Educação

PartiuIF: aulas são transmitidas pela TV e pelo YouTube

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Para aumentar as oportunidades dos estudantes de baixa renda e em situação de vulnerabilidade social de ingressarem nos institutos federais de todo o país, as aulas do Programa Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades para Acesso de Estudantes da Rede Pública à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (PartiuIF) estão sendo transmitidas pela TV da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (TVAL) e pelo canal do Instituto Federal do Mato Grosso (IFMT) no YouTube.  As transmissões acontecem todo sábado e domingo, às 14h, na TVAL (canal 30.1 em Cuiabá/VG e 9.2 no interior), com conteúdo inédito. 

O curso preparatório, voltado a estudantes do 9º ano do ensino fundamental, é coordenado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi). O Partiu IF tem como meta enfrentar desigualdades étnico-raciais na educação e é destinado aos estudantes que tenham cursado integralmente o ensino fundamental na rede pública e que se autodeclarem negros, quilombolas, indígenas, pessoas com deficiência ou de baixa renda, com renda familiar per capita de até um salário mínimo. 

A transmissão ampliará o acesso de estudantes da rede pública de todo Brasil às aulas oferecidas pelo IFMT, já que muitos deles não têm acesso a cursinhos preparatórios pagos ou conexão estável à internet. Em Mato Grasso, a TV Assembleia alcança cerca de 45 municípios, possibilitando que alunos de diferentes regiões tenham acesso ao conteúdo de forma democrática e sem custo. 

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A estudante do 9º ano da Escola Estadual Ewaldo Meyer Roderjan, Juliana Raizer, que mora no interior do estado, na zona rual de Brasnorte, a 600 km de Cuiabá, conta que passou a ver as aulas preparatórias de casa toda semana, em uma mesa de estudos montada pela mãe exclusivamente para esse momento. 

“Sou sobrinha de uma professora do estado e ela sempre me fala que preciso estudar muito para poder ajudar a mim mesma e a minha família. Ela me mostrou que eu poderia estudar pela TV e conseguir me preparar para entrar no IFMT com as aulas do Partiu IF. Eu estou aprendendo muitas coisas que ainda não conhecia e também revendo alguma que meus professores já ensinaram”, conta a adolescente. 

A tia já a inscreveu no processo seletivo do IFMT de Várzea Grande, onde mora. “Lá tem um IF bem bonito, que estava sendo construído, e eu tenho um sonho muito grande de morar na cidade e estudar lá. Espero que eu consiga me preparar muito bem para poder fazer a prova, passar e, depois, estar preparada para fazer uma faculdade”, diz Juliana. 

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Conteúdo – As aulas têm uma abordagem inclusiva e inovadora e reforça o compromisso do IFMT com a promoção da equidade no acesso à educação pública e de qualidade. Elas são ministradas por professores do próprio instituto e contemplam três disciplinas essenciais para o ingresso: matemática, ciências da natureza e língua portuguesa. Compõem o time docente: Fabiane de Mesquita Batista e Alex Caetano Pimenta (ciências biológicas); Cleusa Albilia de Almeida e Ingrid Bomfim Cerqueira (língua portuguesa); e Jackson Pereira Junior e Jefferson Bento de Moura (matemática). 

A ação é realizada por meio da parceria entre a Secadi, o Departamento de Comunicação (Decom) e Centro de Referência em Educação a Distância (Cread) da UFMT e a TV Assembleia Legislativa. Todas as aulas ficarão disponíveis às segundas-feiras no canal oficial do IFMT no YouTube. Confira a lista de vídeos disponíveis para as disciplinas: português, matemática e ciências

 
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Sancionado piso salarial para professores da educação básica

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei nº 15.437/2026, que fixa em R$ 5.130,63 o piso salarial profissional nacional dos profissionais do magistério público da educação básica para a formação em nível médio, na modalidade normal. O texto foi publicado nesta sexta-feira, 19 de junho, no Diário Oficial da União e é assinado também pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, e pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck. 

O novo piso salarial representa um reajuste de 5,4% em relação ao valor vigente em 2025, de R$ 4.867,77, garantindo ganho real acima da inflação. O valor é válido para professores que atuam em jornada de 40 horas semanais, com efeitos financeiros retroativos a janeiro de 2026. As remunerações das demais jornadas devem ser proporcionais ao novo piso estabelecido. 

A legislação também amplia o alcance da política de valorização docente ao incluir entre os beneficiários do piso salarial nacional os profissionais do magistério da educação básica pública contratados temporariamente. 

A sanção da Lei consolida as mudanças introduzidas pela Medida Provisória nº 1.334/2026, editada pelo Governo do Brasil em janeiro deste ano e aprovada pelo Congresso Nacional em maio. A medida adequou a legislação do piso salarial aos fundamentos constitucionais estabelecidos pela Emenda Constitucional nº 108/2020 e às regras do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).  

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A MP determina que o percentual anual de atualização do piso salarial seja calculado pela soma da variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior e de 50% da média do crescimento real das receitas do Fundeb nos cinco anos anteriores. Como forma de ampliar a transparência do processo, a Lei também prevê a publicação anual, em plataforma de dados abertos, da memória de cálculo utilizada para a atualização do piso salarial nacional do magistério. 

A norma estabelece ainda que o reajuste anual não poderá ser inferior à variação acumulada do INPC, garantindo a preservação do poder de compra dos profissionais da educação. A atualização produzirá efeitos a partir do mês de janeiro de cada ano. 

Contexto  A atualização da legislação do piso salarial foi construída a partir de diálogo conduzido pelo Ministério da Educação (MEC) com entidades representativas da educação pública, entre elas o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), além de entidades representativas dos municípios. 

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A medida está alinhada à Meta 17 do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a valorização dos profissionais do magistério das redes públicas de educação básica, a fim de assegurar melhores condições de remuneração e fortalecimento da educação pública em todo o país. Com a nova sistemática de atualização, o piso salarial nacional do magistério passa a contar com um mecanismo permanente que busca não apenas preservar, mas também ampliar o poder de compra dos profissionais da educação ao longo do tempo. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase) 

Fonte: Ministério da Educação

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