Policiais civis apreenderam nesta sexta-feira (11.10), durante fiscalização sobre crimes ambientais em um garimpo ilegal na região do Sararé, maquinários de uma empresa de São Paulo, que foi vítima de estelionato.
As equipes da Delegacia de Vila Bela da Santíssima Trindade e da Delegacia Especial de Fronteira realizavam patrulhamento pela Operação Protetor das Fronteiras quando flagraram os maquinários na área do garimpo ilegal na região da terra indígena Sararé. Foram encontradas uma retroescavadeira, um trator esteira e um motor.
A escavadeira e a esteira foram identificadas como de propriedade de uma empresa agrícola da cidade de São Paulo, onde um estelionatário adquiriu os veículos, pagou apenas a primeira parcela e depois os revendeu a terceiros.
Os veículos e o motor estavam dentro de uma área de mata densa, camuflados em meio à vegetação, com a intenção de dificultar a visibilidade. Os policiais civis não foram pessoas na região.
Uma máquina foi encaminhada ao pátio da delegacia de Pontes e Lacerda e outra ficou sob depósito da Prefeitura de Vila Bela da Santíssima Trindade.
Cerca de R$ 10 milhões em notas falsas, utilizadas para aplicar um golpe do falso empréstimo milionário, foram destruídos pela Polícia Civil, na tarde desta terça-feira (30.6), na fornalha de uma empresa no bairro Jardim Industrial, em Cuiabá. A destruição do valor foi realizada por policiais da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que apuraram o sofisticado esquema de golpe.
A mala com os valores milionários faz parte de investigações iniciadas em 2024, após um empresário do município de Água Boa procurar a Polícia Civil relatando ter sido induzido a acreditar que receberia um empréstimo de R$ 10 milhões.
Na ocasião, para concretizar a suposta operação financeira, os criminosos exigiram o pagamento antecipado de uma comissão de R$ 1 milhão, aceitando inicialmente a quantia de R$ 400 mil em espécie.
Após meses de negociações, reuniões presenciais e contatos telefônicos, a vítima se encontrou com os suspeitos em um hotel de Cuiabá, onde entregou R$ 400 mil em dinheiro e recebeu uma mala que supostamente continha os R$ 10 milhões prometidos. Posteriormente, ao abrir o material, constatou que os pacotes continham apenas notas falsas e cédulas sem valor comercial, caracterizando o golpe.
Durante a investigação, a Polícia Civil apreendeu a mala utilizada pelos criminosos e realizou diversas diligências, incluindo análise de imagens de segurança, identificação de linhas telefônicas utilizadas pelos suspeitos e coleta de outros elementos probatórios para individualização dos envolvidos.
Na conclusão do inquérito policial, três pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato e associação criminosa. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Bruno Palmiro, o trabalho investigativo apontou que os autores utilizavam falsa aparência de empresários e investidores para conquistar a confiança das vítimas.
“Os investigados simulavam operações financeiras legítimas e prometiam empréstimos de grandes valores mediante pagamento prévio de comissões”, explicou o delegado.
As investigações prosseguiram para identificação completa dos integrantes do grupo criminoso e apuração da eventual participação dos investigados em outros golpes semelhantes praticados em diferentes estados da Federação.
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