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Nestlé anuncia investimento de R$ 1 bilhão para modernizar fábrica de cafés solúveis em Araras

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Investimento reforça papel estratégico da fábrica de Araras

A Nestlé anunciou um investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão, previsto para o período de 2025 a 2028, destinado à modernização e ampliação da fábrica de cafés solúveis em Araras (SP). A unidade, reconhecida globalmente como referência na produção de Nescafé, exporta atualmente para 65 países.

Com o aporte, a capacidade de produção da fábrica será ampliada em 10%, fortalecendo a competitividade do café brasileiro no mercado internacional e consolidando a posição estratégica da empresa no setor.

Tecnologia e inovação impulsionam produção

A modernização inclui uma nova linha de extração de café solúvel, equipada com tecnologias de ponta, como Inteligência Artificial aplicada ao Controle Avançado de Processo (APC). O sistema monitora parâmetros como torra, umidade e coloração, garantindo padronização e qualidade do Nescafé.

O uso de IA generativa permitirá análises preditivas e relatórios personalizados de tendências, enquanto a automação possibilita ajustes em tempo real e predição de falhas, aumentando a eficiência e confiabilidade da operação.

Fábrica conectada: conceitos da Indústria 4.0

A unidade de Araras segue a jornada de fábricas conectadas da Nestlé, aplicando conceitos da Indústria 4.0, incluindo:

  • Internet das Coisas (IoT)
  • Machine Learning e Big Data
  • Cloud Computing
  • Robótica autônoma
  • Realidade aumentada e virtual
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Desde 2019, essas tecnologias resultaram em redução de mais de 30% nas paradas não planejadas, aumento de 30% na flexibilidade das linhas e crescimento de 16% na produtividade das operações brasileiras.

Impacto estratégico e compromisso com o café brasileiro

Segundo Fábio Kuhn, diretor da fábrica de Araras, o investimento reforça o compromisso da Nestlé com inovação, sustentabilidade e valorização do café brasileiro:

“Ao modernizar nossas operações, ampliamos a competitividade global do Nescafé produzido no país e geramos mais valor para toda a cadeia. A fábrica de Araras continuará sendo protagonista do nosso futuro.”

O novo aporte se soma aos R$ 500 milhões anunciados no primeiro semestre de 2025, destinados à inovação de portfólio, ampliação da produção, desenvolvimento de cafés em cápsulas e soluções para Nestlé Professional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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