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Plantio de soja avança para 81% no Brasil, mas clima irregular preocupa Mato Grosso e Goiás

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O avanço do plantio da safra 2025/26 de soja atingiu 81% da área estimada no país até a última quinta-feira (20), conforme levantamento da AgRural. Apesar do bom ritmo nacional, as condições climáticas ainda preocupam produtores em Mato Grosso e Goiás, onde a irregularidade das chuvas tem impactado o desenvolvimento das lavouras.

Irregularidade das chuvas afeta ritmo e desenvolvimento das lavouras

Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o índice de plantio era de 86%, o ritmo atual está ligeiramente atrasado. Ainda assim, houve avanço em relação à semana anterior, que marcava 71% da área semeada.

Nos estados de Mato Grosso e Goiás, os produtores enfrentam dificuldades devido à instabilidade das precipitações, o que tem provocado atrasos no plantio, além de abortamento de flores e vagens. Esse cenário também preocupa em relação à janela de cultivo do milho safrinha, que pode ficar mais curta.

Milho verão 2025/26 entra na reta final de plantio no Centro-Sul

Enquanto isso, o plantio do milho verão 2025/26 se aproxima da conclusão no Centro-Sul do Brasil. Segundo o levantamento da AgRural, 93% da área estimada já havia sido semeada até a última quinta-feira (20), contra 85% uma semana antes e 95% no mesmo período do ano passado.

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Com o ritmo acelerado, a expectativa é de que o plantio seja finalizado nos próximos dias, encerrando a etapa inicial da nova safra de grãos no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Importações de açúcar da China disparam em 2026 e impulsionam mercado global de commodities

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Mercado externo

As importações de açúcar da China registraram forte expansão no início de 2026, consolidando o país como um dos principais vetores de sustentação da demanda global. Dados oficiais mostram que o gigante asiático importou 100 mil toneladas em março, alta de 41,9% na comparação anual.

No acumulado do primeiro trimestre, o avanço foi ainda mais expressivo: crescimento de 320%, totalizando 620 mil toneladas. O desempenho coloca o açúcar entre as commodities agrícolas com maior expansão nas compras chinesas no período.

Além do açúcar, outras commodities também apresentaram crescimento relevante nas importações chinesas, reforçando o ritmo aquecido da demanda global por insumos e alimentos.

Mercado interno

O avanço das compras chinesas tende a gerar reflexos diretos no mercado brasileiro, maior exportador mundial de açúcar. A maior demanda externa contribui para sustentar os preços internacionais e pode influenciar as estratégias de comercialização das usinas no Brasil.

No caso da soja, apesar da alta nas importações em março — que somaram 4,02 milhões de toneladas (+14,7%) — o desempenho no trimestre indica leve retração de 3,1%, mostrando uma dinâmica mais cautelosa na demanda chinesa pelo grão.

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Já o milho ganhou destaque, com forte aumento nas aquisições, o que pode abrir oportunidades adicionais para exportadores brasileiros ao longo do ano.

Preços

O aumento consistente das importações chinesas, especialmente de açúcar, tende a manter suporte aos preços internacionais da commodity. O movimento também pode influenciar os mercados de derivados, como o óleo de soja, que apresentou alta mensal nas compras, embora ainda acumule queda no trimestre.

Para o milho, o avanço expressivo das importações — quase triplicando no comparativo anual — reforça um cenário de maior firmeza nas cotações globais, diante da recuperação da demanda.

Indicadores
  • Açúcar (março): 100 mil toneladas (+41,9%)
  • Açúcar (1º trimestre): 620 mil toneladas (+320%)
  • Fertilizantes (março): 1,68 milhão de toneladas (+26,5%)
  • Fertilizantes (trimestre): 5 milhões de toneladas (+30,5%)
  • Milho (março): 220 mil toneladas (+177,4%) | US$ 56,6 milhões (+150%)
  • Milho (trimestre): 770 mil toneladas (+198%) | US$ 197,6 milhões (+181,2%)
  • Soja (março): 4,02 milhões de toneladas (+14,7%) | US$ 1,93 bilhão (+19,9%)
  • Soja (trimestre): 16,58 milhões de toneladas (-3,1%) | US$ 8,03 bilhões (+1,7%)
  • Óleo de soja (março): 10 mil toneladas (+45,1%) | US$ 7,6 milhões (+59%)
  • Óleo de soja (trimestre): 180 mil toneladas (-35,3%)
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Análise

O forte crescimento das importações de açúcar da China no início de 2026 sinaliza uma retomada consistente da demanda, com potencial de sustentar o mercado global ao longo do ano. O movimento também reforça o papel estratégico do país asiático na formação de preços internacionais das commodities agrícolas.

A expansão simultânea nas compras de milho e fertilizantes indica uma possível recomposição de estoques e aumento da atividade no setor agropecuário chinês. Por outro lado, o comportamento mais moderado da soja no acumulado do trimestre sugere ajustes pontuais na demanda ou mudanças na estratégia de importação.

Para o Brasil, o cenário é positivo, especialmente para o setor sucroenergético, que pode se beneficiar de uma demanda externa mais aquecida e preços sustentados no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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