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MPor e Marinha do Brasil reforçam o acesso à saúde pública por meio das hidrovias na Amazônia

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O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) atua em parceria com a Marinha do Brasil para garantir a navegabilidade das hidrovias amazônicas e apoiar as missões dos Navios de Assistência Hospitalar (NAsH). Com apoio técnico do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a navegação fluvial permite o deslocamento das embarcações que levam atendimento médico e odontológico a populações ribeirinhas que vivem em áreas sem acesso terrestre contínuo, onde os rios são a principal e, muitas vezes, a única via de acesso a serviços essenciais.

Ao longo do ano, o MPor e o Dnit mantêm um trabalho permanente de monitoramento dos rios, organização das rotas de navegação, sinalização e ajustes nos trechos mais sensíveis. Essas ações garantem a regularidade das missões da Marinha do Brasil, inclusive nos períodos de cheia e vazante, e reforçam o papel das hidrovias como elo permanente entre o Estado e as populações ribeirinhas.

A manutenção das hidrovias assegura condições seguras de navegação e possibilita que os navios da Marinha do Brasil alcancem comunidades isoladas ao longo da extensa rede de rios da Amazônia. Essa atuação integrada viabiliza consultas médicas, atendimentos odontológicos e ações de prevenção, ampliando o acesso à saúde em territórios de difícil acesso.

“A parceria entre o Ministério de Portos e Aeroportos e a Marinha do Brasil é essencial para que a política de manutenção das hidrovias se traduza em atendimento à população. Ao garantir a navegabilidade dos rios, criamos as condições para que os navios de assistência hospitalar cheguem com regularidade e segurança às comunidades mais isoladas, ampliando o acesso à saúde na Amazônia”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

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Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, a infraestrutura fluvial proporciona as condições necessárias para a atuação da Marinha do Brasil na região, permitindo o cumprimento de sua missão. “A manutenção da navegabilidade é a base das operações da Marinha do Brasil. O monitoramento contínuo dos rios, a sinalização náutica e a manutenção dos canais de navegação permitem planejar as missões com segurança e regularidade, mesmo diante das variações sazonais da Amazônia”, destacou.

Atendimento em saúde por vias fluviais
Os Navios de Assistência Hospitalar levam atendimento médico e odontológico a comunidades ribeirinhas da Amazônia. Em muitas dessas localidades, os rios são o principal e, muitas vezes, o único caminho até os serviços de saúde.

Atualmente, os navios atuam em diversos trechos da rede de rios amazônicos, com destaque para as rotas entre Porto Velho (RO) e Caracaraí (RR) e entre Tabatinga (AM) e Santana (AP). Essas rotas permitem alcançar comunidades distantes dos centros urbanos e de difícil acesso por terra.

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Para organizar os atendimentos ao longo do ano, as missões são divididas em Polos de Saúde. Os polos são definidos de acordo com os rios navegados e, em geral, recebem seus nomes, como Amazonas, Solimões, Madeira, Purus, Juruá, Javari, Negro/Branco, Içá, Japurá, Tapajós, Xingu, Jari e Marajó. Essa organização facilita o planejamento das rotas e garante a continuidade do atendimento às comunidades ribeirinhas.

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Cada missão pode durar até quatro meses seguidos. Esse período considera as grandes distâncias entre as comunidades e os desafios de deslocamento na região amazônica. Desde 2021, os Navios de Assistência Hospitalar realizam, em média, cerca de 25 mil atendimentos por ano, incluindo consultas médicas, atendimentos odontológicos e ações de prevenção em saúde.

Em 2021, foram registrados 18.928 atendimentos. Em 2022, o número chegou a 19.540, ainda impactado pela pandemia da Covid-19. Com a retomada regular das missões, os atendimentos cresceram para 27.963 em 2023 e 32.468 em 2024. Em 2025, até o momento, já foram contabilizados 25.724 atendimentos. A atuação conjunta do Ministério de Portos e Aeroportos, do Dnit e da Marinha do Brasil garante a operação dos Navios de Assistência Hospitalar e amplia o acesso à saúde nas regiões mais distantes da Amazônia.

