Tribunal de Justiça de MT

Poder Judiciário apresenta o potencial da Justiça Restaurativa para prefeitos da Região Oeste

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É com um olhar humanizado e de valorização do diálogo, que a Justiça Restaurativa vem sendo uma importante aliada dos municípios mato-grossenses na prevenção de conflitos e na abordagem de temas como superação de traumas e fortalecimento de laços, principalmente no ambiente escolar. De acordo com dados do Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa (NugJur), do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a metodologia já faz parte das políticas públicas de 25 municípios. 
 
Para Katiane Boschetti da Silveira, assessora de Relações Institucionais do NugJur, que esteve no município de Mirassol D´Oeste (300 km a oeste de Cuiabá), para o encontro do Consórcio Intermunicipal de Prefeitos da Região Oeste, os ambientes escolares são espaços vivos de convivência, que refletem a qualidade das relações vividas em comunidade, que podem ser restauradas a partir do olhar humano e do aprendizado de valores como empatia e pertencimento. 
 
“Estarmos reunidos com tantos gestores de uma mesma região, todos interessados em conhecer o trabalho da Justiça Restaurativa e a potência dos círculos de construção de paz nas escolas, e para além dos muros das escolas, para as nossas vidas, sem dúvidas nos deixa [Poder Judiciário] ainda mais motivados. O que nós fazemos aqui é inspirar pessoas a trocarem suas lentes, para visualizar nos conflitos a oportunidade de repensarmos e redefinirmos aquilo que temos feito até hoje. E dentro das escolas, a Justiça Restaurativa é uma oportunidade pedagógica de aprendermos a conviver, a conhecer e a sermos uns com os outros”, enfatizou Katiane.  
 
Pedagogo, sociólogo e professor efetivo da rede estadual de ensino, o prefeito de Salto do Céu e presidente do Consórcio de Prefeitos, Mauto Teixeira Espíndola, expôs sua preocupação com os reflexos que a intolerância e os frequentes episódios de violência no ambiente escolar podem incidir sobre o futuro da sociedade.
  
“A educação é prioridade dentro do nosso município. Nós já estivemos em conversa com a desembargadora Clarice Claudino [presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso], que nos deu todo o respaldo e apoio necessários para que a região se movimente no sentido de implantarmos os círculos como modelo de paz entre as nossas crianças. Nós temos estruturas como o CRAS, o CREAS e própria secretaria de assistência social que podem estar dentro do programa.
 
 A prefeita de Glória D´Oeste, Gheisa Borgato, manifestou apoio à iniciativa de implementação dos círculos de paz nas escolas, e fez um desabafo sobre as dificuldades enfrentadas em uma das unidades da rede municipal.
  
“Nós temos acompanhando muito de perto a nossa educação, em especial a educação infantil. Nosso município é pequeno, temos uma equipe reduzida, mas vejo que podemos mobilizar um pouco de cada instituição e montar um grupo que fará muita diferença na vida dessas crianças. Inclusive quero aqui fazer um desabafo, minha filha tem 13 anos, está no 8º ano, e ontem estive em reunião na escola dela, exatamente porque os pais e o diretor não sabem mais o que diante de determinados comportamentos. E é na revolta dos alunos, nos momentos de explosão deles, que vemos o quanto faltam diálogo e respeito no dia a dia deles, e projetos como esse têm todo potencial para mudar o convívio em comunidade”, desabafou a prefeita.
 
O prefeito de São José dos Quatro Marcos, Jamis Silva Bolandim, também colocou o município à disposição para implantação da política de paz nas escolas. ”A gestão de São José dos Quatro Marcos tem total interesse no programa, e aproveitamos para parabenizar o Poder Judiciário pela iniciativa de vir até os municípios e propor essa parceria. Nós vamos sentar com a nossa equipe, definir as medidas que precisam ser tomadas e fica aqui o nosso compromisso público com o programa. Podem contar com São José dos Quatro Marcos”, definiu o prefeito.
  
Lei Municipal – O município de Mirassol D´Oeste sancionou em novembro do ano passado, a Lei Municipal 1.892, de 16 de novembro de 2023, que dispõe sobre a criação do Programa Municipal de Práticas de Construção de Paz nas Escolas. A lei foi inspirada no trabalho desenvolvido pela Comarca de Campo Verde, que instituiu a Lei Municipal 2.866/2022, dando origem ao programa ‘Eu e Você na Construção da Paz’, considerado modelo no combate à evasão e à violência nas escolas.
  
Com a criação da lei, a Comarca de Mirassol D´Oeste, por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), dará início ao processo de formação dos facilitadores que irão atuar na rede municipal de ensino. Paralelamente, o Poder Judiciário também caminhará na construção do Termo de Cooperação Técnica que será firmado com o município de Mirassol.
 
 Na avaliação da juíza-coordenadora do Cejusc de Mirassol, Lucélia Oliveira Vizzotto, a implementação das práticas restaurativas chegam como uma oportunidade para a construção de ambientes mais seguros, inclusivos e harmoniosos com efeitos e resultados diretos sobre toda a comunidade.
 
“Quando o Poder Judiciário vem até o município, nos proporcionando condições para a formação de facilitadores e nos apoiando nas tratativas necessárias para a implementação do programa, temos a oportunidade de uma parceria valiosa com o município, onde todos só têm a ganhar. Podemos afirmar que o Poder Judiciário, o Ministério Público e a prefeitura estão empenhados com o objetivo de prevenir a violência e reduzir os conflitos sociais, transformando a escola em um espaço de reflexão, convivência pacífica e aprendizado, como deve ser”, afirmou a juíza.
 
 “Tivemos a oportunidade de conhecer com profundidade, o alcance e a potência dos círculos como ferramenta real de paz social, e a partir de agora, vamos trabalhar para colocar em funcionamento nas escolas. Sabemos da importância do programa, e assim que solicitamos, o Tribunal de Justiça de pronto nos atendeu, fornecendo toda orientação necessária para colocarmos nossa lei em prática nas escolas, prática essa que sabemos que não será somente na educação, mas em todo espaço de convivência humana, ali os círculos podem estar presentes, fazendo a diferença nas vidas de muitos de nós”, defendeu a secretária de Educação de Mirassol D´Oeste, Rosana de Cássia Botelho de Carvalho.
  
Também participaram da reunião o Ministério Público, a Defensoria Pública e membros do Conselho Tutelar, além de professores e servidores da educação.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: foto horizontal colorida. Prefeitos, secretários e gestores municipais estão posicionados de pé um ao lado do outro no fundo da sala. Na linha de frente, autoridades posam para a foto agachados enquanto a segunda fila permanece em pé. Segunda imagem: foto horizontal colorida. A juíza Lucélia Vizzotto e a assessora Katiane Boschetti se posicionam entre professores, conselheiros tutelares, membros da Defensoria e do Ministério Público para foto, na sede do Fórum de Mirassol D´Oeste.
 
 Núcleo Gestor da Justiça Restaurativa TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Esmagis-MT completa 41 anos com balanço positivo de 99 ações pedagógicas no biênio 2025/2026

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Neste sábado (13 de junho de 2026), a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) celebra 41 anos de criação (1985). A data marca também o balanço de quase 18 meses da atual gestão (biênio 2025/2026), período caracterizado pela continuidade das ações de formação e pelo fortalecimento das atividades pedagógicas voltadas aos juízes(as) e desembargadores(as), bem como aos profissionais que integram o sistema de Justiça e instituições parceiras.

A direção da Esmagis-MT é exercida pelos desembargadores Márcio Vidal, na função de diretor-geral, e Anglizey Solivan de Oliveira, como vice-diretora-geral (janeiro de 2025 a dezembro de 2026). A coordenação das atividades pedagógicas está sob responsabilidade do juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, e a Secretaria-Geral é conduzida pela servidora Claudia Regina Duarte Bezerra Candia.

Ações formativas

De janeiro de 2025 a maio de 2026, a Escola realizou 99 ações pedagógicas, entre cursos, seminários, eventos e capacitações, totalizando 3.770 horas de formação.

Imagem de um homem de barba e cabelos grisalhos, que veste um terno cinza e olha para a câmera. Ele está em um ambiente externo com bastante vegetação ao fundo.O diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal, destaca que os resultados apresentados não devem ser compreendidos apenas em sua dimensão numérica, mas principalmente como expressão de um processo mais amplo de amadurecimento institucional. “Ao longo desses quase 18 meses de gestão, buscamos preservar a continuidade das ações já consolidadas pelos meus antecessores, ao mesmo tempo em que promovemos ajustes necessários para que a Esmagis permaneça fiel à sua missão formativa em um cenário de constantes transformações”, pontua.

“A formação do magistrado, em nosso tempo, exige muito mais do que a atualização técnica: impõe uma postura intelectual aberta, sensível às mudanças sociais, às inovações tecnológicas e às complexidades humanas que atravessam a atividade jurisdicional. A Escola tem procurado afirmar-se como um espaço de reflexão qualificada, voltado não apenas à transmissão do conhecimento, mas à construção de um pensamento crítico e de inequívoca responsabilidade.”

Programação pedagógica

A programação da Esmagis-MT manteve alinhamento com as diretrizes da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira (Enfam). No período, das 99 ações pedagógicas, foram realizados 19 cursos credenciados, correspondentes a 19% da programação. As atividades foram desenvolvidas nas modalidades presencial, híbrida, virtual e a distância (EAD), com o objetivo de ampliar o acesso à formação em todo o Estado.

A vice-diretora da Esmagis-MT, desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, ressalta a relevância da diversificação das modalidades e os resultados alcançados pela instituição até o momento. “A Esmagis tem ofertado um ciclo de trabalho consistente, marcado pelo comprometimento institucional e pela busca permanente de aprimoramento. Mais do que números, esses indicadores revelam a consolidação de uma política educacional que vem sendo construída com seriedade, planejamento e atenção às reais necessidades da magistratura”, salienta.

Mulher de longos cabelos pretos fala ao microfone em um púlpito de madeira clara, vestindo um blazer cinza. Ao fundo, uma tela de projeção exibe imagens antigas em preto e branco. No canto inferior do púlpito, há um pequeno emblema azul e dourado com a inscrição parcial Segundo a desembargadora, cada ação desenvolvida, cada participação registrada e cada hora de formação realizada traduzem um esforço coletivo voltado ao fortalecimento da atividade jurisdicional e à valorização do saber como instrumento essencial à prestação da Justiça. “Esse conjunto de resultados também reflete o engajamento da própria magistratura, que reconhece na Escola Superior da Magistratura um ambiente confiável para o seu desenvolvimento profissional e intelectual. Trata-se de um movimento que ultrapassa a mera dimensão administrativa e alcança um sentido muito mais amplo: o de contribuir para a construção de um Judiciário cada vez mais preparado, consciente de seu papel e comprometido com as transformações da sociedade.”

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Formação acadêmica stricto sensu

Em mais um ano, a Esmagis-MT manteve o apoio à formação acadêmica stricto sensu de magistrados(as), com participação em programas de mestrado e doutorado, em parceria com instituições de ensino superior. Atualmente, 19 magistrados integram programas de mestrado e 18 de doutorado.

O juiz coordenador das atividades pedagógicas, Antônio Veloso Peleja Júnior, ressalta a relevância da iniciativa. “O incentivo à formação acadêmica stricto sensu representa um compromisso institucional com a qualificação aprofundada da magistratura. Trata-se de uma política que ultrapassa a capacitação imediata, ao estimular a produção de conhecimento jurídico e o desenvolvimento de uma atuação jurisdicional cada vez mais fundamentada e refletida.”

O juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, um homem pardo de cabelos grisalhos e barba aparada vestindo terno e gravata escuros, concede uma entrevista para a TV Justiça.Conforme o magistrado, a participação de magistrados e magistradas em programas de mestrado e doutorado contribui para o fortalecimento do pensamento crítico e para a construção de soluções mais consistentes diante das demandas contemporâneas do sistema de Justiça. “Ao investir nesse tipo de formação, a Esmagis reafirma seu papel não apenas como espaço de ensino, mas como ambiente de reflexão, pesquisa e desenvolvimento institucional.”

Ampla participação

A política de formação continuada registrou resultados expressivos no período. Em 2025, o programa alcançou 77,43% do quadro da magistratura, com 247 magistrados e magistradas capacitados. Destaca-se o elevado nível de engajamento, que superou o número de participantes individuais e atingiu 942 participações, evidenciando a adesão recorrente a múltiplas ações formativas.

Professor Vlademir gesticula enquanto ministra aula em uma sala com alunos. Os alunos estão sentados em meia lua e prestam atenção ao professor.No primeiro semestre de 2026, a tendência se mantém consolidada, com 165 magistrados(as) já envolvidos em atividades ofertadas pela Esmagis, o que representa 47% do corpo funcional capacitado até o momento, somando 723 participações no período.

A secretária-geral da Esmagis-MT, Claudia Regina Duarte Bezerra Candia, destaca a adesão às capacitações. “Mais do que um dado estatístico, esse engajamento dos magistrados e magistradas do Judiciário mato-grossense expressa o compromisso com o aprimoramento permanente e com a qualidade da prestação jurisdicional.”

Segundo a gestora, a participação registrada ao longo do biênio revela o reconhecimento da formação continuada como elemento indispensável ao exercício da jurisdição. “Os números alcançados refletem não apenas a procura pelas atividades promovidas pela Esmagis, mas também a credibilidade construída a partir de uma programação alinhada às necessidades da magistratura”, assinala.

Comunicação e presença digital

A presença digital da Esmagis-MT também foi ampliada no período, com forte produção audiovisual e jornalística voltada à divulgação de conteúdos jurídicos e institucionais. Ao longo do biênio, a Escola produziu 167 episódios de podcasts e programas temáticos, além de vídeos educativos e materiais para redes sociais, consolidando a comunicação como ferramenta estratégica de aproximação com a sociedade.

Cartaz digital para o 35º episódio de Entre os principais formatos, destacam-se o programa Por dentro da Magistratura, o podcast Explicando Direito, a série Entendendo Direito, a versão do Explicando Direito para o YouTube e o programa Magistratura e Sociedade, que abordam temas jurídicos de forma acessível e promovem o diálogo entre o Judiciário e a população. Os conteúdos foram produzidos com o objetivo de ampliar o alcance das ações institucionais, contribuindo para a difusão do conhecimento jurídico e o fortalecimento da confiança no sistema de Justiça.

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A produção jornalística institucional também registrou crescimento, com a publicação de 571 matérias no site oficial (janeiro de 2025 a maio de 2026) e intensificação da presença nas redes sociais.

A Esmagis-MT registrou crescimento expressivo em sua presença digital no primeiro semestre de 2026. Os dados levantados pela Assessoria de Comunicação apontam avanço significativo nas principais métricas do Instagram institucional (@esmagismt), com destaque para o aumento de 46% nas interações com o conteúdo publicado em comparação ao mesmo período de 2025.

Entre 1º de janeiro e 8 de junho de 2026, as publicações do perfil acumularam 385,2 mil visualizações, crescimento de 10,1% frente ao desempenho registrado no ano anterior. No total, foram publicados 635 conteúdos, entre posts, Reels, carrosseis e stories, que juntos alcançaram mais de 210 mil contas e geraram 13,6 mil interações, incluindo curtidas, comentários, compartilhamentos e salvamentos. O perfil também conquistou 882 novos seguidores no período, fortalecendo a base de audiência da instituição nas redes sociais.

Segundo a assessora de Comunicação da Esmagis-MT, jornalista Keila Maressa, a comunicação é uma ponte essencial entre o Judiciário e a sociedade, contribuindo para a transparência e para a compreensão do papel da magistratura, além de ampliar o acesso da população a informações claras e confiáveis.

Pluralidade de conteúdos formativos

As ações formativas desenvolvidas pela Esmagis-MT contemplaram temas diretamente relacionados à atividade jurisdicional e às demandas contemporâneas, com abordagem em áreas como tecnologia, direitos fundamentais, políticas públicas e sustentabilidade, evidenciando a preocupação institucional em oferecer uma formação abrangente, atualizada e interdisciplinar.

Segundo o diretor-geral, a definição desses conteúdos decorre de um processo criterioso de identificação das necessidades da magistratura, em diálogo permanente com as transformações sociais e institucionais que impactam o exercício da jurisdição. “A estruturação da programação formativa parte de uma leitura atenta e sistemática das demandas que emergem da prática jurisdicional, buscando não apenas acompanhar, mas também antecipar os desafios impostos pelo cenário contemporâneo. Trata-se de uma atuação orientada por uma perspectiva estratégica, na qual o conhecimento é compreendido como instrumento essencial para o fortalecimento institucional do Poder Judiciário.”

A pluralidade temática, explica o desembargador, não constitui apenas um dado quantitativo, “mas expressa uma concepção pedagógica comprometida com a formação de magistrados aptos a atuar com segurança, discernimento e responsabilidade diante da complexidade crescente das demandas judiciais.”

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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