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Podcast Prosa Legal aborda tudo o que você precisa saber sobre a Hanseníase; ouça no Spotify

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“Janeiro Roxo” é o mês da conscientização sobre a hanseníase. A Lei Federal 12.135/2009 instituiu o último domingo de janeiro como o Dia Nacional de Combate e Prevenção à Hanseníase.

Uma das doenças mais antigas da humanidade, a hanseníase continua sendo um grave problema de saúde pública. O Brasil é o segundo país com mais registros de enfermos no mundo, com cerca de 30 mil novos casos por ano, atrás somente da Índia, cuja população é seis vezes maior do que a nossa.

E para falar sobre prevenção e tratamento da hanseníase, o podcast Prosa Legal, produzido pela equipe da Rádio TJ, entrevistou o médico do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Homero Florisbelo. Clique aqui para ouvir a entrevista no Spotify.

Transmissão – No bate-papo, o doutor Homero explicou que a hanseníase é transmitida por meio do contato direto entre pessoas e até mesmo de animais silvestres (como o tatu-galinha) para humanos. Mas o contágio requer um contato direto e contínuo. “Precisa de uma convivência de muito tempo pra poder contaminar a pessoa”, afirma o médico.

O profissional destaca ainda o clima como fator importante da alta incidência de casos. “Ela é uma doença tropical, afeta muito a região amazônica por causa da temperatura. Mato Grosso também tem região amazônica, então, essa doença é endêmica aqui” diz.

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Principais sintomas – O médico Homero Florisbelo explica que há dois tipos de hanseníase, que diferenciam o grau de sintomas apresentados. Podem surgir manchas brancas pelo corpo e, no local delas, ocorre queda dos pelos e dormência. “Pode-se confundir com o ‘Pano branco’, só que, no Pano branco não cai o pelo e não há dormência”, destaca.

A forma mais grave da doença causa erupções no corpo, febre, nódulos, inflamações nos olhos, entre outros sintomas. “Ela é mais grave. Todas as duas formas da doença dão neuropatia e pode haver perda de membros, principalmente de membros inferiores”, pontua o doutor Homero.

Diagnóstico – O médico reforça que o Bacilo de Hansen, causador da doença, se instala nos nervos e pode se proliferar por meio dos sintomas por todo o corpo. Diante disso, ele orienta: “Quanto mais cedo você começar o tratamento, menores serão as sequelas”.

Hanseníase tem cura – No Prosa Legal, o doutor Homero informou ainda que a hanseníase tem tratamento e pode ser curada, porém, as orientações médicas precisam ser seguidas à risca para que a doença não se torne crônica. “Tem que tomar muito cuidado porque a medicação é uma só. Se a pessoa não toma direito, leva à resistência e a ficar com a hanseníase crônica. […] Hoje, o posto de saúde tem muito controle sobre isso, inclusive, a medicação, que é mensal, é feita no posto de saúde. As outras duas medicações são feitas em casa, via comprimido. É um tratamento fácil de fazer”, informa o médico, que complementa que, iniciado o tratamento, a pessoa para de transmitir a doença.

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Doutor Homero chama atenção para os tratamentos caseiros e a desinformação, que acabam prejudicando a cura. Além disso, é importante lembrar que o preconceito ainda é um grande desafio vivido por pessoas que sofrem com a hanseníase. O apoio da família é fundamental. Em caso de dúvidas, procure a unidade básica de saúde mais perto de sua casa.

Clique aqui para ouvir a entrevista com o doutor Homero no Spotify.

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Autor: Celly Silva e Eli Cristina Azevedo

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário e UFR unem forças em evento para combater a violência nas escolas

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Arte do evento No próximo dia 18 de junho, das 18h30 às 22h, o Anfiteatro da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) será o ponto de encontro de uma cooperação estratégica para o cenário educacional e jurídico regional. O evento “Diálogos Acadêmicos – Educação Jurídica no Ensino Fundamental e Médio como Instrumento de Prevenção e Enfrentamento da Violência nas Escolas” vai reunir representantes do Judiciário, do curso de Direito da UFR, magistrados(as) do Grupo de Estudos da Magistratura do Estado (Gemam), de órgãos públicos e da sociedade civil para propor soluções imediatas e de impacto real contra a violência nas salas de aula.

Clique neste link para efetuar sua inscrição.

A iniciativa tem como objetivo central identificar, analisar e enfrentar problemas sociais concretos relacionados à violação de direitos na região sul de Mato Grosso, por meio da criação de um espaço qualificado de diálogo institucional e construção de soluções jurídicas efetivas. O encontro adotará a metodologia de Problem-Based Learning (Aprendizagem Baseada em Problemas) para estruturar um ambiente de debate resolutivo. Nessa dinâmica, a sociedade civil apresenta as demandas reais das escolas, a magistratura delimita as balizas e os marcos normativos, e a universidade atua propondo soluções práticas construídas por meio do ensino, da pesquisa e da extensão.

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O evento contará com a participação de diversas autoridades, como o desembargador Márcio Vidal (diretor-geral da Esmagis-MT); a coordenadora do Gemam, juíza Alethea Assunção Santos; a responsável pela fundamentação constitucional do evento, juíza Aline Luciane Ribeiro Viana Quinto Bissoni; a reitora da UFR, Analy Castilho Polizel de Souza; Prof. Dr. Anderson Nogueira Oliveira (coordenador de Direito da UFR) e Sophia Baptistella (presidente da LegalTech Jr. e idealizadora do projeto de Lei).


Episódios de violência e déficit de confiança

Para esta edição, os debates serão balizados por dados científicos preocupantes obtidos em uma pesquisa de campo realizada com 724 estudantes de Rondonópolis. O diagnóstico revelou não apenas a recorrência de episódios de violência, como bullying e cyberbullying, mas também um grave déficit de confiança dos alunos em relação aos canais tradicionais de denúncia, como familiares, professores e órgãos públicos.

Na oportunidade, o Curso de Direito da UFR apresentará, durante a programação, o aplicativo Alertia, desenvolvido por docentes e discentes como desdobramento do projeto de extensão “Noções de Direito nas Escolas” — iniciativa que já havia impactado mais de mil estudantes e que inspirou a criação da Lei Municipal nº 14.301/2025.

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O dispositivo funcionará como uma plataforma segura de recepção de denúncias escolares, permitindo a coleta estruturada de informações, a produção de elementos probatórios, o encaminhamento rápido às autoridades competentes e a viabilização de mecanismos de mediação extrajudicial de conflitos dentro das próprias unidades de ensino.

O evento tem capacidade para 200 pessoas.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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