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Pecuaristas lançam carta por sustentabilidade e reforçam peso econômico do setor

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O Brasil tem um rebanho bovino de 224,6 milhões de cabeças e lidera a produção e exportação mundial de carne bovina, movimentando aproximadamente R$ 478 bilhões anuais (dados de 2024). Esse é o peso de uma carta lançada essa semana em Brasília, assinada por criadores de gado de diferentes regiões do país, que compõem o movimento Pecuária Tropical pelo Clima. O documento apresenta uma série de compromissos para tornar a produção de bovinos mais sustentável, conciliando eficiência econômica e preservação ambiental.

Entre os compromissos destacados, estão o fortalecimento da economia local, a recuperação de áreas degradadas, a adoção de práticas de baixa emissão e a garantia de rastreabilidade confiável, visando transparência e acesso a mercados que valorizem produtos sustentáveis. O movimento enfatiza que o setor deseja contar sua própria história, mostrando que a pecuária tropical pode ser produtiva e ambientalmente responsável ao mesmo tempo.

Os criadores também apontam desafios que ainda precisam ser superados, incluindo falta de infraestrutura adequada, insegurança jurídica e barreiras comerciais que dificultam a expansão das exportações. Para eles, a adoção de métricas específicas para a pecuária tropical é essencial, permitindo políticas públicas alinhadas à realidade do setor e evitando decisões baseadas em dados que não refletem o contexto brasileiro.

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“O compromisso é com uma pecuária que gere riqueza, respeite o meio ambiente e contribua para a competitividade do país”, afirmam os signatários da carta. Segundo especialistas, o Brasil tem potencial para aumentar a produtividade sem expandir a área de pastagem, utilizando tecnologia e boas práticas de manejo, consolidando sua posição no mercado global de carne bovina.

Leia o documento na íntegra, clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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Mato Grosso bate recorde no esmagamento de soja em maio e exportações de derivados avançam 41,8%

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O estado de Mato Grosso registrou um novo recorde no esmagamento de soja em maio de 2026, consolidando o avanço da agroindústria no principal polo produtor do país. Os dados são do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados na segunda-feira (15).

O volume processado chegou a 1,28 milhão de toneladas, alta de 6,98% em relação a abril e crescimento de 3,22% na comparação com maio de 2025.

O desempenho reforça o fortalecimento da cadeia da soja no estado, especialmente em um cenário de maior demanda por derivados e expansão da indústria de biodiesel.

Demanda por óleo de soja e biodiesel sustenta recorde de processamento

Segundo o Imea, o avanço no esmagamento foi impulsionado pela maior utilização da capacidade instalada das indústrias, além do aumento da demanda externa por óleo de soja e do crescimento do setor de biodiesel.

Esses fatores contribuíram para manter o ritmo elevado de processamento da oleaginosa, consolidando maio como o mês de maior volume já registrado no estado.

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Exportações de derivados de soja sobem 41,8%

O aumento na produção também refletiu diretamente nas exportações. Mato Grosso exportou 21,69 mil toneladas de derivados de soja em maio, volume 41,80% superior ao registrado em abril.

O desempenho foi puxado principalmente pelo óleo de soja, que segue com forte demanda no mercado internacional e no setor energético, especialmente na produção de biodiesel.

Rentabilidade da indústria sofre pressão com custos e preços

Apesar do cenário positivo em volume e exportações, o setor industrial enfrentou pressão sobre as margens de esmagamento ao longo do mês.

De acordo com o Imea, a valorização de 1,18% da soja em grão, somada à queda nos preços dos coprodutos, reduziu a rentabilidade das indústrias processadoras.

Como resultado, a margem bruta de esmagamento recuou 7,82% na comparação mensal, encerrando maio com média de R$ 639,84 por tonelada processada.

Setor segue forte, mas com atenção à rentabilidade

O recorde no processamento reforça a importância de Mato Grosso na agroindústria da soja, enquanto o crescimento das exportações de derivados evidencia a competitividade do estado no mercado internacional.

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Por outro lado, a queda na margem industrial indica um cenário de maior pressão de custos, que deve seguir no radar do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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