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Por que o eclipse lunar total em 3 de março não será visível no Brasil? A ciência explica

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Um eclipse lunar é esperado no mundo inteiro em 3 de março, mas, desta vez, o Brasil ficará de fora. O fenômeno é comum, ocorre de duas a três vezes ao ano e atrai muita curiosidade, mas por que não será visível por aqui? A ciência explica. Todo eclipse total da Lua passa pelas fases penumbral, parcial, total e, de novo, parcial e penumbral. O fenômeno é percebido quando a Lua começa a entrar na sombra escura da Terra (a umbra) e aí tem início o eclipse parcial. Quando a Lua entra completamente na umbra, ocorre o eclipse total. 

De acordo com a astrônoma do Observatório Nacional, Josina Nascimento, o eclipse de 3 de março ocorrerá no Brasil somente perto do horário do nascer do Sol. A Lua estará próxima do horizonte oeste. Quando a Lua estiver totalmente eclipsada, ela já vai estar embaixo do horizonte aqui no Brasil. 

O espetáculo começa cedo, às 5h44 (horário de Brasília) se inicia o eclipse penumbral. Nessa fase, a mudança no brilho ainda é imperceptível a olho nu. Às 6h50, vem o eclipse parcial. Por fim, a fase total ocorrerá das 8h04 às 9h02, mas, nesse horário, a Lua já terá se posto em todo o território brasileiro. Por isso, não veremos o eclipse total. 

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Apesar da frustração para os entusiastas em março, o calendário astronômico de 2026 ainda reserva boas notícias. “Ainda neste ano, haverá um eclipse parcial da Lua na noite de 27 para 28 de agosto, que será visível em todo o Brasil. Esse eclipse será somente parcial, mas será quase total, pois 93% da Lua vai entrar na sombra escura da Terra”, disse Josina.

 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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