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Paraná estabelece novas regras para prevenção e controle do greening nos pomares de citros

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Nova portaria reforça combate ao greening no Paraná

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) publicou uma nova portaria que estabelece critérios complementares para a prevenção e controle do greening, doença que ameaça a citricultura. As regras passam a valer em todo o estado e definem procedimentos relacionados ao manejo da praga, além de normas para produção, comércio e transporte de material de propagação de citros.

A medida aborda especificamente as bactérias responsáveis pela doença — Candidatus Liberibacter americanus e Candidatus Liberibacter asiaticus — transmitidas pelo inseto vetor Diaphorina citri.

Praga ameaça citricultura no estado

O greening, também conhecido como Huanglongbing (HLB), representa um dos maiores desafios para a produção de citros no Brasil. No Paraná, a citricultura é uma atividade econômica importante, especialmente em municípios das regiões Norte, Noroeste e Vale do Ribeira, na Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo o chefe da Divisão de Sanidade da Citricultura da Adapar, Diego Juliani de Campos, a doença já está presente em 164 municípios paranaenses, incluindo áreas de grande produção.

“O greening não tem cura e pode causar perdas significativas de produtividade, queda na qualidade dos frutos e morte das plantas”, afirma o especialista.

Cadastro obrigatório de propriedades citrícolas

Entre as determinações da portaria está o cadastro obrigatório das propriedades com produção comercial de citros — como laranja, tangerina e limão — que possuam 50 plantas ou mais.

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Essas propriedades terão prazo de até quatro meses para se registrar na Adapar, conforme as novas regras, que entram em vigor a partir da publicação da portaria em 10 de março.

Monitoramento e controle do inseto vetor

Nos municípios onde já há ocorrência do greening — e também nas cidades vizinhas — os produtores deverão realizar monitoramento constante do psilídeo transmissor da doença.

As medidas incluem:

  • vistoria periódica das plantas em busca de sintomas;
  • controle do inseto vetor conforme metodologia da Adapar;
  • comunicação ao órgão sobre resultados das inspeções.

Os produtores deverão enviar relatórios semestrais à agência informando o número de plantas eliminadas e os resultados do monitoramento. O modelo do documento está disponível no site da autarquia.

Eliminação gradual de plantas contaminadas

A nova regulamentação também estabelece regras para a erradicação de plantas com sintomas de HLB. O processo será realizado de forma escalonada, com prazos definidos conforme a idade das plantas.

De acordo com a portaria, todas as plantas contaminadas devem ser eliminadas em até quatro anos.

Além disso, em municípios com ocorrência da doença não será permitido manter propriedades comerciais sem manejo ou com controle considerado ineficiente.

Restrições para plantas hospedeiras e murta

A norma também estabelece limites para a presença de plantas hospedeiras da bactéria causadora da doença.

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Entre as restrições estão:

  • proibição de plantas hospedeiras em propriedades sem finalidade comercial dentro de um raio de até quatro quilômetros de pomares comerciais;
  • proibição de plantas com sintomas da doença em áreas fora desse raio;
  • proibição da produção, plantio e comercialização de murta no estado.
Fiscalização e ações da Adapar

A Adapar será responsável pela fiscalização e aplicação das medidas previstas na portaria, além da realização de levantamentos fitossanitários em propriedades com citros, viveiros e estabelecimentos que comercializam mudas.

Mesmo em municípios onde a doença ainda não foi registrada, o órgão continuará monitorando áreas produtoras. Caso o greening seja identificado, a agência deverá delimitar a área afetada e aplicar medidas de contenção ou erradicação.

O que é o greening e quais os impactos

O greening é considerado uma das doenças mais graves da citricultura. A enfermidade provoca queda prematura dos frutos, redução da produção e morte precoce das plantas.

Entre os principais sintomas estão:

  • frutos menores e deformados;
  • formato irregular, semelhante ao de pera;
  • sementes abortadas;
  • menor teor de açúcares e maior acidez.

Essas alterações comprometem o sabor e o valor comercial dos frutos, afetando tanto o mercado de consumo in natura quanto a indústria de processamento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro André de Paula encerra missão à China com avanços no diálogo agropecuário e cooperação bilateral

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Encerrando a missão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à China, o ministro André de Paula e a delegação brasileira participaram de reuniões com o Ministério do Comércio da China (MOFCOM) e com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (MARA). Os encontros ocorreram em Pequim, nesta quarta-feira (20).

Em visita ao Ministério do Comércio da China (MOFCOM), o ministro André de Paula reuniu-se com o vice-ministro chinês Jiang Chenghua e destacou o simbolismo da viagem. “Escolhi a República Popular da China como destino da minha primeira viagem internacional. Esta escolha traduz o reconhecimento da importância da China como principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro e interlocutor estratégico para o futuro da nossa agropecuária”, afirmou.

O vice-ministro Jiang Chenghua ressaltou a importância das relações comerciais e da cooperação técnica entre os dois países. “O Brasil é o nosso principal fornecedor de carne, soja, algodão, açúcar e frango. No campo dos investimentos, empresas chinesas têm atuado no Brasil em infraestrutura, melhoramento de sementes e cooperação em tecnologia agrícola. Nos últimos dois anos, observamos crescente participação de empresas chinesas em feiras e exposições do setor agrícola brasileiro”, declarou. 

Durante a reunião, os representantes discutiram temas relacionados ao comércio agropecuário, cooperação técnica e fortalecimento da parceria bilateral.

Na sede do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (MARA), o ministro André de Paula reuniu-se com o ministro chinês Zhang Zhu, ocasião em que destacou que as relações entre Brasil e China são resultado de uma trajetória diplomática consolidada ao longo de mais de cinco décadas.

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“As relações entre o Brasil e a China são fruto de uma trajetória diplomática consolidada ao longo de mais de cinco décadas. Desde o estabelecimento de nossas relações, em 1974, construímos juntos uma parceria que evoluiu. Mais recentemente, sob a liderança dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping, alcançamos um novo patamar de cooperação e confiança mútua”, destacou o ministro André de Paula.

O ministro Zhang Zhu ressaltou a relevância da recente visita do presidente Lula à China e destacou a importância do aprofundamento da cooperação bilateral em áreas como infraestrutura, agricultura, inovação e energia. “Sua visita à China logo após assumir o cargo de ministro da Agricultura demonstra a atenção dedicada à cooperação agrícola sino-brasileira. Desejo unir esforços para ampliar nossa cooperação e gerar benefícios concretos aos nossos setores produtivos”, disse.

Durante a reunião, os representantes brasileiros reiteraram a importância da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), um dos principais mecanismos de coordenação política e diálogo estratégico entre os governos do Brasil e da China.

A parte brasileira também apresentou os principais programas desenvolvidos pelo Mapa voltados à promoção de uma agropecuária sustentável, inovadora e de baixa emissão de carbono. Entre as iniciativas destacadas estiveram o Plano ABC+, política nacional de incentivo à adoção de tecnologias sustentáveis no campo; o Programa Nacional de Bioinsumos, voltado à ampliação do uso de insumos biológicos na produção agropecuária; e as ações de pesquisa, inovação e transferência de tecnologia conduzidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

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Os representantes brasileiros ressaltaram ainda o interesse em ampliar o intercâmbio científico e a cooperação técnica bilateral, especialmente em áreas relacionadas à biotecnologia, segurança alimentar, sustentabilidade e modernização agrícola, reforçando a disposição do Brasil em aprofundar parcerias estratégicas com a China.

As agendas realizadas em Pequim consolidaram o diálogo técnico e institucional entre os dois países e reforçaram a importância da parceria sino-brasileira para o comércio agropecuário, a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável. A missão reafirmou o compromisso do Brasil com o fortalecimento da cooperação bilateral em temas estratégicos para a agropecuária.

Integraram a delegação brasileira o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua; o secretário adjunto de Defesa Agropecuária, Alan Alvarenga; o diretor do Departamento de Negociações Não Tarifárias e de Sustentabilidade, Marcel Moreira; a chefe de gabinete do ministro, Adriana Vilela Toledo; a assessora especial de Comunicação Social, Carla Madeira; a assessora especial Sibelle Andrade; e os adidos agrícolas na China, Leandro Feijó e Jean Felipe Gouhie.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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