Três homens foram presos, neste domingo (9.2), por policiais militares da 32ª Companhia Independente, suspeitos de furtar uma propriedade rural localizada no município de Nova Xavantina. As equipes apreenderam uma caminhonete, três armas de fogo, 28 munições, uma porção de maconha e recuperaram diversos eletrônicos e eletrodomésticos da vítima, além de 13 porcos de aproximadamente 30 e 40 quilos. As equipes localizaram o trio com auxílio das câmeras de segurança do Vigia Mais MT.
Conforme o boletim de ocorrência, a vítima relatou, no último sábado (8.2), que reside em uma fazenda na Estrada Rural Laticínio e que foi informada que o local havia sido invadido. Os suspeitos arrombaram duas portas da residência, levaram móveis, pertences pessoais e os animais da propriedade rural.
Os policiais militares, com apoio das equipes da inteligência do 13º Comando Regional, intensificaram o policiamento na região e identificaram, por meio das câmeras do Vigia Mais MT, que os suspeitos utilizaram uma caminhonete modelo D-10, vermelha, na ação criminosa.
Diante dos fatos, as equipes flagraram o motorista do veículo na Avenida Araés com outros dois suspeitos na carroceria. Ao perceber aproximação das equipes, o condutor saiu em alta velocidade, dando início a uma perseguição policial.
Após a fuga, os policiais militares conseguiram abordar, deter e identificar os suspeitos, que confessaram a ação criminosa e que são integrantes de uma facção criminosa. Um dos homens quebrou o próprio aparelho celular e apresentou resistência.
Em seguida, os policiais militares receberam informações de que os suspeitos teriam deixado o material furtado em uma propriedade na zona rural do município de Água Boa, conhecido como Pá Santa Maria.
No local, os policiais militares recuperaram diversos objetos que haviam sido furtados da casa da vítima, entre eles, um botijão de gás, uma caixa de som, colchão, televisão, compressor de ar, ar-condicionado, micro-ondas, duas motosserras. Além de um freezer, um fogão e uma bomba de lavar e os animais de pequeno e grande porte.
Os suspeitos foram encaminhados à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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