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Obras no entorno do Porto de Santos avançam com melhorias para a população local

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As obras de infraestrutura no entorno do Porto de Santos avançam para o fortalecimento da logística e da integração entre o terminal e a cidade. No complexo portuário como um todo, os investimentos previstos para o período de 2024 a 2028 somam R$ 12,6 bilhões, distribuídos em 12 projetos estratégicos que abrangem a ampliação da capacidade operacional, a reorganização do tráfego de caminhões, a melhoria dos acessos terrestres e iniciativas de requalificação urbana. Na região da Alemoa, próximo ao porto, os investimentos federais totalizam R$ 27,4 milhões, destinados a obras de drenagem, requalificação viária e melhoria dos acessos portuários, com impacto direto na mobilidade e na operação logística.

Entre as principais intervenções em andamento estão as Perimetrais das Margens Direita e Esquerda, os viadutos da Alemoa, a modernização dos acessos viários e a implantação do Parque Valongo. O conjunto de obras gera impactos diretos tanto na eficiência da operação portuária quanto na qualidade de vida da população, ao contemplar infraestrutura logística, mobilidade urbana, reorganização do tráfego e projetos de integração urbana.

Perimetrais
Os investimentos já começam a produzir resultados concretos na mobilidade urbana e na operação do porto. A Autoridade Portuária de Santos (APS) iniciou as obras de construção de um novo canal de drenagem entre o final do viaduto Paulo Bonavides e a Avenida Engenheiro Augusto, na região da Alemoa. A intervenção busca solucionar um problema histórico de alagamentos e melhorar as condições de circulação de veículos na área.

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O pacote de melhorias inclui ainda a construção de dois novos viadutos, que é fruto de uma parceria entre os governos federal e estadual, com participação da EcoRodovias. As intervenções devem contribuir para maior fluidez do tráfego e aumento da segurança viária no entorno portuário.

Uma das principais frentes de obra é a implantação da Perimetral da Margem Esquerda, via paralela ao Porto de Santos e integrada aos acessos ao futuro túnel Santos–Guarujá. A intervenção está diretamente associada à expansão das atividades portuárias e ao fortalecimento econômico do distrito de Vicente de Carvalho. A melhoria reorganiza o tráfego de veículos de carga, reduz a circulação de caminhões em áreas urbanas e melhora o acesso aos terminais ampliando a fluidez logística, com benefícios diretos tanto para a operação portuária quanto para a qualidade de vida da população.

Drenagem na Alemoa
Na região da Alemoa, bairro que fica na Zona noroeste de Santos e que enfrenta recorrentes alagamentos durante os períodos de chuva, gerando transtornos à população e impactos na operação portuária, a vala de drenagem existente no final do viaduto, com dimensões de 1,5 metro por 1,5 metro, é insuficiente para o escoamento das águas pluviais. A estrutura será substituída por um canal com maior capacidade de vazão, ampliando significativamente o escoamento e oferecendo uma solução definitiva para um problema histórico da região.

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Além das obras de drenagem, as intervenções executadas pela APS incluem a substituição do calçamento por pavimento asfáltico, o que permitirá melhor definição das faixas de rolamento e maior fluidez do tráfego. A rotatória existente será substituída por dois retornos com entrada livre, facilitando a circulação de veículos e aumentando a segurança viária.

Porto integrado à cidade
Para além das melhorias logísticas, a transformação do entorno do Porto de Santos envolve ações de requalificação urbana e valorização dos espaços públicos. O Parque Valongo simboliza essa nova fase ao promover a recuperação de áreas históricas, criar novos espaços de convivência e aproximar a população da área portuária, fortalecendo a relação entre o porto e a cidade.

A maior parte dos recursos investidos é pública, com complementação de aportes privados em regime de parceria. As obras priorizam a ampliação da capacidade operacional, a qualificação dos acessos terrestres e a requalificação urbana, contribuindo para o desenvolvimento econômico e urbano da região.

