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MTE participa de simpósio internacional que discute benefícios e riscos da inteligência artificial

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 A coordenadora-geral de Fiscalização e Promoção do Trabalho Decente do MTE, Dercylete Lisboa Loureiro, participou nesta terça-feira (26) do 9º Simpósio Internacional “Inteligência Artificial e Democracia: Desafios e Perspectivas” na Câmara dos Deputados em Brasília (DF). A auditora, que participou do painel “Experiências Globais na Regulamentação da Inteligência Artificial”, comentou sobre os impactos da inteligência artificial no mundo do trabalho destacando que, embora a tecnologia traga benefícios, também pode aprofundar desigualdades caso não seja acompanhada de políticas regulatórias eficazes.

“A inteligência artificial não substitui o ser humano, mas reproduz aquilo que é programado por pessoas. E essas programações refletem nossas visões de mundo, nossos vieses e, muitas vezes, as desigualdades estruturais da sociedade”, alertou. Ela reforçou que apesar dos avanços em produtividade, automação de tarefas e prevenção de riscos, o uso de IA nos processos de gestão e seleção de pessoas pode perpetuar práticas discriminatórias. “Temos observado situações em que trabalhadoras negras, por exemplo, são direcionadas de forma automática para funções subalternas por sistemas baseados em IA. É fundamental garantir que essas ferramentas sejam programadas para ampliar oportunidades e promover inclusão, e não o contrário”, explicou.

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Dercylete também destacou que a tecnologia, quando utilizada de forma responsável, é uma aliada da Inspeção do Trabalho, já que sistemas de IA têm sido aplicados para identificar e monitorar situações críticas, como trabalho infantil e trabalho análogo à escravidão, conferindo maior agilidade e precisão às ações fiscalizatórias. Organização – “A centralidade deve ser sempre as pessoas. Precisamos de inteligência artificial para reduzir desigualdades e promover ambientes laborais diversos, seguros e inclusivos”, concluiu.

Organizado pelo Instituto Brasileiro de Regulamentação da Inteligência Artificial (IRIA), com apoio da Fundação Francisco Dornelles, da Fundação Republicana Brasileira e da Fundação Juntos Podemos, o simpósio reuniu autoridades do governo, juristas, pesquisadores, especialistas em direito digital, jornalistas e representantes de entidades nacionais e internacionais para debater os desafios e as oportunidades da IA no Brasil e no mundo.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Duplicação da BR-423/PE avança com pavimentação prevista para começar até junho

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A duplicação da BR-423/PE deve entrar na etapa de pavimentação até junho de 2026, com previsão de concluir 15 quilômetros no mesmo ano, no lote 1, entre São Caetano e Lajedo. O Governo do Brasil assinou a ordem de serviço em 8 de novembro de 2023, e as equipes já executam serviços de drenagem e terraplenagem. Desde a assinatura da ordem de serviço pelo Governo do Brasil, o contrato de R$ 330,4 milhões chegou a 10% de execução.

A obra é uma demanda aguardada há décadas no agreste pernambucano. O trecho em execução faz parte de um corredor que liga Pernambuco a Alagoas e Bahia, integra cidades como Caruaru (PE), Ouro Branco (AL) e Paulo Afonso (BA), e beneficia diretamente cerca de 350 mil habitantes. A melhoria vai ampliar a segurança viária, dar mais fluidez ao tráfego e reduzir custos logísticos em uma região marcada pela produção leiteira, avícola e pelo potencial turístico.

Primeiro lote tem 43,1 quilômetros

O lote 1 contempla 43,1 quilômetros entre São Caetano (PE) e Lajedo (PE). A ordem de serviço foi assinada no Palácio do Planalto pelo ex-ministro dos Transportes e senador, Renan Filho, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Duplicação completa terá 80,2 quilômetros

A intervenção na BR-423/PE foi dividida em dois lotes. Além do trecho entre São Caetano e Lajedo, o projeto prevê a ampliação de mais 40 quilômetros de pistas entre Lajedo e Garanhuns, também no interior de Pernambuco.

Ao todo, a ampliação de capacidade da BR-423/PE soma 80,2 quilômetros e tem valor estimado de R$ 520 milhões. O orçamento de 2026 prevê R$ 27 milhões na Lei Orçamentária Anual e R$ 17 milhões em restos a pagar.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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