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Produção de biodiesel no Brasil atinge recorde histórico em 2025 e setor prevê novo salto em 2026

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A produção brasileira de biodiesel registrou um marco histórico em 2025, resultado direto do aumento da mistura obrigatória ao diesel e da expansão da capacidade produtiva no país. Segundo levantamento da equipe de Inteligência de Mercado da StoneX, o avanço reflete a consolidação das políticas de biocombustíveis e o fortalecimento do compromisso nacional com fontes de energia mais limpas e sustentáveis.

O desempenho será detalhado no Relatório de Perspectivas para Commodities 2026, da StoneX, que será divulgado no dia 27 de janeiro, com análises e projeções gratuitas sobre os mercados agrícolas, energéticos e metálicos.

Brasil consolida o B15 e fortalece política de energia renovável

Em agosto de 2025, o Brasil passou a operar sob o regime B15, com 15% de biodiesel adicionado ao diesel fóssil, conforme diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME). O avanço representou uma virada positiva após anos de instabilidade provocados por crises econômicas e pelos efeitos da pandemia, que haviam desacelerado o crescimento do setor.

A retomada do cronograma de misturas foi reforçada pela Lei do Combustível do Futuro, sancionada no mesmo período. A legislação estabelece metas graduais de aumento até 2030, consolidando o papel do biodiesel na transição energética brasileira.

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Produção e uso de óleo de soja atingem níveis recordes

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam que, em 2025, o Brasil alcançou produção recorde de biodiesel, impulsionada pelo aumento do teor de mistura. O óleo de soja, principal matéria-prima do segmento, teve consumo de 7,9 milhões de toneladas no ano — acompanhando o ritmo de crescimento do esmagamento de grãos.

Além da soja, o uso de insumos alternativos, como sebo bovino, gordura suína e óleos residuais, também cresceu, fortalecendo a diversificação da matriz produtiva nacional e reduzindo a dependência de uma única fonte de matéria-prima.

Expansão industrial e concentração regional da produção

Em 2025, a capacidade instalada da indústria de biodiesel atingiu 42,6 mil m³ por dia, com destaque para as regiões Centro-Oeste e Sul, responsáveis por mais de 70% da produção nacional.

O ano também foi marcado por movimentos de consolidação no setor, com grandes grupos adquirindo usinas e novos investidores entrando no mercado. Esse processo ampliou a competitividade e favoreceu a pulverização do segmento, criando um ambiente mais dinâmico e inovador.

Projeções otimistas para 2026 com manutenção do B15

As perspectivas para 2026 são positivas. De acordo com projeções da StoneX, a demanda nacional de biodiesel pode atingir 10,5 milhões de toneladas, caso o teor B15 seja mantido durante todo o ano.

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Se houver avanço para o B16 a partir de março, o consumo pode superar 11 milhões de m³, o que exigiria cerca de 8,9 milhões de toneladas de óleo de soja. A utilização da capacidade industrial deve variar entre 57% e 64,5%, conforme o ritmo das expansões produtivas e decisões governamentais sobre as misturas obrigatórias.

Rumo ao B20: metas até 2030 e novos investimentos

O setor segue acompanhando de perto o cronograma de elevação do teor de biodiesel, que deve chegar ao B20 até 2030, conforme prevê a Lei do Combustível do Futuro.

Empresas e investidores já se antecipam a esse cenário, expandindo usinas existentes e construindo novas unidades em regiões estratégicas, especialmente nas áreas de maior produção de soja. A expectativa é de que o Brasil mantenha uma trajetória sólida de crescimento e reafirme sua posição de liderança na produção de biocombustíveis na América Latina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne suína do Brasil crescem 8,3% em abril e faturamento supera US$ 328 milhões

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As exportações brasileiras de carne suína seguiram em forte ritmo de crescimento em abril de 2026, impulsionadas principalmente pela demanda dos mercados asiáticos. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal mostram que o Brasil embarcou 140 mil toneladas de carne suína no período, considerando produtos in natura e processados.

O volume representa alta de 8,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foram exportadas 129,2 mil toneladas.

A receita obtida com os embarques também apresentou crescimento expressivo. Em abril, o setor faturou US$ 328,2 milhões, avanço de 8,8% frente aos US$ 301,5 milhões registrados no mesmo período de 2025.

Exportações acumuladas mantêm crescimento acima de 14%

No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne suína alcançaram 532,2 mil toneladas, volume 14,2% superior ao registrado entre janeiro e abril do ano passado, quando os embarques totalizaram 466 mil toneladas.

Em receita, o avanço acumulado também foi significativo. O setor somou US$ 1,244 bilhão nos quatro primeiros meses do ano, crescimento de 14,1% na comparação com igual intervalo de 2025, que havia registrado US$ 1,090 bilhão.

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O desempenho reforça o momento positivo das proteínas animais brasileiras no mercado internacional, especialmente diante da ampliação da demanda em países asiáticos.

Filipinas lideram compras de carne suína brasileira

As Filipinas mantiveram a liderança entre os principais destinos da carne suína brasileira em abril. O país importou 35,9 mil toneladas, crescimento de 20,6% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Na sequência aparecem:

  • Japão: 16,6 mil toneladas (+131,9%)
  • China: 11,8 mil toneladas (-21,6%)
  • Chile: 11,1 mil toneladas (+22,8%)
  • Hong Kong: 8 mil toneladas (-34,3%)
  • Vietnã: 5,5 mil toneladas (+44,6%)
  • Argentina: 5,3 mil toneladas (-8,7%)
  • Singapura: 5,1 mil toneladas (-24,3%)
  • Uruguai: 4,6 mil toneladas (+12,7%)
  • México: 4,4 mil toneladas (-40,3%)

O forte crescimento das exportações para mercados de maior valor agregado, como o Japão, vem sendo observado com atenção pelo setor.

Ásia segue como principal motor das exportações

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, Ricardo Santin, o fluxo internacional da carne suína brasileira continua bastante positivo em 2026, especialmente nos países asiáticos.

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De acordo com o dirigente, além da consolidação das Filipinas como principal destino das exportações brasileiras, mercados estratégicos vêm ampliando a demanda pela proteína animal produzida no Brasil.

O avanço consistente dos embarques reforça as perspectivas otimistas do setor para o restante do ano, sustentadas pela competitividade da produção brasileira e pela forte procura internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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