Tribunal de Justiça de MT

População pode opinar sobre prioridades da Justiça no ciclo 2027-2032

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A inauguração de 61 Pontos de Inclusão Digital em diversos municípios, a instalação de placas solares e ecopontos no Tribunal e nos fóruns, o aumento de juízas e juízes negros são exemplos de como o Poder Judiciário de Mato Grosso está alinhado às necessidades mais urgentes da sociedade. E a definição de quais são essas prioridades é feita de forma democrática, com a participação de todos que atuam no sistema de justiça e também da população.

Em âmbito nacional, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) busca aprimorar a atuação do Judiciário oportunizando ao público emitir sua opinião por meio da consulta pública, que vai elencar os macrodesafios que nortearão as ações durante o ciclo 2027-2032. Qualquer pessoa pode participar até o dia 22 de outubro. Basta clicar neste link.

O participante deve identificar seu perfil entre as seguintes opções: cidadã ou cidadão; advocacia; magistratura; Ministério Público; servidor do Poder Judiciário; defensoria pública; ou acadêmico/pesquisador.

O questionário contempla 13 temas que devem ser elencados por seu grau de importância, na opinião do respondente. Há ainda campos para indicação de outras prioridades não listadas. Os temas são:

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– Garantia dos direitos fundamentais e dos direitos humanos

– Fortalecimento da relação institucional do Poder Judiciário com a sociedade

– Agilidade, efetividade e qualidade na prestação jurisdicional

– Enfrentamento à corrupção, à improbidade administrativa e aos ilícitos eleitorais

– Prevenção de litígios e adoção de métodos adequados para solução de conflitos

– Consolidação do sistema de precedentes obrigatórios

– Promoção da sustentabilidade e da responsabilidade social

– Aperfeiçoamento da gestão da Justiça Criminal

– Aperfeiçoamento da governança e da gestão

– Aperfeiçoamento da Comunicação Institucional e combate à desinformação

– Aperfeiçoamento da gestão de pessoas

– Aperfeiçoamento da gestão orçamentária e financeira

– Desenvolvimento ético de soluções de inovação tecnológica e segurança cibernética

Nesta pesquisa, a novidade é a inclusão do macrodesafio “Aperfeiçoamento da Comunicação Institucional e Combate à Desinformação”. A intenção é aprimorar a comunicação do Judiciário e reforçar o enfrentamento à desinformação, assegurando à sociedade informações confiáveis e precisas.

Também há mudanças no escopo de macrodesafios já implementados, como “Garantia dos direitos fundamentais”, que ganhou o acréscimo “e dos Direitos Humanos”. Além de assegurar a efetividade dos direitos fundamentais previstos na Constituição, a mudança evidencia os direitos humanos reconhecidos no plano internacional.

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Os temas são definidos com a participação da Rede de Governança Colaborativa do Poder Judiciário, composta por representantes de todos os tribunais e conselhos. As contribuições recebidas na consulta pública serão avaliadas pelo Comitê Gestor. A aprovação final da Estratégia Nacional para o ciclo 2027-2032 contará com a participação de presidentes de todos os tribunais, durante o 19º Encontro Nacional do Poder Judiciário, nos dias 1º e 2 de dezembro, em Florianópolis (SC).

Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

Programa Magistratura e Sociedade discute relações de poder no Judiciário com filósofo Silvio Gallo

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Cartaz digital com a foto de um homem calvo e de óculos em um círculo. Traz o texto Já está no ar a 36ª edição do programa Magistratura e Sociedade, trazendo uma reflexão profunda sobre o papel do poder nas relações sociais, educacionais e no âmbito do Judiciário. O episódio apresenta entrevista com o filósofo e pedagogista brasileiro Silvio Donizetti de Oliveira Gallo, referência na área de Filosofia da Educação e autor de estudos fundamentais sobre pedagogia libertária no Brasil.

A conversa é conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Gonçalo Antunes de Barros Neto, e tem como tema “Jurisdição, Sociedade e Formação Filosófica”.

Durante a entrevista, Gallo propõe uma leitura crítica inspirada no pensamento do filósofo francês Michel Foucault, destacando que todas as relações humanas são atravessadas por relações de poder — desde os vínculos econômicos e afetivos até o exercício da docência e da jurisdição. Segundo ele, reconhecer essa dinâmica é essencial para compreender o papel dos diferentes atores envolvidos, especialmente no sistema de Justiça.

“O magistrado, ao proferir sua decisão, também exerce um poder”, explica o filósofo, ressaltando que os processos judiciais são permeados por múltiplas forças e interesses em disputa. Gallo chama atenção para a necessidade de uma postura crítica diante do poder. “Precisamos sempre desconfiar do poder, porque nenhum poder é legítimo por natureza.”

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No programa, o entrevistado destaca ainda que essa reflexão é particularmente relevante no Poder Judiciário, cuja legitimidade não se funda no voto popular, reforçando a importância de uma atuação consciente, ética e sensível às complexidades sociais. Ao longo do programa, outros aspectos relacionados à formação filosófica, ao papel da educação e à atuação crítica dos profissionais do Direito também são abordados.

Produzido pela Esmagis-MT, com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, o programa Magistratura e Sociedade busca fortalecer a formação humanística da magistratura, incentivando a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e promovendo uma prática jurisdicional mais ética, equilibrada e humanizada.

O programa completo pode ser assistido neste link.

https://www.youtube.com/watch?v=xigv9xQGeEo

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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