Agro News

Na Feira Brasil na Mesa, MMA destaca sociobiodiversidade dos biomas brasileiros

Publicado

A abertura da Feira Brasil da Mesa, nesta quinta-feira (23/4), reuniu expositores e autoridades para valorizar a riqueza e diversidade alimentar do país. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) destacou, em especial, as iniciativas sustentáveis, que auxiliam na manutenção das florestas em pé e beneficiam os povos e comunidades tradicionais, assim como agricultoras e agricultores familiares 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou a Feira e destacou a qualidade da produção alimentar do país. “O que eu quero é que a gente consiga mostrar ao Brasil que nós somos capazes de produzir alimento”, afirmou o presidente. Quanto mais sofisticado a gente for, mais mercado a gente ganha e a gente vai disputar com os mercados mais sofisticados. Nós temos tecnologia, temos mão de obra e temos expertise”, acrescentou. 

Na ocasião, a secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Edel Moraes, ressaltou que o sistema alimentar se beneficia do fortalecimento da produção de pequenos e médios agricultores e povos e comunidades tradicionais. 

Estamos aqui mostrando a diversidade do que é produzido, sociobiodiversidade do Brasil. São muitos produtos de diversos biomas. A Feira Brasil na Mesa representa a produção de muitos povos e comunidades tradicionais do Brasil, a tradição alimentar, a cultura alimentar, a segurança alimentar e, principalmente, a autonomia alimentar desses povosenfatizou.

Realizada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Feira busca aproximar produção, pesquisa, políticas públicas e consumo. “O PIB agrícola de 2025 foi de R$ 725 bilhões e a Embrapa contribuiu com R$ 125 bilhões, o que representa 17%. Essa visão estratégica, integrando todos os ministérios, ajudou muito a Embrapa nesses últimos três anos a fortalecer o papel da ciência e tecnologia no Brasil. Garantir a segurança alimentar é questão de paz mundial”, ressaltou Silvia Massruhá, presidente do órgão. 

Leia mais:  Preços do suíno e da carne registram alta em agosto, aponta Cepea

O evento ocorre até o próximo sábado (25/4), em Planaltina (DF), com degustações, venda de artesanato e de cerca de 150 alimentos de todos os biomas brasileiros, além de debates sobre a cadeia alimentar e tours pelas instalações da Embrapa Cerrados.

Há, ainda, estandes dos ministérios parceiros do evento, com informações sobre as políticas públicas do Governo do Brasil voltadas à promoção da segurança e produção alimentar. O MMA está presente com a exposição de políticas de controle do desmatamento, fundo de investimento para produção em territórios tradicionais, plano para agricultura urbana e medidas para impulsionar a adaptação à mudança do clima, assim como o canal de apoio a denúncias de agrotóxicos nos territórios.  

A cerimônia de abertura reuniu diversas autoridades, entre elas o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, os ministros André de Paula (Agricultura e Pecuária), Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), Leonardo Barchini (Educação), Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome), e a primeira-dama, Janja Lula da Silva, embaixadora da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Secretária Edel Moraes
A secretária Edel Moraes, do MMA, destacou a importância dos povos e comunidades tradicionais para a soberania alimentar
Leia mais:  Painel “Pensar Agro” aborda desafios e inovações para o futuro do agronegócio no GreenFarm 2024

Luta contra os agrotóxicos 

No período da tarde, o diretor do Departamento de Políticas de Gestão Ambiental Rural do MMA, Daniel Peter, integrou um painel sobre o PRONARA, apresentando o Canal de Apoio a Denúncias por Agrotóxicos, lançado pelo ministério no final de março 

É uma ferramenta cidadã, um empoderamento que o MMA consegue garantir para a população brasileira proteger os seus territórios, seus sistemas agrícolas tradicionais, para proteger a produção agroecológica, a produção orgânica e a vida”, enfatizou o diretor.  

A ferramenta busca fortalecer o encaminhamento adequado de denúncias relacionadas ao uso irregular dessas substâncias, além de facilitar o acesso da sociedade civil aos órgãos responsáveis pela fiscalização. A ação integra o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), considerado um marco na política ambiental brasileira. O programa, instituído pelo Decreto nº 12.538, de 30 de junho de 2025, propõe a redução progressiva do uso de agrotóxicos, conciliando a proteção dos ecossistemas e da saúde humana com o desenvolvimento sustentável. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA

(61) 2028-1227/1051
Acesse o
 Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

MMA lança programas Gestar e ProAmbiente Adapta na Bacia do Rio Doce

Publicado

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou, na última quarta-feira (15/4), os primeiros territórios de atuação dos programas Gestar e ProAmbiente Adapta, durante evento realizado no município de Águia Branca (ES). A iniciativa integra as estratégias do Governo do Brasil para promover a transição agroecológica e a gestão sustentável da paisagem rural no país, com início na Bacia Hidrográfica do Rio Doce. 

As ações serão implementadas em municípios das regiões noroeste e norte do Espírito Santo, com foco no fortalecimento da agricultura familiar, de povos e comunidades tradicionais, além da recuperação e conservação ambiental. A execução ocorre por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e de parceria estabelecida, em 2025, com o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). 

Na avaliação do diretor de Políticas de Gestão Ambiental Rural da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável (SNPCT/MMA), Daniel Peter, os programas têm caráter estruturante para o desenvolvimento sustentável nos territórios. “Os programas promovem a transição agroecológica dos sistemas produtivos e fortalecem a gestão da paisagem rural”destacou.  

A solenidade reuniu representantes de órgãos federais, estaduais e municipais, da Fundação Banco do Brasil, além de organizações da sociedade civil e da comunidade local. 

Leia mais:  UE anuncia novo adiamento da lei que barra importação de produtos de áreas desmatadas

A assessora da Secretaria Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas da Secretaria-Geral da Presidência da República, Zilda Onofri, destacou a importância da participação social na construção das políticas públicas. “Esses programas só são possíveis com a participação ativa da sociedade civil, tanto na definição de objetivos estratégicos quanto no fortalecimento da governança, da mobilização e da educação ambiental, que são estruturantes para a transformação dos territórios”, afirmou. 

O prefeito de Águia Branca (ES)Jailson Quiuqui, enfatizou o esforço coletivo desenvolvido na região, com articulação do IPÊ e participação de diversas instituições, como escolas agroecológicas, sindicatos rurais e entidades ligadas à agricultura e à sociobiodiversidade. 

Durante o evento, também foi lançado o Programa Ecoforte Redes, iniciativa nacional que apoia redes territoriais de produção sustentável e é financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pela Fundação Banco do Brasil. O programa foi construído no âmbito da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), da qual o MMA é integrante e participou da elaboração do edital e da seleção dos projetos. 

Leia mais:  Brasil reafirma seu compromisso com a agricultura sustentável na COP30

No território capixaba, a iniciativa viabiliza o projeto “Estruturação e Fortalecimento da Rede Capixaba de Agroecologia e Sociobiodiversidade”, com investimento de R$ 2,3 milhões, executado pelo IPÊ. 

Representando a Fundação Banco do Brasil, Robson Rocha explicou os objetivos da aplicação dos recursos no território. “A proposta é fortalecer a rede e apoiar a transição agroecológica a partir da atuação de movimentos e organizações sociais, promovendo uma produção orgânica, sustentável e certificada, com agregação de valor aos produtos, uso de tecnologias sociais, integração a políticas públicas e parcerias estratégicas ao longo das cadeias produtivas”, afirmou. 

“A atuação integrada tem sido fundamental para o avanço das ações sustentáveis na região”, pontuou o diretor executivo do IPÊ, Eduardo Ditt. 

A gerente de Educação Ambiental e Articulação Social da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), Ester Sabino, enfatizou a capacidade de articulação institucional e o papel estratégico do MMA no fortalecimento das políticas públicas ambientais. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana