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“Não há como proteger espécies migratórias sem proteger seus habitats”, diz Lula ao anunciar ampliação de unidades de conservação no Pantanal na COP15

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Em movimento estratégico na véspera da abertura oficial da 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, neste domingo (22/3), em Campo Grande (MS), a ampliação de unidades de conservação (UCs) fundamentais para a biodiversidade brasileira. As medidas reforçam o compromisso do país com a meta global de proteger 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030.

Os atos assinados contemplam biomas críticos para as rotas migratórias. No Mato Grosso, a Estação Ecológica (ESEC) de Taiamã foi ampliada em 57 mil hectares, passando a proteger um total de 68 mil hectares. Já o Parque Nacional do Pantanal ganhou um acréscimo de 47 mil hectares, atingindo agora 183 mil hectares de área preservada. As duas UCs estão localizadas no Mato Grosso.

“Não há como proteger espécies migratórias sem proteger seus habitats. Estas novas áreas são corredores de vida que garantem a conectividade que o mundo discute aqui em Campo Grande”, afirmou o presidente Lula durante a Sessão de Alto Nível.

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Em seu discurso para delegados de mais de 130 países, Lula vinculou a proteção ambiental ao fortalecimento do multilateralismo. O presidente destacou que a criação de UCs, somada ao recente anúncio do Parque Nacional Marinho do Albardão e da Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, ambas no Rio Grande do Sul, coloca o Brasil em uma posição de liderança ética para cobrar compromissos globais.

“Esta COP15 ocorre em um momento de grandes tensões geopolíticas. Ações unilaterais, atentados à soberania e execuções sumárias estão se tornando a regra. A história da humanidade também é uma história de migrações, deslocamentos, vínculos e conexões. No lugar de muros e discursos de ódio, precisamos de políticas de acolhimento e de um multilateralismo forte e renovado. Que esta COP15 seja um espaço de avanços coletivos em defesa da natureza e da humanidade”, concluiu o presidente.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Marina Silva, reiterou que as ampliações são parte de uma estratégia integrada. Além do ganho em área, o foco está na gestão. O Parque Nacional do Pantanal e a ESEC Taiamã são berçários vitais para espécies aquáticas e aves que cruzam o continente.

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Com as novas áreas, o governo avança na proteção de zonas úmidas, fundamentais para a resiliência climática e para o controle de cheias e secas na região central do país.

Além das UCs criadas no bioma Pantanal, o Cerrado mineiro, o governo oficializou a criação da Reserva Córregos dos Vales, no Norte de Minas Gerais, com 40,8 mil hectares, abrangendo os municípios de Riacho dos Machados, Rio Pardo de Minas e Serranópolis de Minas.

Saiba mais sobre a COP15 aqui

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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