A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo Federal, Luciana Santos, afirmou que o Centro de Inovação do Parque Tecnológico Mato Grosso vai contribuir com o avanço de soluções tecnológicas para o Estado.
“O Parque Tecnológico é uma das experiências mais eficazes de Mato Grosso no sentido de fazer ciência e transformar inovação em desenvolvimento. Por isso, esse projeto é muito importante. Fiquei muito impressionada. É um investimento exclusivo do Estado na obra física. É um esforço do ecossistema local e que nós, do ministério, vamos nos esforçar para apoiar e desdobrar o alcance”, afirmou.
Foto: Ascom Seciteci
Ao lado do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci), Allan Kardec, Luciana visitou as obras do Parque Tecnológico Mato Grosso, localizado na região do Chapéu do Sol, em Várzea Grande, na tarde desta quarta-feira (2.7). O projeto está em fase final de conclusão. O investimento do Governo de Mato Grosso é de mais de R$ 18,2 milhões.
A ministra apontou também que vai avaliar a possibilidade de atender a demanda para financiamento de um supercomputador para o Centro de Inovação. O equipamento deve custar cerca de R$ 15 milhões. “Existe uma demanda, inclusive de equipamentos, e nós temos um fluxo contínuo de caixa. Vamos avaliar essa questão de atender a demanda de computação apresentada”, completou.
O secretário Allan Kardec apresentou à ministra o andamento da fase final das obras e apontou que a previsão é inaugurar o parque ainda neste ano.
“Nós teremos aqui um centro de criação, desenvolvimento, disponibilização de soluções tecnológicas e atração de empresas inovadoras, reunindo poder público, academia universitária e iniciativa privada em busca de soluções inteligentes e sustentáveis”, destacou.
Allan apontou para uma possível parceria com o Governo Federal para projetos de sustentabilidade no Parque Tecnológico, como a captação de água da chuva e geração de energia limpa. “Queremos que as instituições que se instalem aqui não paguem conta de energia e água. É uma forma de atrair as entidades e diminuir os impactos ambientais”, disse.
O diretor do Parque Tecnológico, Rafael Bastos, ressaltou que, mesmo antes da conclusão da obra, já estão sendo feitas conexões para atração de parceiros e frisou ainda que o espaço será um centro de promoção de serviços para a indústria, universidades e comunidade em geral.
O Parque Tecnológico Mato Grosso foi criado com o objetivo de promover pesquisa e inovação tecnológica, estimulando a cooperação entre instituições de pesquisa, universidades e empresas. Além do Centro de Inovação, que abrange uma área de 16 hectares, o Parque será uma região que abrigará diversas instituições públicas e privadas ligadas à área da inovação.
Foto: Ascom Seciteci
Participaram da visita às obras do Parque Tecnológico a deputada estadual Professora Graciele, a reitora da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Vera Maquêa, e a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, além de representantes da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), órgão ligado ao Ministério da Ciência.
Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.
O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.
A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025. Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.
Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?
A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.
Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.
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