Agro News

Produtividade desigual do trigo marca reta final da colheita e mantém mercado travado no Sul do Brasil

Publicado

Colheita do trigo no Rio Grande do Sul chega ao fim com grandes contrastes regionais

A colheita do trigo no Rio Grande do Sul está praticamente concluída, restando apenas cerca de 1% das áreas a serem colhidas, concentradas em regiões de maior altitude, como o Planalto e os Campos de Cima da Serra, onde o ciclo da cultura foi mais prolongado.

De acordo com levantamento da Emater, divulgado pela TF Agroeconômica, os resultados desta safra mostram fortes desigualdades na produtividade entre as regiões, reflexo direto das condições climáticas irregulares e dos níveis distintos de investimento tecnológico dos produtores.

As melhores produtividades, acima de 3.500 kg por hectare, foram observadas em Caxias do Sul, Passo Fundo e Erechim, regiões que contaram com manejo mais intensivo e clima favorável, preservando o potencial produtivo. Já as áreas de Frederico Westphalen, Ijuí, Lajeado, Pelotas, Santa Maria, Santa Rosa e Soledade apresentaram rendimentos intermediários, entre 2.700 e 3.300 kg/ha, considerados satisfatórios, mas mais sensíveis às variações de tempo.

Leia mais:  Cédulas de Produto Rural totalizam R$ 561 bilhões em fevereiro
Preços do trigo gaúcho permanecem estáveis e negócios seguem lentos

No mercado gaúcho, os preços do trigo para moagem continuam variando entre R$ 1.100,00 e R$ 1.150,00 por tonelada, posto nos moinhos locais. No porto, o grão é cotado a R$ 1.180,00 para dezembro e R$ 1.190,00 para janeiro.

O trigo destinado à ração animal apresenta valores próximos: R$ 1.120,00 em dezembro e R$ 1.130,00 em janeiro, segundo a TF Agroeconômica. Já o preço ao produtor está em torno de R$ 54,00 por saca na região de Panambi, sinalizando estabilidade no encerramento da temporada.

Santa Catarina registra mercado desaquecido com moinhos em recesso

Em Santa Catarina, o mercado segue em ritmo lento, com os moinhos se preparando para férias coletivas e operando apenas com volumes já contratados. As negociações ocorrem de forma pontual, com pequenos lotes entre R$ 1.100,00 e R$ 1.120,00 FOB e indicações de compra de R$ 1.130,00 a R$ 1.150,00 CIF, ainda sem grande interesse comprador.

Os preços pagos ao produtor catarinense variam de acordo com a região, entre R$ 60,00 e R$ 66,00 por saca, mantendo-se estáveis em meio à baixa movimentação de final de ano.

Leia mais:  MPA entrega autorizações do PROPESC em Santa Catarina
Paraná encerra o ano com cotações firmes, mas negócios pontuais

No Paraná, o ritmo de comercialização também é moderado, com os preços mantendo estabilidade. As indicações giram entre R$ 1.170,00 e R$ 1.180,00 CIF nos Campos Gerais e em Curitiba, podendo chegar a R$ 1.250,00 CIF no Norte do estado, conforme a TF Agroeconômica.

Mesmo com o mercado travado, os valores se mantêm firmes, refletindo o equilíbrio entre a oferta ajustada e a demanda moderada neste encerramento de safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

Publicado

As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

Leia mais:  Dólar recua com foco em dados de emprego nos EUA e cenário político no Brasil
Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

Leia mais:  Mercados Globais e Ibovespa Sobem com Otimismo em Bolsas Internacionais em Meio a Dados Econômicos

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana