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Onde a maré ensina: a história de Adenilse, a pescadora que transforma saberes em resistência

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Há quem aprenda a ler nos livros. Adenilse Borralhos Barbosa aprendeu primeiro a ler as marés. Ainda menina, enquanto observava o pai e o avô saírem para o rio, descobriu que a pesca era mais do que uma forma de garantir alimento, era uma linguagem. O silêncio das águas, o movimento dos ventos, o tempo das luas, a paciência diante das redes vazias e o respeito pelo ritmo da natureza se tornaram parte da sua formação. Décadas depois, aos 48 anos, ela continua ouvindo o que o rio tem a dizer. 

Filha e neta de pescadores, Adenilse nasceu e vive na comunidade pesqueira de Espírito Santo do Tauá, no nordeste paraense, onde a economia e a cultura caminham no compasso das marés. Poetisa, professora, pesquisadora e pescadora artesanal, ela representa uma geração de mulheres que transformaram uma atividade, antes invisibilizada, em espaço de protagonismo, organização e defesa dos territórios tradicionais. 

“Pescar nunca foi motivo para abandonar os estudos”, costuma dizer. Enquanto muitos imaginavam que precisaria escolher entre a educação e a pesca, Adenilse decidiu seguir os dois caminhos. Conquistou o ensino superior, tornou-se professora e pesquisadora, mas jamais deixou o rio. Hoje, continua pescando ao lado do esposo, mantendo viva uma tradição que atravessa gerações. 

Sua rotina acompanha o tempo da natureza. A pesca de camarão, siri e caramujo depende da maré, mas também depende do respeito às crenças da comunidade. Durante a Semana Santa, o Dia de Finados, Corpus Christi e outras datas consideradas sagradas, ninguém sai para pescar. O rio é tratado como um ser que merece reverência. 

Esse mesmo respeito aparece em gestos cotidianos, os pescadores não apenas evitam jogar lixo nas águas, mas recolhem resíduos encontrados às margens do rio Tauá. Sabem que preservar o ambiente significa proteger o futuro da pesca e das famílias que dele dependem. 

Mas a vida na comunidade vai muito além da captura dos peixes e mariscos. Das várzeas também vêm o açaí, os cipós utilizados em remédios tradicionais e as sementes de andiroba, das quais é extraído um óleo conhecido por suas propriedades medicinais. Cada elemento da floresta e dos manguezais faz parte de um conhecimento construído ao longo de gerações. 

Mobilizadora social 

Nos últimos anos, Adenilse assumiu outro papel igualmente importante, o de mobilizadora social. Ao lado de outras mulheres pescadoras, promove rodas de conversa sobre direitos, organização comunitária e fortalecimento da categoria. Muitas dessas mulheres nunca tiveram acesso a informações básicas sobre políticas públicas destinadas às pescadoras artesanais. Embora ainda enfrentem dificuldades administrativas para obter a carteira de pescadora, elas seguem organizadas, confiantes de que esse reconhecimento será conquistado. 

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A atuação também se estende à defesa do território, a comunidade enfrenta ameaças provocadas pela grilagem das margens do rio, onde áreas coletivas vêm sendo cercadas ilegalmente, impedindo o acesso de quem sempre viveu da pesca. Diante desse cenário, pescadores e pescadoras construíram um protocolo comunitário de consulta, dialogam com comunidades vizinhas para criar uma modalidade de proteção dos manguezais e das várzeas e já levaram denúncias ao Ministério Público Federal. A luta é para garantir que aquilo que sempre pertenceu ao coletivo continue sendo de todos. 

Outra preocupação mobiliza Adenilse, a possibilidade de exploração de combustíveis fósseis na Foz do Amazonas. Para quem vive da pesca artesanal, qualquer impacto ambiental representa uma ameaça direta à vida, aos peixes, aos mariscos e ao equilíbrio dos ecossistemas que sustentam toda a região. Se o rio adoecer, adoece junto a nossa história“, resume o sentimento compartilhado pela comunidade. 

A transformação também passa pela autonomia econômica, com apoio do Fundo Casa Socioambiental, Adenilse participou da realização de oficinas voltadas para jovens e adultos pescadores, ensinando a confeccionar redes, linhas, boias e outros apetrechos de pesca, além do conserto de redes. Em uma realidade em que muitos trabalhadores não conseguem comprar seus próprios equipamentos e dependem de empréstimos para sair ao rio, produzir os próprios materiais representa mais do que economia, significa dignidade. O maior resultado, segundo ela, foi ver a alegria estampada no rosto dos participantes ao receberem equipamentos produzidos com as próprias mãos. 

Caminhada percorrida e futuro da pesca

Ao olhar para trás, Adenilse reconhece o quanto as mulheres da pesca caminharam. Durante muito tempo, eram vistas apenas como ajudantes dos maridos, invisíveis diante de um trabalho considerado exclusivamente masculino. Hoje, essa realidade começa a mudar graças à organização das próprias pescadoras, que ocupam espaços de liderança, reivindicam direitos e mostram que sempre fizeram parte da pesca artesanal. 