Com a consolidação desse conjunto de obras e investimentos, o Porto de Santos avança para um modelo de desenvolvimento mais integrado e sustentável. A redução de gargalos viários, a melhoria da mobilidade urbana, o aumento da segurança e a qualificação dos espaços públicos fortalecem o desenvolvimento regional e a competitividade da logística brasileira.

Com informações da Autoridade Portuária de Santos (APS)

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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CMSE aprova medidas para preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22/7), seguindo recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medidas para reforçar a segurança do atendimento eletroenergético diante da elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, e das incertezas do atual cenário geopolítico que pode impactar nos preços dos combustíveis.

Entre as ações aprovadas está a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), que garantirá 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro.

O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño. O parecer que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu em julho aponta cenário de “elevada probabilidade” de ocorrer o fenômeno, que reduz a disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e do consequente crescimento do consumo de energia.

De acordo com as informações publicadas no Plano de Operação Energética (PEN) 2025, e atualizadas na versão de 2026, a antecipação desses contratos recompõe o montante que o LRCAP 2026 não contratou devido à falta de oferta. O certame, realizado em março deste ano, fixou em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas foram contratados 2,2GW.

A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas nos certames.

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Processo

Em abril de 2026, o MME consultou os empreendimentos vencedores do LRCE 2022 e LRCAP 2026 sobre a disponibilidade e interesse em antecipar seus contratos. Ao todo, foram consultadas usinas que somam cerca de 3.482 GW de capacidade instalada. Desse total, aproximadamente 2.377 MW manifestaram interesse na antecipação, cabendo ao ONS indicar o montante necessário para atendimento das necessidades do sistema. A seleção final contemplou os empreendimentos compatíveis com os requisitos operacionais identificados nos estudos de planejamento com menor impacto tarifário.

 Informações Técnicas:

Antecipação de Empreendimentos de Geração

Deliberações:

I – Recomendar a antecipação de início de suprimento dos Contratos de Reserva de Capacidade decorrentes dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de energia de 2022 – LRCE 2022 e na forma de potência de 2026 – LRCAP 2026, dos empreendimentos indicados a seguir, de modo que os contratos tenham vigência em 1º de setembro de 2026, totalizando 1.827,1 MW, com base nas avaliações do Plano de Operação Energética – PEN 2026/2030 e a manifestação de interesse dos respectivos agentes, de modo a contribuir para a segurança do atendimento eletroenergético em 2026:

Garantia Física LRCE 2022
Garantia Física LRCE 2022

 

II – Recomendar que todas as demais cláusulas dos contratos originais, inclusive as relativas às penalidades por atraso no início da operação comercial do empreendimento, passem a valer desde o início da data de antecipação.

Avaliação da Base de Dados dos Estudos Elétricos e Energéticos

Deliberação: Tendo em vista as discussões realizadas no âmbito técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico –  CMSE relativas às Bases de Dados de Geração de Estudos Elétricos e Energéticos, e considerando a deliberação de 312ª Reunião do CMSE (Ordinária), realizada em 05 de novembro de 2025, o CMSE deliberou por aprovar a implementação, a partir do Programa Mensal de Operação Energética – PMO de janeiro de 2027, da representação da expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica de usinas do Ambiente de Contratação Livre – ACL no bloco de ofertas considerado no PMO, conforme a seguir:

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(i) Considerar todas as usinas do ACL que estejam em obras, conforme critério já vigente;

(ii) Considerar, para as usinas do ACL que não estejam com obras iniciadas:

                        (a) aquelas que possuam contratos de compra e venda de energia de longo prazo – PPA, do inglês Power Purchase Agreement, e contrato de uso da rede (Sistema de Transmissão – CUST ou o Sistema de Distribuição – CUSD) válidos, conforme critério já vigente;

                        (b) aquelas que possuam Contrato de Uso do Sistema de Transmissão – CUST e Garantia Prévia para Celebração do CUST – GPC válidos;

(iii) Considerar os critérios definidos nos itens i e ii no PMO “Sombra” para o período de agosto a dezembro de 2026; e

(iv) recomendar que as instituições considerem em todos os processos o disposto no art 7º da Resolução CNPE nº 01/2024.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (22/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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