Mato Grosso

Polícia Civil prende líder de grupo criminoso responsável por furtos em Alto Araguaia

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A Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da Polícia Civil de Goiás, deflagrou, nesta segunda-feira (23.2), a Operação Escalada, para cumprimento de mandado de prisão preventiva contra um homem, de 36 anos, investigado como um dos autores de diversos crimes patrimoniais registrados em Alto Araguaia (MT).

O mandado foi cumprido no município de Mineiros (GO). A ação é resultado de investigação conduzida pela Delegacia de Alto Araguaia, que identificou a atuação de um grupo criminoso especializado em furtos qualificados.

O modus operandi da quadrilha consistia na escalada de muros, arrombamento de portas e janelas e subtração de bens, principalmente durante o período diurno, quando as vítimas estavam ausentes.

Entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, ao menos 10 furtos em Alto Araguaia foram atribuídos ao grupo, nos bairros de Demelas, Aeroporto, Castro e Professora Maria das Graças, além de uma empresa nas proximidades do Parque de Exposição. Foram subtraídos itens como televisores, notebooks, botijões de gás, micro-ondas, ferro de passar roupa, ferramentas e outros equipamentos.

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As investigações avançaram depois que, em 7 de janeiro, durante abordagem a um veículo suspeito, o motorista fugiu, deixando para trás a parceira, também envolvida no caso No interior do veículo foram localizados objetos recém-subtraídos, e a suspeita foi presa em flagrante, indicando a participação do investigado e de um terceiro envolvido na sequência de furtos.

Com base nos elementos reunidos, incluindo oitivas, reconhecimentos e análise de imagens, o delegado representou pelas medidas cautelares, resultando na expedição do mandado de prisão preventiva contra o suspeito preso nesta segunda-feira (23), apontado como o líder do grupo criminoso.

A prisão foi realizada por equipe da Delegacia de Alto Araguaia, com apoio da Polícia Civil de Goiás, reforçando a cooperação interestadual no enfrentamento à criminalidade.

As investigações seguem em andamento para completo esclarecimento dos fatos, identificação de eventuais receptadores e consolidação do conjunto probatório para o indiciamento dos envolvidos.

O terceiro integrante do grupo já foi identificado e deverá ser responsabilizado, com adoção das medidas legais cabíveis, inclusive eventual representação por prisão preventiva.

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Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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