A Operação Lei Seca, realizada simultaneamente em dois locais de Cuiabá na madrugada deste sábado (13.07), resultou em 20 prisões. Destas, 18 foram por embriaguez ao volante, e as demais por entrega de veículo a pessoa não habilitada e dirigir sem habilitação.
As fiscalizações, que tiveram início as 3h nas avenidas Beira Rio e Tenente-Coronel Duarte, terminaram com 73 autos de infração de trânsito confeccionados.
Além das prisões, o relatório do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), órgão da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) que coordena a Lei Seca, somou 125 veículos fiscalizados e 57 removidos. Também foram realizados 127 testes de alcoolemia.
A multa para quem dirigir embriagado é de R$ 2,9 mil e pode chegar a R$ 5,8 mil em caso de reincidência, além da autuação criminal com exigência do pagamento de fiança para responder pelo crime em liberdade. O motorista também tem a CNH suspensa e perde o direito de dirigir por um período de até 12 meses.
A Operação Lei Seca é realizada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), sob a coordenadoria do Gabinete de Gestão Integrada (GGI), com as equipes do Batalhão de Trânsito (BPMTran), Polícia Militar, Delegacia de Trânsito (Deletran) da Polícia Judiciária Civil, Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros (CBM-MT), Polícia Penal, Sistema Socioeducativo, Polícia Rodoviária Federal e Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob).
A agricultura familiar do Estado conta com mais de R$ 1 bilhão em investimentos do Governo de MT para fortalecer a produção e ampliar as oportunidades no campo. Segundo a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), o volume representa um crescimento superior a 1.000% em relação às gestões anteriores.
A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destaca que o objetivo é garantir que os recursos cheguem aos produtores que mais precisam, contribuindo para melhorar a produção e aumentar a renda das famílias rurais.
“Hoje, 100% das entregas da Secretaria são técnicas. Nós compramos e entregamos para quem efetivamente precisa. Nosso trabalho é transformar investimentos em oportunidades para os agricultores familiares”, afirmou.
Entre as iniciativas está o Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf 2.1), que conta com R$ 76 milhões em subsídios para financiar projetos produtivos. Cada produtor pode acessar até R$ 150 mil, com dois anos de carência e mais cinco anos para pagar. O financiamento não tem juros para quem mantém as parcelas em dia.
Em Cáceres, o produtor rural Ciro Cersino conseguiu R$ 50 mil por meio do edital Fundaaf 2.1 – Incentivo Produtivo. Com apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), ele vai investir na implantação de um sistema de irrigação na propriedade.
Ciro trabalha em parceria com outros três produtores no cultivo de 5 mil bananeiras da variedade banana-terra-anã. As mudas foram fornecidas por uma unidade de pesquisa da Empaer. A produção é comercializada em Cuiabá, Cáceres e também por meio de cooperativas. Segundo o produtor, o planejamento e o uso de tecnologias têm ajudado a melhorar os resultados da lavoura, mesmo com a dificuldade para encontrar mão de obra.
“Devido à deficiência de mão de obra, nós nos unimos em parceria com outros produtores e seguimos o planejamento da produção. Estamos colhendo com dez meses e quinze dias, e as plantas filhas, com três meses, já estão em floração”, explicou.
Ele também destaca a importância da irrigação, da fertirrigação e da logística para o desenvolvimento da atividade. Na propriedade, a água do tanque de peixes também é aproveitada para reduzir o uso de insumos. “Todos os recursos e o apoio que o Governo tem nos dado tem sido bem investido em nossa produção”, afirmou Ciro.
Outro programa voltado aos pequenos produtores é o Fundaff – Incentivo Rural, que recebeu R$ 21 milhões para apoiar projetos produtivos. Desse total de beneficiários, 82% são mulheres, segundo a Seaf.
Na região de fronteira com a Bolívia, Rosimeire Aparecida Siqueira investiu na criação de galinhas poedeiras. Com o apoio do programa, ela conseguiu adquirir as telas para cercar o galinheiro e a área da horta, melhorando a estrutura da propriedade, e ainda aumentou o número de galinhas.
Hoje, a venda de ovos garante uma receita de cerca de R$ 100 por dia. “Com os ovos produzidos a partir do investimento que consegui por meio do Fundaaf – Inclusão Rural, estou conseguindo investir mais na propriedade e tirar o sustento da nossa família”, contou.
Para a secretária Andreia Fujioka, iniciativas como essa ajudam a ampliar a autonomia financeira das produtoras rurais. “É um projeto que mudou a vida dessa mulher. Ela começou com um galinheiro e agora tem condições de crescer, ampliar a produção e conquistar sua independência financeira”, destacou.
O Governo de Mato Grosso também prevê R$ 550 milhões para o projeto MT Produtivo – Desenvolvimento e Sustentabilidade, que tem como objetivo fortalecer cooperativas e associações de agricultores familiares. A iniciativa prevê apoiar pelo menos 128 organizações. O edital está disponível e as inscrições encarram dia 30 de outubro.
Além dos investimentos na produção, a Seaf trabalha para facilitar o acesso dos agricultores ao mercado consumidor. Uma das iniciativas é a Vitrine do Campo, plataforma digital que pretende aproximar produtores e compradores, criando novas oportunidades de comercialização.
A estratégia também busca incentivar a permanência dos jovens no campo, com melhores condições de trabalho e geração de renda nas propriedades rurais.
Para Andreia Fujioka, o planejamento da produção e a garantia de mercado são fundamentais para o sucesso da agricultura familiar. “Estamos concluindo um projeto que estará disponível por meio de um aplicativo, 100% gratuito para que todos que produzem tenham a oportunidade de mostrar onde seus produtos podem ser encontrados. Não adianta produzir abacaxi e depois não ter para quem vender. O agricultor precisa começar a produção sabendo qual será o destino do seu produto. Queremos que ele tenha mais oportunidades, renda e dignidade”, concluiu.
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