Mato Grosso

Operação da Polícia Civil desarticula célula de facção criminosa que enviava drogas para o interior de MT

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, entre os dias 12 e 17 de maio, em Cuiabá e Várzea Grande, a Operação Órbitas, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa envolvida com o tráfico de drogas e o envio de entorpecentes para municípios do interior de Mato Grosso.

A investigação, realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), teve início após uma abordagem policial realizada em Várzea Grande, em maio de 2022, ocasião em que foram apreendidos aproximadamente R$ 11.320 em espécie, além de um aparelho celular e diversos chips telefônicos. Esses elementos levantaram suspeitas entre os policiais sobre possível atuação ligada ao tráfico de drogas.

A partir da análise técnica do material apreendido e do aprofundamento das investigações, foram identificados indícios da atuação de integrantes de uma facção criminosa envolvidos com o transporte e a distribuição de entorpecentes para o interior do Estado.

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nos dias 12 e 17 de maio de 2026, em Cuiabá e Várzea Grande, por determinação do Poder Judiciário. Aparelhos celulares e outros materiais de interesse investigativo foram apreendidos e serão submetidos à análise pericial.

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Os investigados deverão ser indiciados pelos crimes de associação ao tráfico de drogas, tráfico de drogas e integrar organização criminosa.

“Esta fase da operação tem como objetivo central a desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa, atingindo diretamente a estrutura econômica que sustenta as atividades ilícitas. As investigações seguem em andamento, podendo resultar na identificação de novos envolvidos e na adoção de outras medidas judiciais”, afirmou o delegado André Rigonato.

A Operação Órbitas integra as ações permanentes da Polícia Civil de Mato Grosso no combate ao tráfico de drogas e às facções criminosas que atuam no Estado. Além disso, a ação faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, inserida no contexto da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero Contra as Facções Criminosas, reforçando o enfrentamento qualificado às organizações criminosas.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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