Mato Grosso

Número de barragens fiscalizadas pela Sema aumentou em mais de 50% em 2025

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O número de barragens classificadas e cadastradas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB) para fiscalização e mensuração de risco estrutural aumentou em 57,8% em 2025, saltando de 419 do ano anterior para 661 unidades. O aumento de cadastros é resultado do trabalho de fiscalização realizado pelo órgão ambiental.

A atuação regulatória tem como finalidade assegurar a segurança das barragens, o monitoramento ambiental contínuo, a conservação das estruturas e a prevenção de acidentes. À Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) cabe a fiscalização das barragens de usos múltiplos, enquanto os empreendimentos voltados à geração de energia e à disposição de rejeitos de mineração são fiscalizados, respectivamente, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

De acordo com os dados apresentados pela Coordenadoria de Segurança de Barragens da Sema, a região norte do Estado possui o maior número de barragens cadastradas.

Somente em Sorriso e Sinop são 211 barragens cadastradas. Outros municípios que merecem destaque são Barra do Garças, totalizando 100 barragens inscritas, 79 em Cuiabá e 67 em Rondonópolis. Além dos 661 cadastros realizados pelo órgão ambiental estadual, existem ainda no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB) outras 473 barragens cadastradas por órgãos federais localizadas em Mato Grosso.

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Conforme os dados divulgados no SNISB, das 661 barragens monitoradas pela Sema, apenas duas apresentam classificação Dano Potencial Associado (DPA) máximo. Essas duas barragens, localizadas nos municípios de Tangará da Serra e Sinop, são prioridades na fiscalização e monitoramento, tendo que apresentar ao órgão ambiental o plano de segurança, relatórios de inspeção semestrais, revisões de segurança a cada 5 anos, entre outras condicionantes.

Além disso, o órgão ambiental cobra melhorias nas barragens para redução de critérios de riscos, classificados como “alto”, tais como manutenções gerais, limpeza, adequação e construção de vertedouros, elaboração de projetos para recuperação e monitoramento dessas barragens

Estruturação

Em 2025, a unidade de gerência que atua na área foi transformada em Coordenadoria de Segurança de Barragens (CSB), ampliando a sua estrutura. As atribuições do setor abrangem tanto a natureza regulatória quanto a fiscalização direta, como classificar e cadastrar a seguridade das estruturas estaduais de diferentes funções, exceto as utilizadas para geração de energia, revisões e inspeções por meio de vistorias técnicas de caráter regular a especial, além de elaborar a regulamentação e monitorar o cumprimento das normativas e diretrizes estabelecidas pela Sema.

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Ampliação do conhecimento e capacitação

No ano passado, os municípios de Cuiabá, Tangará da Serra, Sinop e Água Boa sediaram ações de intercâmbio de conhecimento que reuniram mais de 600 participantes, entre representantes do poder público e da sociedade civil, com foco na conscientização e na capacitação sobre a segurança adequada das barragens em Mato Grosso.

O calendário de eventos da coordenadoria incluiu a realização de três workshops regionais e um Simpósio Estadual, atingindo 60h de carga horária oferecidas ao público. O simpósio representou uma oportunidade de diálogo técnico entre a comunidade, órgãos públicos, responsáveis técnicos e empreendedores. Além disso, demonstrou ao público externo o trabalho desenvolvido pela secretaria por meio da Gerência de Segurança de Barragens.

“Um evento desta natureza é de suma importância para a divulgação e a disseminação da cultura de segurança de barragens em Mato Grosso. Além disso, a presença de especialistas experientes enriquece a capacitação de nossos profissionais, promovendo o desenvolvimento técnico na área e consolidando um tema que ainda é recente para a sociedade”, destacou o gerente de Segurança de Barragens da Sema, Fernando Pires.

*Com supervisão de Clênia Goreth

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Corpo de Bombeiros combate três incêndios florestais nesta segunda-feira (12)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta segunda-feira (12.10), três incêndios florestais registrados nos municípios de Rosário Oeste, Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 59 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Desse total, 39 focos foram registrados na Amazônia, 18 focos no Cerrado, e dois focos no Pantanal. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).

Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo quatro focos na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência, e dois focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis.

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É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari d’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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