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Nova lei incentiva irrigação no Norte de Minas e aumenta produtividade rural

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A Nova Política de Agricultura Irrigada Sustentável, regulamentada pelo governador Romeu Zema em julho de 2025, abre novas oportunidades para produtores rurais de Minas Gerais, especialmente no Norte do estado. Até então, recursos como outorga de água, sistemas de irrigação e tecnologias de reserva hídrica eram pouco acessíveis a muitos agricultores.

Desde a assinatura do decreto, a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) tem recebido um número crescente de produtores interessados em informações sobre o tema.

Seminário de irrigação registra público recorde

O interesse se refletiu no 2º Seminário Mineiro de Irrigação, realizado em agosto pela Faemg em parceria com a Seapa, em Montes Claros. Quase mil participantes compareceram ao evento, que contou com nove caravanas de municípios vizinhos, lotando o auditório do Parque João Alencar Athayde.

Ariel Chaves, assessora-chefe do Núcleo de Gestão Ambiental da Seapa, destaca que o decreto representa um marco para o agro mineiro, facilitando a aprovação de projetos de irrigação e a captação de água nos períodos chuvosos para uso na seca, beneficiando principalmente os agricultores familiares.

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Flexibilização de exigências aumenta acesso a tecnologias

O decreto foi elaborado por especialistas da Seapa, Secretaria de Meio Ambiente (Semad), Instituto Mineiro de Águas (Igam) e Instituto Estadual de Florestas (IEF), com contribuições da Emater, IMA e Epamig.

A principal mudança foi a flexibilização de exigências que dificultavam o acesso de pequenos produtores a tecnologias como pivôs centrais, irrigação por gotejamento e poços artesianos. Produtores de Icaraí de Minas, como Ivore Frans e Josimar de Almeida, veem na medida a oportunidade de aumentar a produtividade. “Irrigar é um sonho de muitos produtores. Com acesso à água, daremos um salto de produtividade”, afirmou Ivore.

Benefícios para a bacia leiteira

Icaraí de Minas, município com 12 mil habitantes, abriga 450 pecuaristas de leite e duas cooperativas, incluindo a Cooperleite, que coleta cerca de 12 mil litros de leite por dia. Nos últimos três anos, a seca reduziu a produção em cerca de 40%, afetando pastagens e taxa de prenhez do gado.

Com a nova lei, os produtores esperam estruturar a irrigação das propriedades, garantindo alimento suficiente para o gado durante períodos de seca e aumentando a produção de silagem de milho, essencial para a alimentação dos animais.

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Exemplo de sucesso: produção familiar irrigada

O caso de Edmilson Alves dos Santos e sua família ilustra os benefícios da irrigação. Com um poço artesiano autorizado antes das mudanças na legislação, a família criou uma área de piquete irrigado, aumentando a produtividade do leite para 600 litros por dia, vendidos a uma multinacional que oferece bônus pela qualidade do produto.

O filho, Luiz Felipe, estudante de Agronomia, planeja ampliar ainda mais a irrigação na propriedade após se formar, garantindo maior qualidade e quantidade de alimento para o gado.

Orientação para atuação coletiva

Ariel Chaves orienta os produtores a atuarem de forma coletiva, por meio de associações, sindicatos ou cooperativas, para facilitar o acesso aos recursos e à orientação técnica. Informações detalhadas sobre a nova lei podem ser obtidas no portal da Seapa ou pelo e-mail [email protected].

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa amplia promoção comercial e fortalece cooperação internacional em missão à Espanha e França

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, entre os dias 20 e 24 de abril, missão oficial à Espanha e à França com avanços voltados à ampliação de mercados, ao fortalecimento de parcerias estratégicas e ao aprofundamento da agenda internacional do agro brasileiro.  

Entre os principais destaques da programação estiveram a participação brasileira na Seafood Expo Global 2026, em Barcelona, e a formalização da adesão do Brasil ao Programa de Cooperação em Pesquisa em Agricultura Sustentável (CRP), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em Paris. 

A comitiva foi liderada pelo secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, e cumpriu agendas institucionais voltadas à promoção comercial, à cooperação técnica e ao diálogo sobre temas como sanidade, logística, energia e sustentabilidade. 

Barcelona: feira global reforça presença brasileira

Na Espanha, a delegação participou da Seafood Expo Global 2026, principal feira mundial do setor de pescados. O evento reuniu mais de 2 mil expositores de cerca de 150 países e público estimado em 35 mil visitantes, entre compradores, distribuidores e representantes da indústria. 

A presença brasileira ocorre em momento estratégico para o segmento. Desde 2023, o Brasil abriu 17 novos mercados para pescados, ampliando oportunidades comerciais e fortalecendo a inserção internacional dos produtos nacionais, além de gestões para a futura retomada das exportações do pescado brasileiro para o bloco europeu. 

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Durante a programação, o secretário Luís Rua visitou o pavilhão da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), organizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), onde empresas brasileiras apresentaram produtos no âmbito do projeto Brazilian Seafood. 

A agenda incluiu ainda reuniões com representantes do setor produtivo e encontro, ao lado do ministro da Pesca e Aquicultura, Édipo Araújo, com o ministro da Agricultura, Pesca e Alimentação da Espanha, Luís Planas.  

Paris: adesão à CRP e agenda com organismos internacionais

Na França, um dos principais resultados da missão foi a formalização da adesão do Brasil ao Programa de Cooperação em Pesquisa em Agricultura Sustentável (CRP), iniciativa da OCDE voltada ao desenvolvimento de projetos em sistemas alimentares, inovação e produção agrícola sustentável. 

Com a entrada no programa, o Brasil passa a participar de forma mais direta da construção de estudos e diretrizes internacionais, além de ampliar o intercâmbio técnico com outros países e fortalecer sua presença nos debates globais sobre sustentabilidade e inovação no campo. 

Ao longo de dois dias, a delegação brasileira cumpriu agenda em organismos internacionais sediados em Paris e Dijon. Participaram dos encontros o embaixador e delegado do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas sediadas em Paris, Sarquis J. B. Sarquis; o ministro-conselheiro Joaquim Penna Silva; e a adida agrícola Bárbara Cordeiro. 

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A programação incluiu reuniões na OCDE, na Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), na Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), na Agência Internacional de Energia (AIE) e no Fórum Internacional de Transportes (ITF). 

Na OCDE, em reunião com o secretário-geral adjunto, Yasushi Masaki, e com a diretora de Comércio e Agricultura, Marion Jansen, foram debatidos temas relacionados ao comércio agrícola e à incorporação das especificidades dos sistemas produtivos tropicais nas análises internacionais. Na OMSA, o encontro com a diretora-geral Emmanuelle Soubeyran tratou da harmonização de normas sanitárias e da previsibilidade do comércio de produtos de origem animal. 

Nas agendas com a AIE e o ITF, o foco esteve no cenário global e nas possibilidades de cooperação nas áreas de energia e transporte. Em Dijon, reuniões com o diretor-geral da OIV, John Barker, e com a presidente Yvette van der Merwe abordaram harmonização regulatória no setor vitivinícola e cooperação técnica. 

Em todos os compromissos, a delegação ressaltou a contribuição do Brasil para a segurança alimentar global, a segurança energética, a sustentabilidade e a inovação no setor agropecuário, com destaque para a experiência nacional em agricultura tropical. 

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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