A iniciativa assegura que o cuidado em saúde chegue a quem vive longe dos centros urbanos, respeitando as características e os tempos da região amazônica.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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CMSE aprova medidas para preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22/7), seguindo recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medidas para reforçar a segurança do atendimento eletroenergético diante da elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, e das incertezas do atual cenário geopolítico que pode impactar nos preços dos combustíveis.

Entre as ações aprovadas está a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), que garantirá 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro.

O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño. O parecer que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu em julho aponta cenário de “elevada probabilidade” de ocorrer o fenômeno, que reduz a disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e do consequente crescimento do consumo de energia.

De acordo com as informações publicadas no Plano de Operação Energética (PEN) 2025, e atualizadas na versão de 2026, a antecipação desses contratos recompõe o montante que o LRCAP 2026 não contratou devido à falta de oferta. O certame, realizado em março deste ano, fixou em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas foram contratados 2,2GW.

A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas nos certames.

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Processo

Em abril de 2026, o MME consultou os empreendimentos vencedores do LRCE 2022 e LRCAP 2026 sobre a disponibilidade e interesse em antecipar seus contratos. Ao todo, foram consultadas usinas que somam cerca de 3.482 GW de capacidade instalada. Desse total, aproximadamente 2.377 MW manifestaram interesse na antecipação, cabendo ao ONS indicar o montante necessário para atendimento das necessidades do sistema. A seleção final contemplou os empreendimentos compatíveis com os requisitos operacionais identificados nos estudos de planejamento com menor impacto tarifário.

 Informações Técnicas:

Antecipação de Empreendimentos de Geração

Deliberações:

I – Recomendar a antecipação de início de suprimento dos Contratos de Reserva de Capacidade decorrentes dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de energia de 2022 – LRCE 2022 e na forma de potência de 2026 – LRCAP 2026, dos empreendimentos indicados a seguir, de modo que os contratos tenham vigência em 1º de setembro de 2026, totalizando 1.827,1 MW, com base nas avaliações do Plano de Operação Energética – PEN 2026/2030 e a manifestação de interesse dos respectivos agentes, de modo a contribuir para a segurança do atendimento eletroenergético em 2026:

Garantia Física LRCE 2022
Garantia Física LRCE 2022

 

II – Recomendar que todas as demais cláusulas dos contratos originais, inclusive as relativas às penalidades por atraso no início da operação comercial do empreendimento, passem a valer desde o início da data de antecipação.

Avaliação da Base de Dados dos Estudos Elétricos e Energéticos

Deliberação: Tendo em vista as discussões realizadas no âmbito técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico –  CMSE relativas às Bases de Dados de Geração de Estudos Elétricos e Energéticos, e considerando a deliberação de 312ª Reunião do CMSE (Ordinária), realizada em 05 de novembro de 2025, o CMSE deliberou por aprovar a implementação, a partir do Programa Mensal de Operação Energética – PMO de janeiro de 2027, da representação da expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica de usinas do Ambiente de Contratação Livre – ACL no bloco de ofertas considerado no PMO, conforme a seguir:

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(i) Considerar todas as usinas do ACL que estejam em obras, conforme critério já vigente;

(ii) Considerar, para as usinas do ACL que não estejam com obras iniciadas:

                        (a) aquelas que possuam contratos de compra e venda de energia de longo prazo – PPA, do inglês Power Purchase Agreement, e contrato de uso da rede (Sistema de Transmissão – CUST ou o Sistema de Distribuição – CUSD) válidos, conforme critério já vigente;

                        (b) aquelas que possuam Contrato de Uso do Sistema de Transmissão – CUST e Garantia Prévia para Celebração do CUST – GPC válidos;

(iii) Considerar os critérios definidos nos itens i e ii no PMO “Sombra” para o período de agosto a dezembro de 2026; e

(iv) recomendar que as instituições considerem em todos os processos o disposto no art 7º da Resolução CNPE nº 01/2024.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (22/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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