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Na 8ª Reunião da CAN, Mapa destaca comércio agroalimentar entre Brasil e Rússia

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A 8ª Reunião da Comissão Brasil-Rússia de Alto Nível de Cooperação (CAN) foi realizada nesta quinta-feira (5), no Palácio do Itamaraty, em Brasília, sob a copresidência do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e do primeiro-ministro da Rússia, Mikhail Mishustin. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) foi representado pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua.

Na abertura do encontro, o vice-presidente destacou a relevância estratégica da Comissão como principal mecanismo de coordenação intergovernamental entre os dois países. Segundo Alckmin, a CAN reflete a densidade e a estabilidade da relação bilateral, sustentada por interesses estruturais de longo prazo.

“O Brasil e a Rússia são economias de grande escala, com ampla base produtiva, recursos naturais estratégicos, capacidade tecnológica e mercados internos relevantes. Essa combinação cria oportunidades concretas para ampliar, diversificar e qualificar nossa cooperação econômica e comercial”, afirmou.

Alckmin ressaltou ainda que, embora expressivo, o comércio bilateral, que alcançou cerca de US$ 11 bilhões em 2025, ainda está aquém do potencial das duas economias. “O desafio que se impõe é crescer mais, com maior equilíbrio e com mais valor agregado”, destacou o vice-presidente.

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Na ocasião, o secretário Luis Rua afirmou que a parceria agrícola entre Brasil e Rússia é sólida, com fluxos comerciais relevantes para a segurança alimentar global. “O comércio agroalimentar é um dos pilares mais dinâmicos: o Brasil fornece à Rússia carnes, café e amendoim, entre outros produtos, enquanto importa fertilizantes e trigo, refletindo a nossa complementariedade produtiva. Temos espaço para ampliar a oferta de produtos do agronegócio entre os países”, disse.

Rua também ressaltou que a experiência recente mostra que as cadeias Brasil–Rússia são resilientes mesmo em cenários de volatilidade.

Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e Rússia superou, pelo segundo ano consecutivo, a marca histórica de US$ 10 bilhões. A Rússia é a principal fornecedora de fertilizantes para a agricultura brasileira, enquanto o Brasil figura como o maior comprador desses insumos russos. Somente em 2025, as importações brasileiras de fertilizantes da Rússia ultrapassaram US$ 4 bilhões.

“O Brasil trabalha para ampliar oportunidades de investimentos mútuos em logística portuária e ferroviária, armazenagem, mistura e distribuição de fertilizantes, além de inovação na agricultura, com ganhos de produtividade e retorno econômico. Além disso discutimos questões como regionalização para enfermidades animais, habilitação de estabelecimentos, oportunidades em produtos como frutas e genética e também cooperação acadêmica e técnica”, evidenciou o secretário.

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CAN

A Comissão Brasil-Rússia de Alto Nível de Cooperação é a mais alta instância de diálogo intergovernamental estruturado entre os dois países, com o objetivo de fortalecer o comércio bilateral por meio da dinamização do intercâmbio e da diversificação de produtos.

Durante a reunião, também foram discutidos temas relacionados à cooperação em energia, agricultura, ciência, tecnologia e inovação, cultura, infraestrutura, logística e desenvolvimento sustentável.

A delegação russa contou com a participação de oito ministros, entre eles a ministra da Agricultura, Oksana Lut, além de três vice-ministros e dirigentes de agências governamentais.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Custos da safra 2026/27 sobem para milho e soja em Mato Grosso, enquanto algodão registra queda, aponta Imea

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Os custos de produção das principais culturas agrícolas de Mato Grosso devem apresentar comportamentos distintos na safra 2026/27. Levantamento divulgado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra aumento dos gastos para o cultivo de milho e soja, enquanto o algodão deve registrar redução nos desembolsos por hectare.

O avanço dos custos está relacionado, principalmente, às maiores despesas com fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes, fatores que seguem impactando a rentabilidade das atividades e exigindo maior planejamento financeiro dos produtores.

Custo do milho sobe mais de 14% em Mato Grosso

De acordo com o Imea, o custeio do milho para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 3.799,42 por hectare, alta de 14,46% em relação ao consolidado da temporada 2025/26.

O aumento foi impulsionado pelos maiores gastos com fertilizantes e defensivos, além da elevação nos custos das sementes, refletindo tanto o encarecimento dos insumos quanto a adoção de materiais genéticos mais tecnológicos.

Como consequência, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi projetado em R$ 5.528,49 por hectare, avanço de 15,03% na comparação anual.

Já o Custo Total (CT) atingiu R$ 7.418,49 por hectare, crescimento de 10,30% frente à safra anterior.

Preço mínimo para cobrir os custos

Com os custos mais elevados, o produtor precisará de maior eficiência na gestão comercial da safra.

Considerando uma produtividade de referência de 120,28 sacas por hectare, o Imea estima que a saca de milho deverá ser comercializada a pelo menos R$ 45,96 para cobrir o COE da atividade.

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O cenário reforça a importância da comercialização antecipada e do travamento de preços em momentos favoráveis do mercado para preservar margens de rentabilidade.

Soja também terá aumento nos custos de produção

Para a soja, as projeções apontam um cenário de cautela para a temporada 2026/27.

Segundo o levantamento elaborado pelo Sistema Famato, Senar-MT e Imea, o custeio da oleaginosa foi estimado em R$ 4.315,29 por hectare, alta de 3,21% em relação à safra 2025/26.

Os principais fatores responsáveis pela elevação dos custos foram:

  • Fertilizantes e corretivos: aumento de 5,40%;
  • Defensivos agrícolas: alta de 10,97%.

Além dos custos mais elevados, o setor continua atento às condições climáticas para a próxima temporada.

As incertezas relacionadas ao clima seguem sendo apontadas como um dos principais riscos para a produtividade das lavouras, podendo impactar diretamente o potencial produtivo e os resultados econômicos da atividade.

Crédito restrito preocupa produtores

Outro fator que preocupa o setor é a maior restrição ao crédito rural.

Segundo o Imea, a limitação dos recursos disponíveis para financiamento pode reduzir a capacidade de investimento dos produtores e provocar ajustes nos pacotes tecnológicos adotados nas propriedades.

Como reflexo desse cenário, o ponto de equilíbrio da soja para cobrir os custos de custeio aumentou 9,13% em relação à temporada passada.

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Diante das margens mais apertadas, os produtores acompanham com atenção a compra dos insumos ainda pendentes e as oportunidades de comercialização da safra futura.

Algodão apresenta redução nos custos

Na contramão de milho e soja, o algodão foi a única das principais culturas analisadas a registrar queda no custo de produção.

O custeio da safra 2026/27 foi estimado em R$ 10.652,39 por hectare, redução de 1,14% em comparação ao consolidado da temporada anterior.

A diminuição foi influenciada principalmente pela redução das despesas com:

  • Manutenção de máquinas e equipamentos;
  • Operações mecanizadas;
  • Defensivos agrícolas.

Apesar do alívio nos custos, a cultura continua exigindo elevados investimentos por hectare, mantendo-se entre as atividades agrícolas de maior intensidade de capital no país.

Produtores enfrentam cenário de margens mais pressionadas

Os dados do Imea mostram que a safra 2026/27 deverá exigir maior planejamento financeiro dos produtores mato-grossenses.

Com custos mais elevados para milho e soja e um ambiente marcado por incertezas climáticas, restrição de crédito e volatilidade dos mercados, a gestão eficiente dos insumos e a estratégia de comercialização ganham ainda mais relevância.

Nesse contexto, o monitoramento dos custos de produção e das oportunidades de mercado será decisivo para a manutenção da rentabilidade das propriedades rurais na próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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