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Painel na COP30 reforça papel da ciência do solo no financiamento sustentável

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) esteve presente no painel, que ocorreu na Blue Zone, nesta quinta-feira (20), sobre financiamento e evidências para saúde do solo para avançar as metas climáticas e de desenvolvimento sustentável 

evento foi organizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) com o objetivo de discutir e reforçar a urgência de restaurar a saúde do solo como base para a resiliência climática e dos sistemas alimentares. Destacando a saúde do solo como solução transversal para mitigação e adaptação climática, conservação da biodiversidade, restauração de terras, segurança alimentar e nutricional e sustento dos agricultores.  

O debate buscou demonstrar como financiamento, evidências e colaboração podem convergir para ampliar soluções lideradas por agricultores que restauram solos e fortalecem a resiliência climática. 

Representando o Mapa, o auditor fiscal federal agropecuário, Luís Rangel, destacou que o painel trouxe o debate sobre a conexão entre ciência e saúde do solo com finanças sustentáveis. 

 “Foi uma troca extremamente rica com especialistas da África, Austrália, FAO e representantes da juventude. Chegamos à conclusão de que precisamos vincular saúde do solo ao crédito rural, criando formas claras de medir a evolução da sustentabilidade. Também avançamos na importância de plataformas internacionais de informação sobre solos, fundamentais para viabilizar iniciativas como o Caminho Verde Brasil”, evidenciou Rangel.  

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Programas como o Caminho Verde Brasil incentivam produtores rurais a adotar práticas que restauram a saúde do solo e aumentam a sustentabilidade das propriedades. A iniciativa dialoga diretamente com as discussões do painel, que destacou a necessidade de vincular indicadores de saúde do solo ao crédito rural e ampliar plataformas internacionais de dados para viabilizar financiamentos climáticos mais eficientes. 

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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