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MTE resgata trabalhadora doméstica de 76 anos em situação análoga à escravidão em Minas Gerais

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou, no fim de setembro, uma trabalhadora doméstica de 76 anos que vivia em condições análogas à escravidão na cidade de Ubá (MG). O resgate foi realizado por auditores-fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE/MG) e contou com o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF).

De acordo com informações da fiscalização, a trabalhadora exercia, desde 2000, as funções de empregada doméstica e cuidadora de uma idosa em uma residência localizada no centro de Ubá. Ela foi contratada no final de 1999 para cuidar de uma mulher então com 74 anos, permanecendo nessa função até o falecimento da idosa, em 2025.

No início, a trabalhadora recebia apenas meio salário mínimo por mês. Nos últimos cinco anos, à medida que a saúde da idosa se agravava, ela deixou de receber qualquer remuneração. “A família — no caso, os filhos da pessoa que recebia os cuidados — deixou de realizar qualquer pagamento nos últimos cinco anos, abandonando a mãe aos cuidados da trabalhadora, que se sentia moralmente obrigada a continuar cuidando da empregadora”, explicou o auditor.

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Luciano acrescentou que, somente nos meses finais de vida da idosa, os filhos contrataram mais uma ajudante, também de maneira informal.

Durante todo o período, a trabalhadora nunca teve direito a férias nem a 13º salário e trabalhava todos os dias da semana. Dormia em um quarto minúsculo, em frente ao da patroa, para poder atendê-la inclusive durante a madrugada. Mesmo após o falecimento da empregadora, continuou cuidando da casa da família. “Se os patrões tivessem cumprido suas obrigações, ela poderia ter se aposentado por idade em 2012. Além disso, perdeu 13 anos de aposentadoria”, ressaltou o auditor-fiscal.

Pós-resgate

Os auditores-fiscais do Trabalho determinaram o encerramento imediato do contrato, o registro formal da empregada e o pagamento integral dos direitos trabalhistas que não haviam sido cumpridos desde o início da relação de trabalho. A trabalhadora também teve direito a três parcelas do seguro-desemprego, benefício previsto em lei para pessoas resgatadas de situação análoga à escravidão.

Foram lavrados 13 autos de infração, e os empregadores foram notificados para recolher o FGTS devido à trabalhadora.

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A ação ainda está em andamento, com o objetivo de garantir a negociação e o pagamento completo de todos os direitos da vítima.

Denúncias

Denúncias de trabalho doméstico em condições análogas à escravidão podem ser feitas de forma anônima pelo Sistema Ipê, disponível em: https://ipe.sit.trabalho.gov.br/.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Hidrovia do São Francisco pode baratear alimentos e reforçar abastecimento no interior do país

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O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) estuda a reativação da hidrovia do Rio São Francisco como forma de reduzir o custo do transporte de cargas, elevando o impacto no preço dos alimentos. A iniciativa busca melhorar o abastecimento de cidades do interior, com mais regularidade na chegada de produtos essenciais ao dia a dia da população.

Na prática, a expectativa é de aumento da circulação de mercadorias, dinamização das economias locais e geração de empregos em setores como transporte, operação portuária, comércio e serviços.

Atualmente, o trecho navegável tem 1.371 quilômetros, entre Pirapora (MG), Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), com potencial para atender 505 municípios e cerca de 11,4 milhões de pessoas. A estimativa é de movimentação de até 5 milhões de toneladas já no primeiro ano de operação.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou que a reativação da hidrovia do São Francisco melhora a eficiência logística e reduz custos de transporte. “Ela também amplia a integração de regiões que dependem do rio como infraestrutura essencial. A volta da hidrovia do Velho Chico significa levar mais desenvolvimento, baratear o transporte de mercadorias e conectar pessoas.”

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Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a hidrovia também aumenta o acesso a insumos essenciais. “A hidrovia amplia a regularidade no transporte de cargas e melhora a chegada de alimentos e materiais indispensáveis, especialmente em regiões que dependem desse modal”, afirmou.

Entre as principais cargas previstas estão grãos como soja, milho e algodão, além de fertilizantes, calcário e gesso, insumos diretamente ligados à produção agrícola e ao custo final dos alimentos.

Mais conexão
O projeto de reativar a Hidrovia do São Francisco inclui ainda melhorias na navegabilidade do rio e na infraestrutura ao longo do percurso, além da implantação de Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4). A medida deve estender o acesso de municípios ribeirinhos ao transporte hidroviário e fortalecer a integração logística entre regiões do interior.

A gestão da hidrovia será transferida do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), em articulação com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), como parte da reorganização da governança do modal hidroviário.

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Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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