É justamente para fortalecer essa transformação que Adenilse sonha ampliar as formações, realizar novas oficinas, promover encontros entre mulheres pescadoras e facilitar o acesso a direitos como o seguro-defeso, crédito e financiamento para a pesca artesanal. 

Sua história revela que a pesca não é apenas uma atividade econômica. É memória, ciência popular, educação, cultura e resistência. É um conhecimento transmitido entre gerações, onde cada maré carrega ensinamentos que nenhuma escola ensina sozinha. 

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Enquanto houver mulheres como Adenilse escutando o rio e ensinando outras pessoas, as águas continuarão contando histórias. Histórias de quem aprendeu que preservar o território também é preservar a própria identidade. Histórias que fazem ecoar uma certeza antiga entre os povos das águas, quem cuida do rio nunca pesca apenas peixes, pesca também futuro. 

Poesia produzida por Adenilse e Helielse:

AS TÉCNICAS DA PESCA ARTESANAL
A arte de pescar é agradável.
Que tem várias técnicas e realidades
Cada comunidade tem suas especificidades
Para começar falar das técnicas e atividades
Da arte de pescar, vamos falar de um lindo lugar
Que se chama Espirito Santo do Tauá;
Lugar lindo de morar, que fica na margem do Rio Tauá
Com seus mistérios a desvendar,
agora vamos falar da arte de pescar.
O pescador sai pra pescar na maré da preamar
No seu casco e com a sua rede de malhar
Ele vai remando devagar, até o ponto de pesca chegar.
A pesca de malhadeira, se pesca dessa maneira
De bubuia, apoitado, de arrastão e até escorado pela beira.
As técnicas são feitas de várias maneiras
Costumeiras e rotineiras
Mas na hora de ribar a festa é inteira.
No sol na chuva de dia de noite, não importa
Somos trabalhadoras e trabalhadores
Dos rios ou dos mares, buscando e retirando
Alimento desses lugares.
Vamos companheiras e companheiros
Pro rio pescar, pois ele é a nossa mãe
Sem ele não vivemos neste lugar.
Para que o peixe não falte
É preciso nos sensibilizar
Que não devemos destruir o nosso rio Tauá.

É preciso lembrar e agradecer
Ao padroeiro das pescadoras e pescadores
Que protege de todo mal a vida desses lutadores
Viva São Pedro o padroeiro dos pescadores.
Na hora de pescar
Pode ser de linha, de espinhel, rede,
Malhadeira ou mutar
Técnicas, formas, normas
Tanto faz, vamos labutar
Para nos alimentar.
Não há técnica, não há transmissão
Se não houver tradição.
Cada comunidade tem suas particularidades
Suas atividades bem como as diversidades.
A pesca também tem suas simbologias
Tabus, crenças, regras e simpatias.

ÉLEN GORSKI
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Suplementação a Pasto na Seca: Nova Linha Fosbovi® da marca Tortuga®, Eleva Ganho de Peso e Rentabilidade na Pecuária

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Lançada pela dsm-firmenich durante o Fosbovi® Experience em Cuiabá (MT), a nova linha une tecnologias exclusivas como minerais de alta biofuncionalidade, metabólito de Vitamina D e aditivo fitogênico para acelerar a produtividade e com excelente custo/benefício.

A época seca do ano sempre impôs desafios rigorosos à pecuária de corte brasileira, com a queda drástica na qualidade das pastagens. Para transformar esse cenário e garantir a produtividade o ano inteiro, a dsm-firmenich, detentora das marcas Tortuga® de suplementos nutricionais para animais e FarmTell® de software de gestão e consultoria para fazendas e fábricas de ração, anunciou uma revolução no seu portfólio. Trata-se do lançamento da nova linha Fosbovi® para bovinos de corte produzidos em sistema de pastejo.

O anúncio oficial ocorreu no Fosbovi® Experience, evento realizado em 18 de junho de 2026, na cidade de Cuiabá (MT). Sob o conceito da campanha “A força de uma marca, um novo patamar”, a nova linha se posiciona como a tecnologia nutricional definitiva para elevar o nível do rebanho brasileiro.

A reportagem do Portal do Agronegócio mergulhou nos detalhes desse lançamento e conversou com os principais especialistas da dsm-firmenich para entender como a ciência e a inovação estão moldando o futuro da suplementação a pasto.

O Desafio da Seca e a Suplementação Estratégica

Quando a pastagem seca, ela deixa de suprir a exigência proteica necessária para o bovino ganhar peso. É neste gargalo que atua a “Fase 1” da nova linha Fosbovi®, lançada com foco na época seca e de transição.

