Mato Grosso

Mutirão eleitoral leva cidadania e inclusão a idosos do Abrigo Bom Jesus de Cuiabá

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Uma oportunidade de regularizar título eleitoral, cadastrar a biometria e fazer outros serviços, mas, acima de tudo, um gesto de atenção e cuidado. Assim foi realizado o mutirão na Fundação Abrigo Bom Jesus de Cuiabá, nesta sexta-feira (05.09). Os 97 idosos e idosas que vivem na casa foram atendidos, além da disponibilização do atendimento aos 75 trabalhadores(as) e voluntários(as) da instituição. 

 

Seu José Francelino da Silva, de 84 anos de idade, foi uma das pessoas atendidas. Ele cadastrou a biometria e ficou muito feliz ao regularizar a situação junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), mesmo com o voto facultativo, por conta da idade. “Fiz a minha biometria e peguei o título, agora posso voltar a participar da eleição. Se Deus quiser, vou votar na próxima eleição”, disse, animado. Ele contou que vive há cerca de um ano no abrigo, sendo que chegou ao local pesando 30 kg, mas, hoje, está bem de saúde e auxilia na fundação como voluntário. 

 

Também não sendo mais obrigada a votar, dona Amália Maria de Oliveira fez questão de atualizar o título eleitoral, aos 86 anos de idade. Segundo ela, a ida do TRE-MT até o abrigo facilitou muito o acesso ao serviço. “Com certeza, facilitou muito. Cadastrei a biometria, e eu acho importante continuar votando. Pretendo votar na próxima eleição”, destacou ela, que completará 87 anos no próximo dia 12 de setembro.  

 

O acesso ao voto também será facilitado pelos idosos e idosas atendidos na Fundação Abrigo Bom Jesus de Cuiabá, já que desde a última eleição, em 2024, a instituição é um local de votação da Justiça Eleitoral. A realização do mutirão seguiu determinação da juíza cz 51ª Zona Eleitoral, Rita Soraya Tolentino de Barros, e faz parte da campanha Biometria 100%, coordenada pela Corregedoria Regional Eleitoral (CRE) do TRE-MT, que busca ampliar o cadastramento biométrico de eleitores em 2025 para, no mínimo, 98% no estado.  

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Mutirões eleitorais em abrigos e casas de acolhimento de idosos visam oportunizar a regularização eleitoral para o exercício do direito ao voto de todos os cidadãos e cidadãs, como frisou o servidor da 51ª Zona Eleitoral, Elizeu Gomes Vieira. “A Justiça Eleitoral é inclusiva, por isso atendemos a esta demanda dos idosos, além de colaboradores, entre voluntários e as pessoas que são funcionárias fixas. O objetivo é justamente oferecer estes serviços para que estas pessoas continuem exercendo seu direito ao voto e à cidadania”. 

 

Para o gestor administrativo da Fundação, Emerson Cássio Fernandes dos Santos, a iniciativa da Justiça Eleitoral de Mato Grosso está alinhada à missão do abrigo, que é garantir os direitos dos idosos e idosas institucionalizados. “Hoje, para tirarmos um idoso do abrigo e levar até um ponto de atendimento do TRE-MT para fazer o cadastro biométrico, acaba sendo muito custoso para o próprio idoso, pois muitos deles são acamados, usam cadeiras de rodas e a locomoção é muito difícil. Essa sensibilidade do TRE-MT em mandar sua equipe para fazer esse trabalho é de uma grandeza indescritível, porque dá oportunidade ao idoso, muitas vezes, abandonado e em situação de vulnerabilidade, para que ele possa exercer plenamente o seu direito à cidadania”. 

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Como ajudar 

 

Representando um lar para 97 idosos e idosas com idades entre 60 e 108 anos, o abrigo está localizado na Av. Dr. Hélio Ponce de Arruda, 178 (acesso pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE), ao lado da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada (13ª BIMtz). Atuam cerca de 75 profissionais, entre cuidadores(as), técnicos(as) de enfermagem, apoio administrativo, serviços gerais, profissionais da lavanderia, da cozinha, da portaria, do almoxarifado e dos plantões. 

 

A instituição é filantrópica, ou seja, sobrevive do trabalho voluntário, de doações e de contribuições da sociedade. Portanto, as doações garantem alimentação, atendimento e tratamento da população acolhida. Atualmente, o Abrigo Bom Jesus de Cuiabá necessita de doações de sacos de lixo, itens de higiene pessoal (como desodorante aerossol) e luvas descartáveis. Saiba como doar e contribuir com tempo e produtos acessando o site da instituição: https://abrigobomjesus.com.br/.  

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra um idoso sendo atendido por um servidor da Justiça Eleitoral, em um mutirão realizado no Abrigo Bom Jesus de Cuiabá. O homem, de óculos escuros, está fazendo o cadastro biométrico, posicionando a mão sobre o leitor de digitais, enquanto o atendente o auxilia. Ambos estão em um ambiente de escritório, com computador e equipamentos de registro biométrico. Ao final da matéria, tem mais fotos do mutirão. 

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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Mato Grosso

Sefaz orienta municípios sobre mudanças na arrecadação com novo sistema tributário

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O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Fábio Pimenta, participou, nesta quarta-feira (14.10), do 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios: Transição e Governança para o Novo Modelo Tributário, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O evento reúne prefeitos, secretários municipais, vereadores, presidentes de Câmaras e técnicos das áreas de Fazenda e Desenvolvimento Econômico para discutir os impactos da reforma nas finanças municipais.

Ao lado do procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, Pimenta abriu a programação de palestras com o tema “Reforma Tributária: Formas, estrutura e fluxo de arrecadação”. Durante sua fala, o gestor alertou para a necessidade dos municípios se prepararem para as mudanças, especialmente em relação à arrecadação de 2026 que será utilizada como referência para a distribuição de parte das receitas durante o período de transição.

“A receita dos próximos 50 anos começa a ser definida agora. É fundamental que os gestores municipais melhorem sua arrecadação ainda em 2026, pois os valores arrecadados entre 2019 e 2026 servirão de base para amenizar as perdas com a Reforma Tributária”, destacou o secretário.

A preocupação está relacionada à mudança da sistemática de tributação e do modelo de desenvolvimento de Mato Grosso, que se baseia na produção. Com a Reforma Tributária, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre Serviços (ISS) serão gradualmente substituídos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), cuja receita será destinada aos estados e municípios onde ocorre o consumo.

“Mato Grosso é um estado produtor e, com a mudança da tributação da origem para o destino, terá uma perda estimada, ao final do período de transição, de cerca de R$ 10 bilhões. Os municípios mato-grossenses também serão impactados, pois possuem uma população relativamente pequena diante do volume de produção”, explicou Fábio Pimenta.

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Durante a palestra, também foram apresentados os novos critérios de distribuição da parcela estadual do IBS destinada aos municípios. Pelo novo modelo, 80% desses recursos serão repartidos proporcionalmente à população, 10% conforme indicadores de aprendizagem e equidade na educação, 5% por critérios ambientais e 5% em parcelas iguais.

O procurador do Estado e ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo defendeu a revisão de pontos da Reforma Tributária que podem prejudicar Mato Grosso, especialmente os critérios de distribuição de recursos aos municípios. Segundo ele, as mudanças poderão agravar as dificuldades financeiras das cidades com população reduzida e maior dependência de transferências estaduais e federais.

“Um dos caminhos seria exatamente fazer essa revisão dos critérios de distribuição do IBS. Mas isso depende do Congresso Nacional, dos deputados federais, dos senadores e de toda uma articulação que deve ser feita”, afirmou Gallo.

O presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, também reforçou a importância de os gestores municipais ampliarem a arrecadação própria e para a situação dos municípios com população reduzida. “Temos municípios com 3 mil, 2 mil, 1 mil habitantes que definitivamente não se sustentam. Eles só sobrevivem por causa dos repasses federais e estaduais. Vamos conversar com os prefeitos para que eles atentem para a arrecadação que vão fazer até o dia 31 de dezembro”, disse.

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Também participaram da abertura o presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID), os conselheiros José Carlos Novelli, Valter Albano e Campos Neto; a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Anne Karine Louzich; o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Hemerson Máximo; o presidente da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel; o ex-presidente da AMM Leonardo Bortolin; o membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Yendis Costa; a controladora-geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, Bárbara Natália Nogueira Garnica; e o primeiro vice-presidente da AMM e prefeito de Rondolândia, José Guedes.

Integração com os municípios

Outro ponto destacado durante a apresentação foi o trabalho desenvolvido pela Sefaz em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) para preparar as administrações tributárias para o novo modelo. A atuação conjunta ocorre por meio de um Comitê Gestor Regional, que conta com grupos técnicos responsáveis pela integração das administrações tributárias e pela realização de estudos e simulações sobre os impactos da reforma.

A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre o Estado e os municípios, promover o compartilhamento de informações e apoiar o planejamento das administrações municipais diante das mudanças na arrecadação.

O 2º Encontro Técnico sobre a Reforma Tributária para Municípios é promovido pela Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (COPSFID) do TCE-MT. O evento está sendo realizado na Escola Superior de Contas e segue até esta quinta-feira (15).

Fonte: Governo MT – MT

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