Nacional

Porto de Suape (PE) terá primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina

Publicado

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou nesta segunda-feira (9) da cerimônia de entrega de equipamentos para o novo terminal de contêineres da APM Terminals no Porto de Suape (PE), simbolizando a fase final de implantação do empreendimento. O terminal de uso privado (TUP), que faz parte do Novo PAC, é um dos maiores investimentos recentes em infraestrutura portuária no Nordeste brasileiro, com mais de R$ 2 bilhões aplicados nesta primeira etapa do projeto. A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, também esteve presente no evento.

Vindos da China, os equipamentos desembarcados no primeiro navio a ancorar no novo terminal representam um investimento de cerca de R$ 241 milhões e viabilizam o início das etapas técnicas que antecedem a operação do terminal. A previsão é que as atividades estejam em plena operação no segundo semestre de 2026, com capacidade inicial para movimentar até 400 mil TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano.

Ao destacar a importância do novo terminal, o ministro Silvio Costa Filho afirmou que o empreendimento deverá ampliar a competitividade do Porto de Suape e impulsionar a economia regional. “Eu não tenho dúvida de que, com essa grande obra, vamos ampliar ainda mais a competitividade do nosso Porto. Com esse empreendimento, Pernambuco está entrando na rota das operações portuárias do mundo, gerando mais negócios, emprego e renda”, disse.

“Com esse empreendimento, Pernambuco está entrando na rota das operações portuárias do mundo, gerando mais negócios, emprego e renda” Silvio Costa Filho

A governadora Raquel Lyra ressaltou que a chegada dos equipamentos representa um avanço importante. “Com a chegada desses equipamentos hoje, temos aqui os melhores recursos do mundo, que vão permitir que o primeiro terminal totalmente eletrificado da América Latina garanta mais produtos chegando e saindo de Pernambuco. Isso é importante para a balança de exportação, mas o melhor de tudo é ver nosso estado como destino de investimentos”, afirmou.

Leia mais:  Sine completa 50 anos com homenagens a servidores e mutirão de emprego

Já o diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém, Daniel Rose, afirmou que a cooperação entre poder público e iniciativa privada tem sido determinante para a competitividade da infraestrutura portuária brasileira. “O compromisso das autoridades em investir na modernização de Suape e de acreditar neste projeto foi fundamental para que chegássemos até aqui. Essa parceria entre governo e iniciativa privada é o que torna possível transformar sonhos em realidade e colocar Pernambuco em posição de destaque nas grandes rotas comerciais do país”, disse.

Durante a fase de construção, o projeto deverá gerar cerca de 500 empregos diretos e aproximadamente 2 mil indiretos. Na fase de operação, a estimativa é de cerca de 350 empregos diretos e aproximadamente 1,4 mil indiretos, reforçando o impacto do empreendimento na economia local.

Eficiência e sustentabilidade

Além de ampliar a capacidade logística do Porto de Suape em mais de 50%, o novo terminal incorpora tecnologias voltadas à eficiência operacional e à sustentabilidade ambiental. O empreendimento será o primeiro terminal portuário da América Latina totalmente eletrificado, usando equipamentos que eliminam o uso de combustíveis fósseis e contribuem para a redução das emissões de carbono.

Leia mais:  Em reunião com o Consesp, ministro Wellington César afirma que segurança pública é dever de Estado

Entre os equipamentos entregues nesta etapa estão guindastes de cais do tipo STS (Ship to Shore), responsáveis pelo carregamento e descarregamento de navios, além de guindastes de pátio sobre pneus (RTG, na sigla em inglês), usados na movimentação e organização de contêineres. O terminal contará ainda com empilhadeiras e tratores portuários, formando um conjunto de equipamentos voltado à operação de embarcações de grande porte e à ampliação da produtividade portuária.

O projeto também incorpora soluções de automação e digitalização que trarão mais eficiência logística. O terminal contará com portões automatizados para caminhões, sistema de agendamento para otimizar o fluxo de cargas e monitoramento em tempo real dos equipamentos operacionais. A infraestrutura terá ainda conectividade 5G privada de alta velocidade para troca segura de dados e acompanhamento contínuo das operações.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

MJSP cria grupo de trabalho para regulamentar banco nacional de dados sobre facções criminosas, milícias e grupos paramilitares

Publicado

Brasília, 5/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou a construção da regulamentação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares ou Milícias Privadas. Para isso, foi instituído um Grupo de Trabalho Técnico (GTT), responsável por elaborar a proposta normativa que definirá as regras de funcionamento, governança, compartilhamento de informações, interoperabilidade e segurança do sistema.

Previsto no artigo 29 da Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, o Banco Nacional será uma ferramenta estratégica de integração de dados e produção de inteligência no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), destinada ao fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento, investigação e repressão qualificada ao crime organizado.

A proposta em elaboração prevê a criação de uma base nacional unificada com informações sobre integrantes, colaboradores, financiadores e pessoas vinculadas a organizações criminosas ultraviolentas, milícias privadas e grupos paramilitares, além de registros sobre estruturas organizacionais, vínculos operacionais, financeiros e territoriais, dados de inteligência, investigações criminais e articulações interestaduais e transnacionais dessas organizações.

O sistema será coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Gestão e Integração de Informações (DGI), e deverá funcionar de forma integrada aos bancos estaduais que serão implementados pelas unidades da Federação. A proposta também prevê mecanismos de interoperabilidade, auditoria permanente, rastreabilidade dos acessos e elevados padrões de segurança da informação e proteção de dados.

Leia mais:  Sine completa 50 anos com homenagens a servidores e mutirão de emprego

Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa representa um avanço estrutural na capacidade do Estado brasileiro de enfrentar organizações criminosas que atuam de forma articulada em diferentes regiões do país. “O crime organizado não respeita divisas estaduais. Por isso, precisamos de ferramentas capazes de integrar informações, identificar conexões e permitir uma atuação coordenada entre as forças de segurança. O Banco Nacional nasce com esse propósito: transformar dados em inteligência, fortalecer as investigações e ampliar a capacidade do Estado de enfrentar facções criminosas, milícias e grupos armados que ameaçam a população brasileira”, afirmou.

O grupo de trabalho reunirá representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (Concpc) e Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG).

Também deverão ser convidados representantes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central, Receita Federal, Ministério Público Federal, além de pesquisadores e instituições de referência na área da segurança pública, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP), o Instituto Sou da Paz e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).

Leia mais:  Consulta pública sobre CNH mais acessível bate recorde de participação

Além de apoiar investigações e ações de inteligência, o banco permitirá identificar vínculos operacionais, financeiros e associativos entre indivíduos e organizações criminosas, fortalecer a cooperação entre os entes federativos, subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e ampliar a integração entre os sistemas de segurança pública de todo o país.

A regulamentação também deverá estabelecer critérios objetivos para inclusão, atualização e exclusão de registros, protocolos de compartilhamento nacional e internacional de informações, mecanismos de auditoria e responsabilização, além da utilização de tecnologias avançadas para correlação de dados, análise de vínculos e apoio à atividade de inteligência.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana