Agro News

Na Semana Nacional dos Animais, MMA lança curso de qualificação para veterinários em esterilização minimamente invasiva de cães e gatos

Publicado

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançou, nesta quarta-feira (11/3), 3 mil vagas para a segunda turma do Curso de Qualificação em Técnicas de Esterilização Cirúrgicas Minimamente Invasivas em Cães e Gatos. Realizada em parceria com as universidades federais de Alagoas (UFAL) e do Paraná (UFPR), a iniciativa objetiva qualificar médicos-veterinários para atuar em programas de manejo populacional ético de cães e gatos em todo o Brasil. As inscrições são gratuitas e seguem até 3 de abril de 2026

Faça aqui a inscrição. 

O lançamento integra a programação da Semana Nacional dos Animais, evento dedicado à promoção da proteção, defesa e garantia dos direitos animais no país. A iniciativa busca apresentar avanços nas políticas públicas voltadas à proteção animal e construir, de forma participativa, uma agenda estratégica para o biênio 2026–2030 (leia mais aqui). 

Segundo a diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais do MMA, Vanessa Negrini, investir na qualificação profissional é essencial para consolidar políticas públicas estruturadas de proteção animal.

“A esterilização cirúrgica é uma das principais ferramentas para enfrentar o crescimento desordenado da população de cães e gatos no Brasil. Ao qualificar profissionais em técnicas minimamente invasivas, estamos fortalecendo os programas municipais de manejo populacional ético e garantindo mais segurança, eficiência e bem-estar para os animais”, afirma.

Leia mais:  Saldo da balança comercial soma R$ 11 bilhões na primeira semana de junho

A formação busca fortalecer a capacidade técnica de profissionais envolvidos em políticas públicas de proteção animal, especialmente em ações de controle reprodutivo por meio da esterilização cirúrgica.

Reconhecida internacionalmente como um método seguro, eficaz e humanitário de controle populacional, a castração é uma ferramenta fundamental para reduzir o abandono de animais, prevenir doenças e contribuir para o bem-estar animal, a saúde pública e a proteção ambiental.

O curso será dividido em duas etapas. A primeira consiste em uma fase teórica online, destinada exclusivamente a médicos-veterinários regularmente inscritos em seus respectivos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMV). Após essa etapa, parte dos participantes será selecionada para a fase prática presencial, que ocorrerá nas universidades parceiras.

Essa segunda etapa terá carga horária de 16 horas, distribuída em dois dias de atividades nas sedes da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Despesas de deslocamento e hospedagem serão de responsabilidade do participante.

As vagas presenciais são limitadas e serão preenchidas conforme critérios de prioridade definidos pelo programa, a exemplo da atuação de médicos-veterinários em programas públicos de manejo populacional, em unidades de conservação ou em projetos financiados pelo MMA.

Leia mais:  Embrapa lança trigo BRS Savana com foco no Cerrado durante a TecnoShow Comigo

Também terão prioridade profissionais que:

  • Atuam em projetos financiados pelo MMA;
  • Trabalham há mais de 12 meses em ONGs, abrigos ou mutirões de castração;
  • Possuem vínculo com instituições de ensino de Medicina Veterinária;
  • Atuam em clínicas ou hospitais privados que atendem ONGs e mutirões; e
  • Atuam em municípios com população inferior a 50 mil habitantes.

A qualificação integra a estratégia do Governo do Brasil para fortalecer o Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos (ProPatinhas), ampliando a capacidade técnica para a realização de castrações seguras e eficientes em todo o país.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

Publicado

O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

Leia mais:  Arenas do Conhecimento do CNMA 2025 debatem sustentabilidade, inovação e liderança feminina no agro

Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

Leia mais:  Faça parte da comunidade Pensar Agro e esteja sempre bem informado

Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana