Nacional

Padronização do Termo Circunstanciado de Ocorrência ganha força com grupo de trabalho nacional

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Brasília, 2/4/2026 – A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), instituiu, por meio da Portaria Senasp nº 647, de 12 de março de 2026, um grupo de trabalho (GT) nacional para elaborar diretrizes unificadas sobre o registro do Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), documento utilizado em infrações de menor potencial ofensivo.

O objetivo é construir uma proposta de padronização nacional a ser observada por todos os órgãos de segurança pública, garantindo maior integração entre os sistemas estaduais e as plataformas do MJSP. Entre os parâmetros definidos estão o envio integral do TCO à Polícia Judiciária; a interoperabilidade dos sistemas; a preservação da atividade investigativa das polícias civis; e o investimento em capacitação, treinamento e equipamentos.

O grupo será formado por representantes da Senasp, dos conselhos nacionais de secretários de segurança, dos comandantes-gerais das polícias militares, dos chefes de Polícia Civil, da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e das Guardas Civis Municipais. A composição busca reunir os principais atores do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) para construir uma norma técnica com base no consenso federativo.

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Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa representa mais um passo na consolidação do Susp. “A padronização nacional do termo circunstanciado é uma medida importante para reduzir assimetrias entre os estados, integrar bases de dados e garantir segurança jurídica aos órgãos que atuam na ponta. Nosso intuito é tornar o fluxo mais eficiente, sem perder de vista a atribuição investigativa da polícia judiciária e o fortalecimento da cooperação entre as instituições”, afirma.

O GT terá 60 dias para concluir os trabalhos, podendo o prazo ser prorrogado uma única vez por igual período. Ao final, deverá apresentar uma minuta de ato normativo com as diretrizes nacionais e um relatório que consolide as ações desenvolvidas e os resultados alcançados.

“Os resultados do trabalho certamente servirão para reduzir eventuais conflitos na ponta e aumentar ainda mais a qualidade do serviço prestado à população pelos órgãos de segurança pública”, ressalta a diretora do Sistema Único de Segurança Pública, Isabel Figueiredo.

A expectativa da Senasp é que a medida fortaleça a integração entre União, estados e municípios, contribua para a uniformização de procedimentos e amplie a qualidade dos registros de infrações de menor potencial ofensivo em todo o Brasil.

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Nacional

Política Nacional de Proteção de Dados avança com participação social

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Brasília, 15/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), realizou, na sexta-feira (12), audiência pública para discutir a construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade (PNPD).

O evento ocorreu em formato híbrido, no Palácio da Justiça, com transmissão ao vivo pelo YouTube, e reuniu representantes do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade (CNPD), da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), da sociedade civil, da academia e do setor privado.

O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, ressaltou o caráter estratégico da primeira audiência pública após dois mandatos do CNPD.

“A construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade representa um passo fundamental. Trata-se de um instrumento que orientará a atuação do Estado brasileiro, fortalecerá os mecanismos de cooperação e ampliará o diálogo interinstitucional em torno dos direitos digitais, promovendo maior coerência, efetividade e participação na formulação de políticas públicas.”

Fernandes também destacou a centralidade do tema para a cidadania digital. “O direito à proteção de dados pessoais e à privacidade é hoje um dos pilares da cidadania digital. Em um contexto de transformação tecnológica acelerada, assegurar esses direitos significa garantir autonomia, dignidade e confiança nas interações digitais.”

A audiência integrou um processo mais amplo de elaboração participativa da política, que tem como referência os subsídios elaborados pelos seis Grupos de Trabalho Temáticos (GTTs) do CNPD, além das diretrizes encaminhadas pela ANPD ao MJSP. Ao todo, foram registradas 22 inscrições de fala da sociedade civil, além das contribuições dos coordenadores dos GTTs.

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Eixos e propostas

Os grupos de trabalho apresentaram recomendações organizadas em seis eixos estruturantes: educação e capacitação em proteção de dados (GTT 1); mecanismos e práticas de conformidade (GTT 2); governança de dados no setor privado (GTT 3) e no setor público (GTT 4); dados pessoais para o desenvolvimento econômico, tecnológico e a inovação (GTT 5); e harmonização entre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Lei de Acesso à Informação (LAI) (GTT 6).

Entre as propostas apresentadas pelos coordenadores dos GTTs, destacaram-se a criação de uma Escola Nacional de Proteção de Dados, a institucionalização de uma Semana da Privacidade no calendário nacional, o estabelecimento de parcerias com o Ministério da Educação para integrar a temática aos currículos escolares e o desenvolvimento de ferramentas de autoavaliação para órgãos públicos. O GTT 5 propôs 36 subsídios voltados ao equilíbrio entre proteção de direitos e geração de valor econômico a partir do tratamento responsável de dados pessoais.

Representantes da sociedade civil apresentaram contribuições sobre temas como a necessidade de indicadores de monitoramento da política, a harmonização entre a LGPD e o direito de acesso à informação, a regulação do uso de tecnologias de reconhecimento facial e dados biométricos, a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e a inclusão de diretrizes específicas para a segurança pública.

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Organizações como o Instituto Alana, a Transparência Brasil, a Open Knowledge Brasil, a Fiquem Sabendo, o Idec, o iFood e o Instituto Sigilo, entre outras, também participaram da audiência.

A diretora da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Miriam Wimmer, que participou ao lado do também diretor Iagê Miola, enfatizou a importância de compreender os diferentes anseios e perspectivas da sociedade.

“O CNPD trabalhou diligentemente, constituindo diferentes grupos de trabalho dedicados à abordagem dos diversos temas relacionados à política nacional. Tive a oportunidade de participar de vários desses encontros, nos quais pudemos trocar impressões, compartilhar experiências e acompanhar um trabalho muito sério e competente de construção dessas diretrizes”, disse.

O MJSP informou que as contribuições recebidas durante a audiência, bem como as manifestações escritas que poderão ser encaminhadas posteriormente, serão analisadas e incorporadas ao processo de elaboração da política. A expectativa, reforçada por múltiplos participantes, é que o decreto seja publicado ainda em 2026 — mais de oito anos após a aprovação da LGPD.

“Essa diversidade de perspectivas é fundamental para qualificar a escuta do Governo Federal e contribuir para a elaboração de uma política pública consistente, legítima e representativa”, concluiu Victor Fernandes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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