De acordo com João Víctor Yamaguchi, Gerente de Corte a Pasto da dsm-firmenich para a América Latina, o novo portfólio traz 19 produtos específicos, formulados para atender diferentes regiões e níveis de produtividade. O objetivo é compensar a perda da qualidade nutricional do capim e elevar o ganho de peso dos animais.

Para Yamaguchi, a chave do sucesso é a suplementação estratégica. “Não existe receita de bolo”, enfatiza o gerente. A adoção da tecnologia deve ser adaptada à intensidade da seca, ao sistema da fazenda (cria, recria ou engorda) e às metas de desempenho.

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Ele destaca que o produtor deve mudar a ótica financeira: o foco precisa estar no custo da arroba produzida e na eficiência, e não apenas no desembolso inicial do suplemento de alta tecnologia. A nova linha é democrática e permite que pequenos, médios e grandes pecuaristas utilizem produtos com tecnologia aplicada e elevem o patamar de produtividade do rebanho

O Novo Patamar da Pecuária Moderna: A Visão de Tiago Acedo

A evolução nutricional acompanha a exigência de um mercado cada vez mais dinâmico. Tiago Sabella Acedo, Head de Marketing para Ruminantes da dsm-firmenich para a América Latina, explica que a nova linha Fosbovi® foi desenhada para viabilizar a pecuária moderna de ciclo curto.

Neste sistema, os níveis nutricionais são ajustados para um ganho de peso muito mais rápido, garantindo que o animal atinja o peso de abate em menos tempo. Tiago pontua que a suplementação é vital para alinhar a dieta às exigências dos animais, já que o pasto, sozinho, não supre todas as necessidades nutricionais.

“A nova linha Fosbovi® faz parte de um portfólio completo da marca Tortuga®, que é adaptado a diferentes sistemas produtivos”. Segundo o executivo, a formulação promove maior anabolismo muscular, otimizando a produção de carcaça e a saúde intestinal. O lançamento une os mais de 70 anos de tradição da Tortuga® com o que há de mais inovador para atender os mercados globais mais exigentes.

Os Três Pilares Tecnológicos e a Inovadora Linha Advance

Para garantir o aumento da produtividade de forma rentável, o portfólio fundamenta-se em tecnologias exclusivas de alta performance:

  • Minerais Tortuga®: Minerais orgânicos de altíssima biodisponibilidade que melhoram o ambiente e a eficiência ruminal. Eles estimulam a produção de proteína microbiana, de excelente qualidade para o ruminante.
  • Tecnologia Hy-D®: O Hy-D® (25-hidroxicolecalciferol) é um metabólito da vitamina D3 de alta absorção, ele promove o anabolismo muscular, melhora significativamente a absorção de cálcio e fósforo e gera mais carcaça ao final do ciclo.
  • Digestarom® Prime: Um aditivo fitogênico à base de compostos bioativos de plantas. Ele melhora a saúde intestinal e o desempenho animal, sendo a escolha certa para sistemas de produção livre da utilização de antibióticos como promotores de crescimento.
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A comprovação da eficácia do aditivo fitogênico deu origem a uma categoria especial. João Yamaguchi destaca a Linha Advance: sempre que um produto levar o nome “Advance” (como o Fosbovi® Núcleo Proteico Advance), significa que ele carrega a carrega a molécula Digestarom® Prime associada à níveis elevados de microminerais. Essa inovação é crucial para adequar a produção brasileira às restrições do mercado europeu quanto ao uso de antibióticos como promotores de crescimento.

Rentabilidade Comprovada e Sustentabilidade com Victor Valério

A teoria científica se traduz em números expressivos no bolso do produtor. Victor Valério, Gerente de Inovação para Ruminantes da dsm-firmenich para a América Latina, ressalta que as inovações tecnológicas promovem uma produção mais sustentável e altamente lucrativa.

Substituir antibióticos por extratos naturais e minerais orgânicos não apenas abre portas para mercados de carne premium, mas gera ganhos práticos mensuráveis:

  • Ganho de Peso: Os aditivos fitogênicos podem aumentar o ganho em até 10%, enquanto os Minerais Tortuga® chegam a proporcionar até 15% a mais de ganho em machos.
  • Rendimento de Carcaça: O uso do metabólito de Vitamina D adiciona cerca de 8 kg extras de carcaça na terminação.
  • Cria Mais Eficiente: A tecnologia melhora a fertilidade das fêmeas, a produção de leite e o colostro, resultando em bezerros desmamados mais pesados.
Expansão e Suporte em Todo o Brasil

A dsm-firmenich não limitará a difusão desta novidade ao Mato Grosso. A empresa estruturou a turnê Fosbovi® Experience para levar essas soluções às principais regiões produtoras de corte do país.

Estão programados eventos de imersão e aprofundamento nos estados de GO, MA, PI, TO, MG, MS, PA, PR, RO, RS, SC e SP. Com o suporte de um time especializado, a Tortuga® reafirma seu compromisso de estar ao lado do produtor, transformando ciência em arrobas produzidas e lucro real no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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