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Preços da cebola se estabilizam em São Paulo, mas seguem abaixo dos custos de produção

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Os preços da cebola apresentaram estabilidade na última semana (15 a 19 de setembro) nas principais regiões produtoras de São Paulo, segundo dados do Hortifrúti/Cepea. Apesar da pausa nas quedas consecutivas, os valores continuam em níveis considerados insatisfatórios pelos produtores.

Valores médios nas praças paulistas

De acordo com o levantamento, em Monte Alto (SP) a saca de 20 kg foi comercializada a R$ 15,50, enquanto em São José do Rio Pardo (SP) o valor médio ficou em R$ 17,00 por saca. A estabilidade interrompeu um período de desvalorização registrado nas semanas anteriores.

Oferta elevada pressiona o mercado

Pesquisadores do Cepea explicam que o alto volume de cebola disponível, tanto no estado quanto em outras regiões do país, continua limitando a possibilidade de recuperação dos preços. No entanto, a redução temporária da oferta em São Paulo, devido ao gradeamento de algumas áreas, contribuiu para segurar novas quedas.

Custos acima dos preços preocupam o setor

Mesmo com a estabilização, os preços seguem abaixo do custo de produção. Além disso, a dificuldade de escoamento da mercadoria tem acentuado os prejuízos para os produtores. O cenário pode resultar em cortes nos investimentos destinados à cultura na próxima safra, conforme relatam colaboradores do Hortifrúti/Cepea.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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