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MPor leva Caravana da Inovação ao Porto de Santos

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O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, será palco da 6ª edição das Caravanas da Inovação Portuária, nesta terça-feira (9). Com iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e o HUB Brasil Export, o encontro será realizado no Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e reunirá lideranças públicas e privadas, especialistas, startups e representantes da comunidade portuária.

A edição de Santos marca o encerramento do ciclo nacional das Caravanas em 2025, que já percorreu importantes polos logísticos do país, passando por Recife (PE), Salvador (BA), São Luís (MA), Fortaleza (CE) e Rio de Janeiro (RJ).

Segundo o diretor de Programa de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do MPor, Tetsu Koike, a 6ª edição consolida o papel estratégico da iniciativa para o desenvolvimento do setor. “Essa edição da Caravana de Inovação Portuária fecha o ano de 2025. Começamos em fevereiro, no Recife, passamos por várias capitais estratégicas e agora chegamos a Santos. A importância dessa iniciativa do Ministério de Portos e Aeroportos é desenvolver a cultura da inovação no sistema portuário nacional.”, destacou.

Inovação além da tecnologia

Com uma agenda que reúne painéis técnicos, apresentações institucionais e apresentações de startups, o evento busca fortalecer a cultura da inovação nos portos públicos e privados, promovendo a troca de experiências, boas práticas e soluções tecnológicas capazes de impulsionar a competitividade e a sustentabilidade do setor.

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Para Tetsu Koike, o conceito de inovação vai muito além da aquisição de equipamentos. “Inovação não é só comprar ativo tecnológico ou adquirir tecnologia. Inovação é desenvolver, pensar a inovação, estruturar a governança e criar o modelo de como se vai gerir o que nasce dessa atividade. Essa é a grande importância das Caravanas”, completou.

Entre os principais temas que estarão em debate na edição de Santos estão as políticas nacionais de fomento à pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&D&I); governança em ecossistemas abertos de inovação; transformação digital e gestão portuária inteligente; o futuro da navegação marítima; e compras públicas de soluções tecnológicas inovadoras.

Protagonismo nacional e internacional

A escolha de Santos para encerrar o calendário de 2025 não é por acaso. O complexo movimenta cerca de 180 milhões de toneladas por ano, concentrando cargas fundamentais para a economia brasileira e para o comércio internacional.

Dados recentes indicam que, entre janeiro e setembro de 2025, a movimentação portuária nacional atingiu 106,3 milhões de toneladas, com destaque para:

• Cargas conteinerizadas: 32,9 milhões de toneladas (+3,98%);
• Soja: 24,9 milhões de toneladas (+11,05%);
• Açúcar: 11,5 milhões de toneladas;
• Milho: 7,4 milhões de toneladas;
• Resíduos da extração de óleo de soja: 7,4 milhões de toneladas.

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Segundo Tetsu Koike, o Porto de Santos representa um verdadeiro espelho da economia brasileira. “A roupa que estamos vestindo, os sapatos que usamos, o celular que a gente utiliza, tudo passa, direta ou indiretamente, pelo Porto de Santos. Ele é o local ideal para desenvolver a cultura da inovação portuária que vai influenciar todo o Brasil.”, enfatizou.

Perspectivas para 2026

A edição de Santos marca o fechamento de um ciclo nacional das Caravanas em 2025, consolidando um movimento permanente em favor da modernização do setor.

Para 2026, a expectativa já é de expansão da iniciativa. “A gente espera realizar mais quatro Caravanas até a metade do ano que vem. Será um ano diferente, com grandes eventos e eleições, por isso vamos concentrar essas edições mais cedo. Estamos juntos, todos pela inovação. A cadeia produtiva portuária precisa inovar, e estamos aqui para isso.”, finalizou.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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CMSE aprova medidas para preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22/7), seguindo recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medidas para reforçar a segurança do atendimento eletroenergético diante da elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, e das incertezas do atual cenário geopolítico que pode impactar nos preços dos combustíveis.

Entre as ações aprovadas está a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), que garantirá 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro.

O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño. O parecer que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu em julho aponta cenário de “elevada probabilidade” de ocorrer o fenômeno, que reduz a disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e do consequente crescimento do consumo de energia.

De acordo com as informações publicadas no Plano de Operação Energética (PEN) 2025, e atualizadas na versão de 2026, a antecipação desses contratos recompõe o montante que o LRCAP 2026 não contratou devido à falta de oferta. O certame, realizado em março deste ano, fixou em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas foram contratados 2,2GW.

A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas nos certames.

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Processo

Em abril de 2026, o MME consultou os empreendimentos vencedores do LRCE 2022 e LRCAP 2026 sobre a disponibilidade e interesse em antecipar seus contratos. Ao todo, foram consultadas usinas que somam cerca de 3.482 GW de capacidade instalada. Desse total, aproximadamente 2.377 MW manifestaram interesse na antecipação, cabendo ao ONS indicar o montante necessário para atendimento das necessidades do sistema. A seleção final contemplou os empreendimentos compatíveis com os requisitos operacionais identificados nos estudos de planejamento com menor impacto tarifário.

 Informações Técnicas:

Antecipação de Empreendimentos de Geração

Deliberações:

I – Recomendar a antecipação de início de suprimento dos Contratos de Reserva de Capacidade decorrentes dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de energia de 2022 – LRCE 2022 e na forma de potência de 2026 – LRCAP 2026, dos empreendimentos indicados a seguir, de modo que os contratos tenham vigência em 1º de setembro de 2026, totalizando 1.827,1 MW, com base nas avaliações do Plano de Operação Energética – PEN 2026/2030 e a manifestação de interesse dos respectivos agentes, de modo a contribuir para a segurança do atendimento eletroenergético em 2026:

Garantia Física LRCE 2022
Garantia Física LRCE 2022

 

II – Recomendar que todas as demais cláusulas dos contratos originais, inclusive as relativas às penalidades por atraso no início da operação comercial do empreendimento, passem a valer desde o início da data de antecipação.

Avaliação da Base de Dados dos Estudos Elétricos e Energéticos

Deliberação: Tendo em vista as discussões realizadas no âmbito técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico –  CMSE relativas às Bases de Dados de Geração de Estudos Elétricos e Energéticos, e considerando a deliberação de 312ª Reunião do CMSE (Ordinária), realizada em 05 de novembro de 2025, o CMSE deliberou por aprovar a implementação, a partir do Programa Mensal de Operação Energética – PMO de janeiro de 2027, da representação da expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica de usinas do Ambiente de Contratação Livre – ACL no bloco de ofertas considerado no PMO, conforme a seguir:

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(i) Considerar todas as usinas do ACL que estejam em obras, conforme critério já vigente;

(ii) Considerar, para as usinas do ACL que não estejam com obras iniciadas:

                        (a) aquelas que possuam contratos de compra e venda de energia de longo prazo – PPA, do inglês Power Purchase Agreement, e contrato de uso da rede (Sistema de Transmissão – CUST ou o Sistema de Distribuição – CUSD) válidos, conforme critério já vigente;

                        (b) aquelas que possuam Contrato de Uso do Sistema de Transmissão – CUST e Garantia Prévia para Celebração do CUST – GPC válidos;

(iii) Considerar os critérios definidos nos itens i e ii no PMO “Sombra” para o período de agosto a dezembro de 2026; e

(iv) recomendar que as instituições considerem em todos os processos o disposto no art 7º da Resolução CNPE nº 01/2024.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (22/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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