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Portos brasileiros registram crescimento histórico, ampliam investimentos e fortalecem a logística nacional em 2025

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O setor portuário brasileiro encerra 2025 com resultados expressivos que consolidam o crescimento sustentado da atividade nos últimos anos. De janeiro a outubro, os portos do país movimentaram 1,16 bilhão de toneladas, volume 4,03% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O desempenho confirma a relevância da infraestrutura portuária para o escoamento da produção nacional, o fortalecimento das exportações e a inserção do Brasil nas principais cadeias globais de comércio.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem uma política pública estruturada, baseada em planejamento, investimentos e segurança jurídica.

“O crescimento do setor portuário em 2025 mostra que o Brasil voltou a investir de forma estratégica na sua infraestrutura logística. Estamos fortalecendo os portos, ampliando a capacidade operacional e criando um ambiente seguro para atrair investimentos, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento econômico em todas as regiões do país”, afirmou.

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Desempenho regional sustenta avanço do setor
O crescimento da movimentação portuária em 2025 foi impulsionado por resultados positivos em todas as regiões do Brasil, com destaque para o Norte, Nordeste e Sul.

Na Região Norte, os portos movimentaram 12,6 milhões de toneladas em outubro, crescimento superior a 31% em relação ao mesmo mês de 2024. O desempenho evidencia a força da navegação interior e a importância estratégica da região para o transporte de cargas minerais, energéticas e agrícolas.

O Nordeste também apresentou avanço consistente, com movimentação de 7,7 milhões de toneladas em outubro, crescimento superior a 4%. A ampliação da capacidade operacional dos terminais e os investimentos em modernização têm fortalecido o papel da região nas cadeias logísticas nacionais e internacionais.

Na Região Sul, a movimentação alcançou 108,4 milhões de toneladas no acumulado do ano, consolidando o Sul como um dos principais polos logísticos do país, especialmente no escoamento de produtos agrícolas, industriais e cargas conteinerizadas.

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De acordo com o secretário nacional de Portos, Alex Avila, o desempenho regional demonstra a efetividade da política portuária adotada pelo governo federal. “Os resultados de 2025 mostram que estamos promovendo um crescimento equilibrado do setor, respeitando as vocações de cada região e ampliando a eficiência dos portos brasileiros. Esse avanço é fruto de uma gestão técnica, integrada e orientada para resultados concretos”, destacou.

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Exportações e contêineres puxam alta da movimentação
As exportações seguiram como principal motor do crescimento portuário em 2025. O minério de ferro manteve-se como a principal carga, com 348 milhões de toneladas movimentadas, crescimento de 5,30%. O petróleo bruto e seus derivados somaram 183 milhões de toneladas, alta de 7,27%, enquanto a soja alcançou 131 milhões de toneladas, avanço de 11,25%.

A movimentação de contêineres também apresentou desempenho positivo, com 12,6 milhões de TEUs, crescimento de 9,94%, reforçando a diversificação da pauta logística nacional. Entre os principais destinos das exportações brasileiras estão China, Malásia, Japão, Singapura e Espanha.

Leilões e obras estruturantes ampliam a capacidade portuária
Em 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), por meio da Secretaria Nacional de Portos, realizou oito leilões portuários, que somam R$ 10,3 bilhões em investimentos nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Os projetos contemplam a ampliação da capacidade, a modernização da infraestrutura e o aumento da eficiência operacional dos terminais.

Entre os destaques estão investimentos no Porto de Paranaguá, no Porto do Rio de Janeiro, no Porto de Maceió, no Canal de Acesso de Paranaguá e o Túnel Santos-Guarujá, uma das obras logísticas mais relevantes do país.

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, os leilões realizados em 2025 consolidam um novo ciclo de investimentos no setor. “Estamos entregando obras estruturantes e realizando leilões que ampliam a capacidade dos portos e fortalecem a logística nacional. Isso significa mais competitividade para o Brasil e melhores condições para o crescimento da nossa economia”, afirmou.

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Investimentos privados e gestão contratual fortalecem o setor
O ano também foi marcado pela expansão dos investimentos privados no setor portuário. Em 2025, foram concedidas oito novas autorizações para Terminais de Uso Privado, totalizando R$ 4,59 bilhões em investimentos, além de 31 alterações contratuais, que somam R$ 1,218 bilhão. Ao todo, foram 39 atos assinados, representando R$ 5,81 bilhões em investimentos privados.

Na gestão contratual, os aportes somaram aproximadamente R$ 2,07 bilhões, com investimentos relevantes de operadores como ICTSI Rio Brasil Terminal 1, ATU 18, Ultracargo, Timac Agro, Tequimar, Píer Mauá e Intersal, voltados à modernização, ampliação de capacidade e ganhos de eficiência.

Alex Avila, secretário nacional de Portos, reforçou que a parceria com a iniciativa privada tem sido decisiva para os resultados alcançados. “O fortalecimento da gestão contratual e a atração de capital privado são fundamentais para garantir entregas, ampliar a produtividade e preparar os portos brasileiros para os desafios do comércio global”, afirmou.

Portos como eixo estratégico do desenvolvimento
O balanço de 2025 confirma o papel do setor portuário como um dos pilares do desenvolvimento econômico do país. Com crescimento consistente, investimentos estruturantes e expansão regional equilibrada, os portos brasileiros avançam como eixo estratégico da logística nacional, promovendo integração, competitividade e desenvolvimento sustentável.

Apresentação Coletiva de Imprensa

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Emprego formal alcança 57,2% dos jovens ocupados no Brasil, aponta estudo do MTE

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Uma pesquisa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostrou que 57,2% dos jovens entre 14 e 24 anos estão em empregos formais. O estudo anual “Os Jovens no Brasil – Permanências e necessidades de mudança” foi apresentado nesta quinta-feira (25), durante evento do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em São Paulo (SP), pela subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner.

Elaborado com dados do primeiro trimestre de 2026 da PNAD Contínua (com dados ajustados), complementados por registros da RAIS e do eSocial, o diagnóstico apresenta um retrato dos 32,9 milhões de brasileiros entre 14 e 24 anos, que representam 15,4% da população do país. O número de jovens ocupados é de 13,9 milhões. “O total de jovens ocupados superou o nível pré-pandemia em 569 mil pessoas. A recuperação do emprego entre os jovens ocorreu, mas o desafio passa a ser a qualidade e a permanência nesses postos”, ponderou a subsecretária.

Segundo Paula, os dados mostram que 57,8% dos jovens ocupados estão em empregos formais. Isso corresponde a 8 milhões de jovens com carteira assinada, com base nos dados da RAIS/2025. “A formalização logo no início da trajetória profissional é fundamental, pois ajuda o jovem a compreender as regras e os benefícios do mundo do trabalho formal, além de proporcionar uma experiência prática valiosa que pode direcionar seu futuro profissional”, destacou a subsecretária.

Em comparação a períodos anteriores, a taxa de informalidade recuou nas duas faixas etárias analisadas. Caiu de 80% para 72,8% entre os jovens de 14 a 17 anos e de 44,3% para 39,4% entre os de 18 a 24 anos, no primeiro trimestre de 2026. Os números de desocupados e subocupados também recuaram e estão entre os menores patamares da série histórica iniciada em 2012. Entre os desocupados, 2,7 milhões têm entre 18 e 24 anos e 586 mil têm de 14 a 17 anos.

Os dados também mostram que a taxa de desemprego entre os jovens caiu pela metade desde o pico registrado em 2021. Na faixa dos 14 aos 17 anos, a taxa está em 25,1% e, entre os jovens de 18 a 24 anos, em 13,8%. No entanto, o índice continua mais que o dobro da média nacional, que é de 5,8%.

Onde estão os jovens

No mesmo período, observou-se que o grupo de jovens que apenas estudam (na escola ou na faculdade) é de 12,8 milhões (39%). Os que somente trabalham são 9,6 milhões (29,1%) e 4,3 milhões (13,2%) estudam e trabalham. Já os chamados “nem-nem” (que não estudam nem trabalham) somam 6,2 milhões (18,7%).

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“A maioria dos jovens que integram esse grupo de “nem-nem” são meninas com filhos pequenos. É uma situação complexa porque só conseguimos alterar essa realidade fazendo com que essas jovens voltem a estudar ou a trabalhar. Para isso, precisamos que governos locais e empresas ofereçam creches em tempo integral e “cuidotecas”. Sem saber que seus filhos estão sendo cuidados, será muito difícil que essas meninas possam retornar ao mundo do trabalho”, alertou a subsecretária.

Os jovens estão mais escolarizados e têm como credencial mínima o diploma, que funciona como porta de entrada no mercado de trabalho, mas a maioria ainda está em ocupações generalistas. A pesquisa mostrou que 73% têm ao menos o ensino médio; 2,3 milhões frequentam o ensino superior e 944 mil já concluíram a graduação.

Quanto às horas trabalhadas, a média semanal geral dos ocupados está em 39,2 horas, sendo 38,6 horas para a faixa de 18 a 24 anos. Os adolescentes entre 14 e 17 anos trabalham 27,3 horas por semana, com a carga horária superando o contraturno escolar. “Há, de fato, jornadas longas. É um sinal de que, para muitos, o trabalho está disputando espaço com a escola”, alerta Paula.

Tempo de permanência no emprego

O jovem tem encontrado mais oportunidades, mas, quanto mais jovem, menor é o tempo de permanência na ocupação. Mais da metade dos adolescentes de 14 a 17 anos, ou seja, 52%, deixam o trabalho em menos de um ano, em geral porque buscam outros tipos de ocupação.

Quanto mais velho, a rotatividade cai pela metade: entre jovens de 18 a 24 anos, a taxa é de 38,2% e, entre 25 e 29 anos, de 25,3%. A baixa qualificação, os salários reduzidos e as jornadas longas explicam parte das dificuldades. Ao perceber que as empresas não investirão em seu desenvolvimento, alguns jovens buscam a demissão voluntária em busca de empregos similares que ofereçam alguma vantagem adicional.

Muitas vezes, a falta de informações claras leva esses jovens a aceitar oportunidades que nem sempre correspondem às expectativas.

Funções generalistas

A maioria dos jovens, cerca de 11,6 milhões, está em ocupações generalistas. Ou seja, 84% estão em funções de comércio e serviços que não exigem formação específica. Desse total, 7,8 milhões recebem até 1,5 salário mínimo e 2,7 milhões ganham até um salário mínimo. Apenas 2,15 milhões estão em ocupações técnicas ou de nível superior.

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As principais ocupações são as de balconistas e vendedores (1,24 milhão) e escriturários gerais (1,07 milhão).

“Essas são ocupações que tendem a sofrer muitas alterações porque possuem diversas tarefas repetitivas, mais sujeitas à automação. O jovem não pode se acomodar. Ele precisa, dentro desse posto de trabalho, descobrir as melhores ferramentas, inclusive a Inteligência Artificial (IA), utilizando-as para aprender mais e se desenvolver profissionalmente”, concluiu Paula.

Estagiários e aprendizes

O Brasil tem 1,77 milhão de estagiários, sendo 86% na modalidade não obrigatória e com bolsas médias em torno de R$ 1.075, conforme dados do eSocial.

Em relação aos aprendizes, o número total de jovens era de 716.742 em abril de 2026, com média salarial de R$ 1.160,17. Esse foi o maior estoque de jovens já registrado pela Lei da Aprendizagem (Lei nº 10.097). Em comparação com abril de 2025, quando eram 644.851 jovens, o crescimento foi de 11,15%.

Eles também estão concentrados em ocupações generalistas, o que precisa ser considerado, uma vez que, idealmente, esses profissionais deveriam estar mais presentes em áreas voltadas à especialização.

Desafios

Para superar os desafios que persistem, a subsecretária avalia que é necessário elevar a escolaridade por meio de políticas como o programa Pé-de-Meia, a EJA profissionalizante e cursos on-line de combate à evasão.

Além disso, destacou a importância de conectar trabalho e formação — tendo a aprendizagem profissional e o estágio como pontes para um mercado mais qualificado — e ampliar a participação dos jovens em funções de maior densidade tecnológica.

Também é prioritário focar em quem está fora do estudo e do trabalho, com ações que permitam que políticas de cuidado apoiem famílias com crianças pequenas, para que os pais possam voltar a estudar.

Por fim, a subsecretária reiterou a necessidade de garantir que as experiências de trabalho na juventude deixem de ser apenas uma ferramenta de subsistência imediata e passem a funcionar como base para a construção de uma trajetória profissional mais sólida, com postos de trabalho decentes e salários dignos.

Confira o estudo completo aqui.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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