Saúde

Parceria entre Ministério da Saúde e Ebserh fortalece a pesquisa clínica em oncologia no SUS

Publicado

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (SECTICS/MS), firmou um Acordo de Cooperação Técnica com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh/MEC) para fortalecer a pesquisa clínica e aplicada em oncologia no Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa tem como foco a formação de profissionais de saúde em desenho, implementação e análise de estudos clínicos, além de estimular a criação de um ambiente colaborativo e sustentável de pesquisa multicêntrica no país. O acordo também busca integrar os resultados científicos à prática assistencial, promovendo inovação e melhoria do cuidado oncológico oferecido à população.

Entre as ações estruturantes previstas está o Workshop de Pesquisa Clínica e Aplicada em Oncologia (ON-COLLAB Brasil), que reunirá pesquisadores do Brasil, da América Latina e dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOPs) em dezembro de 2025. O curso será imersivo e prático, com mentoria continuada, voltada à execução de estudos nas instituições participantes e para que o participante não somente aprimore suas competências, mas que seu pré-projeto seja aprimorado para fins de execução. As inscrições podem ser feitas no site: https://on-collab-brasil.ebserh.gov.br entre 9 a 29 de outubro.

Leia mais:  SUS registra aumento de 138% na distribuição de medicamentos para parar de fumar

De acordo com a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Fernanda De Negri, a parceria representa um passo estratégico para consolidar o Brasil como referência em pesquisa clínica multicêntrica. “Ao integrar a rede de hospitais universitários federais da Ebserh ao Programa Nacional de Pesquisa Clínica, o Ministério da Saúde reforça o compromisso com a inovação, a equidade e a qualidade do cuidado oncológico no SUS”, destacou.

O Acordo tem vigência inicial de 12 meses e está alinhado à Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC) 2025. As ações serão realizadas com recursos próprios das instituições e baseadas em princípios de transparência e interesse público.

A parceria entre a Ebserh e a SECTICS/MS contribui com o fortalecimento da pesquisa clínica em oncologia no Brasil, promovendo a capacitação de profissionais, a integração de hospitais universitários em rede e a produção de conhecimento científico de alto impacto social. A cooperação contribui para o aprimoramento do cuidado oncológico, o fortalecimento da base científica, tecnológica e industrial da saúde no Brasil e para a consolidação do SUS como referência em pesquisa clínica, inovação e oferta de tratamentos de qualidade à população.

Leia mais:  Nova vacina pneumocócica 20 começa a ser disponibilizada no SUS para crianças

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
publicidade

Saúde

Inaep amplia colegiado com especialistas de diferentes regiões do Brasil

Publicado

A Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, realizou na última sexta-feira (14), em Brasília, a primeira reunião ordinária com a formação completa de seus membros. A composição foi definida por meio de edital público que selecionou 30 representantes da comunidade científica, sendo 15 titulares e 15 suplentes, com representantes de todas as regiões do país, com diferentes formações e conhecimentos nas diversas áreas do saber.

O acolhimento dos selecionados foi realizado no dia anterior (13) com a participação virtual do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que destacou a pluralidade de representantes que integra o colegiado. “Ela demonstra que a ética e pesquisa é uma política de Estado, construída por diferentes órgãos e instituições, com diálogo, dependência e compromisso com o interesse público.”

Instituída em 2024, a Instância integra o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep) e é responsável por orientar e definir as diretrizes de ética em pesquisas científicas que envolvem pessoas. “Esse novo marco regulatório aproxima o país das melhores práticas internacionais, fortalece a confiança da sociedade na ciência e cria condições para que o Brasil amplie sua participação em estudos multicêntricos”, afirmou Padilha.

Leia mais:  Governo Federal destina R$ 21,8 milhões para melhorar farmácias do SUS em 3.634 mil municípios

O ministro ressaltou ainda os resultados já alcançados desde a implementação do Sinep. Entre novembro de 2025 e julho de 2026, mais de 59 mil pesquisas envolvendo seres humanos já foram aprovadas. Atualmente, o país conta com 915 Comitês de Ética em Pesquisa credenciados, reunindo mais de 16 mil profissionais.

Diálogo e diversidade

Além dos especialistas, a Inaep é composta por representantes dos Ministérios da Saúde; da Educação; e da Ciência, Tecnologia e Inovação; da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap); e do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

A articulação de um espaço diverso também foi evidenciada pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), Fernanda De Negri.  “A ética é uma construção coletiva que se faz no dia a dia do diálogo entre pessoas que pensam diferente, que têm seus pontos de vista diferentes”.

Com esse entendimento, explicou a secretária, a seleção dos participantes considerou critérios como a formação acadêmica, a qualificação técnico-científica, a experiência profissional em pesquisa com seres humanos e atuação em Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs).  A iniciativa estabeleceu ainda requisitos de representatividade, promoção da diversidade regional, étnico-racial e de gênero. Além disso, a participação no colegiado tem caráter voluntário e não remunerado.

Leia mais:  Ministério da Saúde amplia acesso a cuidados especializados com inclusão da infectologia no programa Agora Tem Especialistas

Ao destacar a atuação, a coordenadora da instância, Meiruze Freitas, reiterou que “a Inaep se fortalece ao congregar diferentes perspectivas e trajetórias, o que amplia o diálogo para o desenvolvimento da pesquisa científica”.

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana