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Oferta alta pressiona preço do algodão, mas óleo segue valorizado

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O cenário do algodão em Mato Grosso segue sendo de muita oferta, pressionando as cotações para baixo. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o valor pago pela arroba caiu 1,7% na semana e fechou em R$ 108,28.

Isso acontece porque há bastante algodão disponível no estado: muitos produtores já entregaram a safra, e os estoques continuam elevados, deixando os compradores menos apressados para fechar negócio e, com isso, limitando qualquer subida de preço.

Enquanto o preço da pluma recua, o óleo de algodão vem valorizando. Em uma semana, o valor do óleo subiu 1% e chegou a R$ 6.085,71 por tonelada, mostrando que a procura segue firme, especialmente pelas indústrias de alimentos e também pelo setor de biodiesel.

Para o produtor rural, a lição é clara: preço depende de oferta e procura. Com muita pluma circulando, talvez seja hora de planejar com cuidado, seja segurando parte da produção para buscar melhores cotações mais adiante, seja aproveitando agora os bons preços pagos pelo óleo de algodão.

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Ficar de olho nos estoques, acompanhar os boletins do Imea e entender o ritmo do mercado são estratégias que ajudam a driblar a fase de pressão nos preços e buscar renda maior mesmo num cenário competitivo.

Fonte: Pensar Agro

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Pesca e aquicultura geram empregos em todo o país

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Em média, o brasileiro consome 12 quilos de pescado por ano. O número é ainda maior em alguns estados como Ceará, Pernambuco e Amazonas, onde o consumo pode passar de 40 quilos por pessoa ao ano. Esse consumo só é possível porque contamos com uma longa cadeia produtiva, que envolve pescadores industriais e artesanais, armadores de pesca, aquicultores e uma indústria robusta, responsável pelo beneficiamento.

Atualmente, são mais de 1 milhão de pescadores profissionais registrados, sendo que mais de 507 mil mulheres. Na aquicultura, apenas em Águas da União, são 1.422 contratos vigentes, que geral 4.126 empregos diretos e outros mais de 16 mil indiretos.

Esses trabalhadores são responsáveis por mais de 1.780 milhão de toneladas de pescado ao ano (águas continentais e marinhas). Na aquicultura, são mais de 3,1 milhões de toneladas ao ano. Entre os produtos mais procurados estão o camarão, a tilápia, o tambaqui e outras espécies de peixes.

Mas o setor ainda pode ser fortalecido e gerar ainda mais empregos por meio do aumento do consumo. Em entrevista recente ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, ressaltou a importância de incentivar o consumo pescado pelos brasileiros. “Estamos trabalhando para que a população deixe de comer peixe apenas no Natal e na Semana Santa, datas em que o consumo é principalmente de espécies estrangeiras, como o bacalhau”.

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Ele também destacou a necessidade de políticas públicas para melhorar a rastreabilidade e a confiabilidade dos produtos de origem da pesca e aquicultura. “A gente precisa garantir que o pescado chegue com qualidade na mesa do nosso consumidor”.

Para o secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura tem contribuído para o reconhecimento e a valorização dos trabalhadores do setor pesqueiro. “As nossas ações se conectam para ampliar a potencialidade do mundo do trabalho da pesca artesanal, que é associado ao modo de vida, à segurança alimentar e aos aspectos éticos e raciais nos territórios pesqueiros”, declarou.

A diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União, Juliana Lopes, exaltou o trabalho e a dedicação de todos que trabalham na pesca e aquicultura. “Neste Dia do Trabalhador, vamos celebrar quem faz das águas o seu sustento e a sua missão. Homens e mulheres que movimentam a economia, que alimentam o Brasil e que mantêm viva a tradição da pesca e da aquicultura. Por trás de cada produção, existe dedicação, resistência, resiliência e muito amor pelo que se faz”.

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Acesse nosso Boletim e Painel da Estatística Pesqueira e Aquícola e saiba mais sobre o perfil dos trabalhadores e trabalhadoras das águas do Brasil.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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