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O caminho do edital: entenda todas as etapas de uma concessão pública

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No cenário de busca constante por desenvolvimento e eficiência, as concessões públicas aparecem como uma via fundamental para a modernização da infraestrutura brasileira. Ao promover a parceria entre o setor público e a iniciativa privada, o Brasil tem impulsionado projetos de grande porte, garantindo investimentos, inovação e, sobretudo, a melhoria contínua dos serviços prestados à população.

Todo grande projeto de concessão pública tem sua origem em um planejamento estratégico bem desenvolvido. A identificação da necessidade de expansão ou modernização de uma infraestrutura, seja ela um porto, aeroporto ou rodovia, geralmente parte de análises realizadas por ministérios e órgãos governamentais. No caso do setor portuário, por exemplo, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) é o protagonista. O objetivo é claro: atrair o capital privado para setores que demandam altos investimentos, liberando o governo para redirecionar recursos públicos para áreas essenciais como saúde e educação, e garantindo que o interesse público seja sempre o norteador de cada etapa.

Segundo o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, o processo é conduzido com base em critérios técnicos e responsabilidade institucional. “Cada concessão nasce de um planejamento técnico rigoroso e de um compromisso com o interesse público. O objetivo é garantir investimentos, ampliar a eficiência da infraestrutura e melhorar os serviços prestados à população, sempre com transparência, participação social e segurança jurídica em todas as etapas”, destacou o secretário.

“Cada concessão nasce de um planejamento técnico rigoroso e de um compromisso com o interesse público” 
Otto Luiz Burlier

Estudos de viabilidade
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), como agência reguladora do setor, assume papel central nessa etapa. É nesse momento que é elaborado o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTea).
Esse documento é considerado a espinha dorsal de qualquer concessão, pois detalha o modelo de negócio, os investimentos necessários (Capex), os custos operacionais (Opex), a demanda prevista para o serviço e o prazo ideal da concessão.

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De acordo com o diretor do Departamento de Navegação e Fomento do MPor, Daniel Aldigueri, o planejamento técnico é o que assegura equilíbrio e sustentabilidade ao contrato. “Quando estruturamos uma concessão, estamos desenhando um projeto de longo prazo. Os estudos avaliam demanda, investimentos e sustentabilidade do contrato para assegurar equilíbrio econômico e qualidade na prestação do serviço. O resultado é mais capacidade operacional, geração de empregos e infraestrutura moderna que beneficia diretamente usuários, trabalhadores e empresas”, concluiu.

Democracia e transparência
Em todas as concessões no Brasil há participação social. Após a conclusão dos estudos de viabilidade, a Antaq disponibiliza toda a documentação para consulta e audiência pública. Esse é um momento crucial para que empresas, especialistas, entidades de classe e cidadãos possam analisar o projeto, apresentar sugestões, críticas e contribuições.

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As audiências públicas, sejam presenciais ou virtuais, promovem um debate aberto e democrático com a sociedade civil, permitindo que o projeto seja refinado e aprimorado, incorporando diferentes perspectivas e garantindo que necessidades sociais sejam contempladas.

Análise do TCU
E antes que qualquer projeto de concessão avance para o leilão, ele passa pela análise do Tribunal de Contas da União (TCU), que avalia todos os aspectos do processo, verificando a legalidade, a economicidade e a viabilidade da proposta. Essa etapa é fundamental para garantir a segurança jurídica da concessão, proteger o erário público e assegurar que as condições sejam justas e equilibradas para todas as partes envolvidas.

O TCU pode solicitar ajustes ou esclarecimentos, emitindo acórdãos que direcionam o aprimoramento do projeto.

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Leilão na B3
Com o aval do TCU, a Antaq publica o edital do leilão, que define as regras da disputa entre os interessados. O leilão, frequentemente realizado na Bolsa de Valores (B3), é o momento em que a iniciativa privada apresenta suas propostas. A disputa pode ocorrer com base em critérios como maior outorga ou menor tarifa.

A conclusão do leilão marca o início de um novo ciclo de investimentos, modernização e geração de oportunidades.
Um exemplo emblemático do impacto das concessões é o projeto do Terminal Tecon Santos 10 (STS10), no Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina. O terminal de contêineres prevê investimento de R$ 6,4 bilhões e está em fase final de ajustes após recomendações do TCU.

A concessão do Tecon Santos 10 representa um salto importante para o porto, com expectativa de aumento significativo da capacidade de movimentação de cargas, geração de milhares de empregos diretos e indiretos e incorporação de novas tecnologias para tornar o comércio exterior brasileiro mais eficiente.

Legado das concessões
As concessões públicas, especialmente no setor portuário, contribuem para aumentar a eficiência logística do país, reduzir custos para exportadores e importadores e tornar os produtos brasileiros mais competitivos no mercado internacional. Além disso, esses projetos geram empregos desde a fase de construção até a operação das estruturas. A arrecadação de outorgas também contribui para os cofres públicos, enquanto a modernização da infraestrutura ocorre sem pressionar diretamente o orçamento federal.

As concessões representam, portanto, uma forma de ampliar investimentos, melhorar serviços e fortalecer a infraestrutura logística do Brasil.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Polícia Federal apreende 5,5 kg de cocaína em Congonhas e prende suspeitos de tráfico internacional

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São Paulo, 24/4/26 – A Polícia Federal (PF) realizou ações de fiscalização no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, nos últimos dias. A ação resultou na prisão de foragidos da Justiça e na apreensão de 5,5 kg de cocaína, que seriam enviados ao exterior. As operações ocorreram principalmente em áreas de controle migratório e embarque internacional.

Durante as fiscalizações, duas pessoas — um homem e uma mulher, ambos brasileiros — foram detidas em ações da PF. Na sequência, um brasileiro foi preso por mandado judicial por inadimplemento de pensão alimentícia e por condenação anterior por roubo.

Também foram presos um cidadão nigeriano, que pretendia embarcar com destino à Etiópia, e um brasileiro que seguiria para a França, ambos por suspeita de tráfico internacional de drogas.

Em outra ocorrência, dois brasileiros foram presos em flagrante ao tentarem embarcar para a França transportando aproximadamente 5,5 kg de cocaína.

Além disso, quatro passageiros foram detidos sob suspeita de transportar droga no próprio organismo, prática conhecida como “mulas do tráfico”. Devido aos riscos à saúde, todos foram encaminhados a uma unidade hospitalar, onde permaneceram sob acompanhamento médico e escolta policial.

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Ainda no curso das ações, foram cumpridos mandados judiciais. Uma mulher brasileira foi presa preventivamente por corrupção de menores, enquanto um cidadão colombiano foi detido por dívida relacionada ao não pagamento de pensão alimentícia, em cumprimento a ordem de prisão civil. Além disso, um homem brasileiro foi alvo de prisão preventiva por porte ilegal de arma de fogo.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) atua de forma integrada no combate ao tráfico internacional de drogas, com ações de inteligência, cooperação entre forças de segurança e reforço da fiscalização em pontos estratégicos, como aeroportos e fronteiras.

*Com informações da Polícia Federal.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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