prazo para solicitação de vistoria pública

Publicado

 O Ministério da Pesca e Aquicultura abriu edital para a solicitação de vistoria pública em embarcações de pesca. Pescadores, pescadoras, armadores, proprietários e demais interessados têm até o dia 8 de maio para solicitar a vistoria. O anúncio foi feito por meio da publicação da Portaria MPA Nº 665, de 9 de abril de 2026.  

 A vistoria pública será realizada por agentes públicos de órgãos credenciados pelo MPA nos municípios qualificados. No momento, o edital foi aberto para os estados o Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Pará e Santa Catarina. A lista de municípios integrantes consta no anexo da portaria.   

 A coordenação do trabalho das vistorias é de responsabilidade da Secretaria Nacional de Registro, Monitoramento e Pesquisa da Pesca e Aquicultura (SERMOP). De acordo com a secretaria, a solicitação de vistoria poderá ser aberta para outros municípios em outra oportunidade. 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Leia mais:  Preço do diesel recua levemente em fevereiro, mas segue em patamar elevado, aponta Edenred Ticket Log
publicidade

Agro News

Investigação expõe disputa com China e acende alerta no mercado brasileiro

Publicado

A abertura de investigação pelo governo brasileiro sobre possível dumping nas importações de proteína de soja chinesa ocorre em paralelo a um cenário mais amplo de tensão comercial envolvendo o principal produto do agronegócio nacional: a soja em grão. Embora o foco formal da apuração seja um derivado específico, o movimento expõe o grau de sensibilidade da relação comercial entre Brasil e China, destino de mais de 70% das exportações brasileiras do complexo soja.

O Brasil embarca anualmente entre 95 milhões e 105 milhões de toneladas de soja em grão, dependendo da safra, consolidando-se como o maior exportador global. Desse total, a China absorve a maior parte, com compras que frequentemente superam 70 milhões de toneladas por ano. Trata-se de uma relação de alta dependência: para o Brasil, a China é o principal comprador; para os chineses, o Brasil é o principal fornecedor.

O problema é que esse fluxo não é livre de mecanismos de controle. A China opera com um sistema indireto de regulação das importações, baseado principalmente em licenças, controle de esmagamento e gestão de estoques estratégicos. Na prática, isso funciona como uma espécie de “cota informal”. O governo chinês pode reduzir ou ampliar o ritmo de compras ao liberar menos ou mais permissões para importadores e indústrias locais.

Leia mais:  Daniel Vilela destaca investimentos para diversificação econômica e turismo rural em Goiás

Esse mecanismo ficou evidente nos últimos ciclos. Em momentos de margens apertadas na indústria chinesa de esmagamento, quando o farelo e o óleo não compensam o custo da soja importada, o país desacelera as compras. O resultado é imediato: pressão sobre os prêmios nos portos brasileiros e maior volatilidade de preços.

Além disso, há um fator estrutural. A China vem buscando diversificar fornecedores e reduzir riscos geopolíticos. Mesmo com a forte dependência do Brasil, o país mantém canais ativos com os Estados Unidos e outros exportadores, utilizando o volume de compras como ferramenta de negociação comercial.

No caso específico da proteína de soja, produto industrializado voltado principalmente à alimentação humana, o impacto direto sobre o produtor rural tende a ser limitado. Ainda assim, a investigação conduzida pela Secretaria de Comércio Exterior, ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, sinaliza um endurecimento na política comercial brasileira em relação à China, ainda que pontual.

O processo analisa indícios de venda a preços abaixo do custo de produção, prática conhecida como dumping, no período entre julho de 2024 e junho de 2025. Caso seja confirmada, o Brasil pode aplicar tarifas adicionais por até cinco anos.

Leia mais:  Judicialização das dívidas rurais: desafios e estratégias para a recuperação de crédito no agronegócio brasileiro

O ponto de atenção é que, embora tecnicamente restrita, qualquer medida nessa direção exige calibragem. A China é, de longe, o maior cliente da soja brasileira e um dos principais destinos de produtos do agronegócio como carne bovina e de frango. Movimentos comerciais, mesmo que setoriais, são acompanhados de perto pelo mercado.

Para o produtor, o cenário reforça um ponto central: o preço da soja no Brasil não depende apenas de oferta e demanda internas, mas de decisões estratégicas tomadas em Pequim. Ritmo de compras, gestão de estoques e margens da indústria chinesa seguem sendo os principais determinantes de curto prazo.

Na prática, a investigação atual não muda o fluxo da soja em grão, mas escancara a dependência brasileira de um único mercado e o grau de exposição a decisões comerciais externas.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana