Mato Grosso

Polícia Civil cumpre mandados contra falsas investidoras que aplicavam golpes em idosos

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Seis ordens judiciais com alvo em duas mulheres, suspeitas de aplicar golpes em pessoas idosas se passando por investidoras, foram cumpridos pela Polícia Civil, na manhã desta sexta-feira (14.06), na Operação Fake Money, deflagrada pela Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá.

As ordens judiciais, sendo dois mandados de busca e apreensão, dois de proibição de contato com a vítima e dois de bloqueios de bens e valores, são cumpridos na cidade de Umuarama, no estado do Paraná.

As investigações iniciaram em março de 2024 após o filho da vítima procurar a Delegacia de Estelionato noticiando que a sua mãe de 80 anos de idade estava fazendo transferências bancárias contínuas para duas mulheres, que alegavam fazer parte de um suposto grupo de investimentos, com a promessa de que os valores seriam aplicados e teriam alta lucratividade.

Segundo as informações, a vítima fez diversas transferências de valores entre os meses de dezembro de 2022 a março de 2024, totalizando um montante de mais de R$ 1 milhão, destinados ao grupo criminoso, sendo posteriormente constatado que os investimentos eram inexistentes.

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Os suspeitos utilizavam de meios ardilosos para ludibriar a vítima, que devido à idade avançada, a vítima não acreditava se tratar de uma fraude e continuava realizando a transferências de valores solicitadas pelos criminosos.

Diante das evidências, o delegado Marcelo Martins Torhacs instaurou inquérito policial para apuração dos fatos, conseguindo identificar as mulheres responsáveis pelas fraudes, sendo representado pelos mandados contra as investigadas, que foram deferidos pela Justiça.

Para cumprimento dos mandados, uma equipe da Delegacia de Estelionato coordenada pelo delegado Vinícius Nazário, foi até o estado do Paraná, sendo apreendido na residência das investigadas diversos cartões bancários, computadores, aparelhos celulares e um veículo.

As investigações seguem em andamento, uma vez que os elementos apreendidos auxiliarão no avanço das investigações e identificação de outras possíveis vítimas.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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